Câmbio, Inflação, Mercados Financeiros, Política Monetária

ECO F – Âncora Cambial e o Brasil pós Plano Real

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Como em outros países da América Latina em busca do combate a processos inflacionários crônicos, o Brasil também adentrou no chamado plano de estabilização baseado nas taxas de câmbio. Nesse tipo de plano, a taxa de câmbio se torna uma âncora nominal da economia, envolvendo a determinação e a manutenção de certo patamar para a taxa nominal de câmbio.

Com isso, o tamanho da base monetária passa a não mais depender das decisões isoladas dos bancos centrais desses países, mas da quantidade de reservas internacionais acumuladas e das leis e regras que relacionam o estoque de reservas com a criação de moeda.

A sustentação da âncora cambial foi viabilizada pela ampla captação de recursos externos de forte liquidez internacional. Ao conferir estabilidade ao valor da moeda pelo fato do Real estar lastreado abundantemente em dólares, o Plano Real garantiu a confiança dos investidores e fez com que os agentes econômicos passassem a demandar a moeda doméstica.

Enquanto o volume de dólares fosse maior do que o M1, toda e qualquer conversão de reais em dólares estava garantida, o que trazia tranquilidade aos investidores, que assim não precisavam se preocupar com desvalorizações cambiais repentinas para impedir o esgotamento das reservas internacionais.

Inicialmente, houve a adoção de política de câmbio de livre flutuação – que ficou em vigência no período de julho de 1994 a fevereiro de 1995 – e permitiu a entrada de recursos externos, provocando a apreciação da taxa de câmbio.

No momento da implantação do Plano Real, a paridade máxima entre o real e o dólar foi anunciada oficialmente como equivalente a R$1/US$, não sendo o limite inferior num primeiro momento oficialmente fixado (a institucionalização do regime de bandas com a determinação oficial de limites inferiores e superiores só ocorreu, de fato, a partir do final do primeiro trimestre de 1995).

Entre julho e setembro de 1994 não houve qualquer intervenção no mercado de câmbio e a taxa de câmbio “naturalmente” sofreu uma apreciação, passando para R$0,84/US$ como podemos observar no gráfico a seguir.

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 Após a crise mexicana em 1994, o regime cambial brasileiro foi substituído pelo regime de bandas cambiais fixas, ficando vigente de março de 1995 a dezembro de 1998. O novo sistema cambial impedia novas apreciações da taxa de câmbio, mas não compensou de imediato a apreciação verificada anteriormente, mantendo-se o câmbio sobrevalorizado.

O gráfico a seguir mostra a variação das reservas internacionais e a variação do M1, de julho de 1994 a janeiro de 1999.

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Como podemos observar, tanto a crise mexicana quanto a asiática provocaram uma redução nos níveis de reservas, mas rapidamente o montante se recompôs, alcançando patamares superiores aos anteriores.  Não demorou, veio a crise russa e o Brasil não mais se recuperou. As reservas internacionais despencaram e, simultaneamente, o M1 cresceu de R$42 bilhões para R$49 bilhões.

No dia 13 de janeiro de 1999, o Plano Real original acabou. Dali em diante, foi adotado o famoso tripé macroeconômico que conhecemos: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário, conceitos que não existiam no Plano Real.

Sugerimos como ponto de discussão o porquê das reservas internacionais terem despencado tão maciçamente após a crise na Rússia.

Bibliografia:

http://www.fearp.usp.br/pesquisa/images/Anexos/Publicacoes/Textos_discussao/REC/2001/wpe20.pdf

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1294

http://www.rep.org.br/pdf/87-1.pdf “

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Câmbio, Inflação, Mercados Financeiros, Política Monetária

ECEC C – Âncora cambial no Plano Real

“No inicio dos anos 90, o Brasil, passava por um periodo de alta inflação, e já havia passado por varias de tentativas de estaabilização, com planosanteriores, conseguindo esse objetivo com o plano Real. Para conseguir essa estabilidade economica, foram necessarias algumas medidas, como um ajuste fiscal, adoção das URV, e de um ancora combia.

Até a instalação do Plano, a política cambial brasileira era regida por constantes desvalorizações cambiais, que buscavam eliminar os efeitos da inflação sobre a taxa de câmbio real. Pretendia-se, dessa forma, manter, ou mesmo recompor, a competitividade dos setores produtivos nacionais. Essa política buscava a manutenção do equilíbrio do balanço de pagamentos. Por outro lado, ela se tornava uma fonte alimentadora da inflação. Com o Plano Real o objetivo da taxa de câmbio foi alterado. Foi estabelecida uma âncora nominal por meio de uma nova política cambial. Mas o plano teve dificuldades de implementação dado cenários de crise mundial que foram de certa maneira mais a regra do que a excessão nos anos 1990. Tivemos a crise do México em 95, da Ásia em 97, da Rússia 98 e a bolha ponto-com em 2000. Isso dificultou que medidas do plano real tivessem os efeitos esperados. Essas crises influenciaram no modelo de cambio no Brasil no periodo.

A adoção de um câmbio mais firme, com limite maximo, se deu pela necessidade de instituir uma ancora nominal, para combater o processo inflacionario.  Essa fixação atua de algumas formas para ajudar no controle da inflação, ela passa a afetar as expectativas dos agentes definidores de preços, feito ajudado pela melhora da credibilidade (conseguida com implantação de outras medidas anteriores para implantação do plano),  também vamos levar em conta a competiçao de produtos importados, que sofreram redução de preço graças a apreciação da moeda local, assim como insumos intermediarios, que reduziram o custo de produção de produtos nacionais.  A importância da âncora cambial no combate à inflação também se relaciona com a reversão das expectativas inflacionárias.

No inicio do plano, tivemos uma apreciação do real, levando a um valor maximo de 1 U$$, mas sem valor minimo, mas quando essa apreciação ficou muito elevada, foi estabelecido um cambio minimo informal pelo BC. Com a oficialização do sistemas de bandas, com limites inferiores e superiores em 95, esse sistema foi mantido, mas ao longo dos meses tivemos alterações nas bandas de valor do real. Contudo, em 98 a situação do Brasil, passou a ser de possivel alvo para ataques especulativos,  fatores como deficit de conta corrente, elevados juros endividamento externo do setor bancario, títulos publicos expressos em dolares e moeda sobrevalorizada,   levaram a adoção em 1999 do sitema de câmbio flutuante.

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Mercados Financeiros, Política Monetária

ECEC B – As Reservas Compulsórias no Brasil

 

Na década de 70 o Brasil introduziu as Letras do Tesouro Nacional (LTN´s), que era um título de curto prazo do Tesouro vendido com um desconto sobre seu valor de face. Em 1979 foi alterada a forma de liquidação financeira de compra e venda dessas LTN’s, que até então era feita através de compensação bancária e agora deveria ser feita diretamente na conta de Reservas Bancárias mantidas pelos bancos comerciais no Banco Central.  Por consequência dessa mudança os títulos públicos tornaram-se substitutos para as reservas bancárias.

Existem dois tipos de reservas bancárias: as compulsórias, que são obrigatórias, e as voluntárias, que os bancos decidem manter para atender as necessidades de liquidez inerentes à atividade bancária.

Em 1994, com a introdução do plano real, o recolhimento sobre depósitos à vista foi estabelecido em 100%, mas este percentual diminuiu, no mesmo ano, para 90% e no ano seguinte para 83%, até que em agosto de 1995 estabeleceu-se um limite de dois milhões de reais isentos de compulsório.  

Mesmo com as inúmeras modificações, o recolhimento do compulsório sempre foi baseado num sistema de reservas defasadas, onde há dois períodos, um para o cálculo e o outro para a movimentação do compulsório. Portanto, as reservas compulsórias são determinadas pelos depósitos bancários do período precedente, de modo que a demanda total de reservas bancárias no Brasil independe da taxa de juros.

Por causa dessa independência entre demanda de reservas bancárias e taxa de juros o banco central brasileiro não fixa as reservas, de modo a evitar uma alta na taxa de juros. Então ele fixa a taxa de juros no mercado de reservas(SELIC/ overnight),  que é a taxa básica do sistema financeiro. Contudo, isso faz com que frequentemente o volume de reservas seja diferente da quantidade demandada e o Banco Central precisa intervir comprando e vendendo títulos no mercado.

 

http://www.fgv.br/professor/fholanda/Arquivo/Sistfin.pdf

http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf

 

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Mercados Financeiros, Política Monetária

ECO J – Compulsórios no Brasil

 

O que são depósitos compulsórios?

Os depósitos compulsórios são recolhimentos obrigatórios de recursos que as instituições financeiras fazem ao Banco Central. São considerados como instrumento de política monetária, mas têm sido também utilizados como instrumento de preservação da estabilidade financeira. Os depósitos compulsórios produzem os seguintes efeitos sobre as condições monetárias:

1) influenciam o multiplicador monetário, ampliando ou reduzindo o volume de recursos que os bancos podem transformar em crédito para a economia e, dessa forma, controlam a expansão dos agregados monetários;

2) criam demanda previsível por reservas bancárias, o que assegura maior eficiência ao Banco Central em sua atuação no mercado monetário.

No Brasil, os percentuais de recolhimento do depósito compulsório têm sido definidos pelo Banco Central com o intuito de preservar a estabilidade e a solidez do Sistema Financeiro Nacional, permitindo o crescimento sustentado do crédito.

Os efeitos dos recolhimentos compulsórios são considerados por ocasião da decisão de política monetária, pelo Copom.                                                                                                                                             Os compulsórios são constituídos em espécie e mantidos em contas específicas no Banco Central, sob a titularidade contábil das instituições financeiras. Desde abril de 2010, os compulsórios são cumpridos exclusivamente em espécie, não havendo mais a possibilidade de vincular títulos públicos federais registrados no Selic.

 Quantos tipos de compulsórios existem no Brasil e quais são suas principais características?

Atualmente, estão em vigor as seguintes modalidades de depósitos compulsórios:

– Recolhimento compulsório sobre Recursos à Vista;

– Recolhimento compulsório sobre Recursos a Prazo;

– Encaixe Obrigatório sobre Recursos de Depósitos de Poupança;

– Recolhimento compulsório sobre Recursos de Depósitos e de Garantias Realizadas;

– Exigibilidade Adicional sobre Depósitos (recursos a prazo e depósitos de poupança)

 Como são calculados os depósitos compulsórios?

Basicamente, o valor do depósito compulsório é calculado pela aplicação de uma alíquota a uma base de cálculo definida, ou seja:

Exigibilidade = Base de cálculo X Alíquota, onde:

Base de cálculo = (∑ VSR diário ÷ Período de cálculo) – Deduções

Em geral, durante o período de cálculo (conjunto de dias úteis no qual se dá a formação da exigibilidade e que pode abranger uma ou duas semanas), apura-se a média aritmética dos saldos dos valores sujeitos a recolhimento – VSR (um conjunto de rubricas contábeis e extracontábeis específicas para cada modalidade de compulsório).

Desse resultado, são subtraídas deduções de modo a encontrar-se a base de cálculo, sobre a qual é aplicada a respectiva alíquota. Eventualmente, para a obtenção das exigibilidades podem ser consideradas ainda outras deduções/reduções.

Como os depósitos compulsórios foram utilizados para fazer face aos efeitos, no Brasil, da Crise do Subprime (2008)?

Ao contrário de outras economias, como os EUA e a maioria dos países europeus, o sistema bancário brasileiro encontrava-se bem capitalizado por ocasião da eclosão da crise internacional de 2008, e sem exposição aos papéis lastreados em hipotecas subprime do mercado imobiliário norte-americano. Naqueles países, a rápida deterioração dos indicadores de solvência dos bancos motivou a adoção de medidas emergenciais de contenção da crise, mediante o uso, em grande escala, de recursos fiscais. Já no caso do Brasil, as medidas adotadas pelo Governo e pelo Banco Central do Brasil para mitigar os efeitos da crise sobre o sistema bancário doméstico visaram, principalmente, compensar a expressiva diminuição da liquidez nos mercados financeiros, tanto no país, como no exterior, e não envolveram recursos fiscais. Nesse sentido, a existência de confortável volume de depósitos compulsórios – recursos que, vale lembrar, pertencem aos próprios bancos – permitiu ao BCB injetar liquidez rapidamente no sistema bancário brasileiro, contribuindo para a normalização das condições de crédito na economia. Inicialmente, foram liberados recursos recolhidos relativamente à Exigibilidade Adicional, ao que se seguiu a liberação de valores do Compulsório sobre Recursos a Prazo. Contudo, verificou-se que tais recursos ficaram “empoçados” nos grandes bancos. A estratégia então adotada foi a de liberação seletiva de recursos, que deveriam ser direcionados à aquisição de ativos ou à realização de depósitos de/em bancos pequenos e médios.

Os recursos, a serem recolhidos em espécie e sem remuneração, foram liberados para aplicação em instituições com Patrimônio de Referência de até R$7 bilhões e que não fizessem parte dos conglomerados dos aplicadores. Para evitar a concentração, cada banco poderia aplicar somente 20% de tais recursos em uma mesma instituição.

O conjunto de medidas relacionadas aos compulsórios ocasionou a redução do montante agregado recolhido, de pouco mais de R$250 bilhões para cerca de R$180 bilhões.

Qual o saldo atual dos depósitos compulsórios brasileiros?

                O volume de recolhimentos compulsórios atingiu R$415,9 bilhões em março de 2014. A Exigibilidade Adicional sobre Depósitos apresenta a maior participação, com R$126,1 bilhões, seguida do encaixe de poupança, com R$119,7 bilhões, recursos à vista, com R$85,2 bilhões e, por fim, recursos a prazo, com R$85 bilhões.

 Qual o objetivo da remuneração dos depósitos compulsórios?

A remuneração dos depósitos compulsórios reduz o custo de captação dos bancos, implicando menores taxas de juros cobradas nas operações ativas (operações de crédito).

Bibliografia:

http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq%2012-dep%C3%B3sitos%20compuls%C3%B3rios.pdf

 

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Mercados Financeiros, Política Monetária

ECEC N – O Novo Sistema de Pagamentos no Brasil

 

“O Sistema de Pagamentos é responsável pelo processamento, transferência e liquidação de pagamentos para pessoas, empresas, governo, Banco Central e instituições financeiras. O montante de recursos transferido por esses agentes pode ser dado por meio de cheques, cartões de crédito, transferências eletrônicas, documentos bancários de crédito e débito e papel moeda.

Em 2002, o Sistema Brasileiro de Pagamentos foi reestruturado e seus efeitos foram muito positivos, mexendo com a vida financeira de pessoas e empresas. 

Um dos importantes benefícios do novo SPB consiste na agilidade, uma vez que os recursos ficam disponíveis ao favorecido no dia da transferência, possibilitando realizar movimentações em tempo real. Outra melhoria que merece atenção foi em relação à segurança e confiabilidade, através da redução do risco de credito nos pagamentos, que são irreversíveis, não podendo ser sustados ou devolvidos por falta de fundos. Essa mudança tornou possível ao Brasil possuir um sistema de pagamentos similar aos melhores do mundo: seguro, eficiente, ágil e transparente.

 Antes, os agentes transferiam seus recursos usando cheques ou DOCs, de modo que o dinheiro advindo dessas transações só ficava disponível após a compensação tradicional que demorava, no mínimo, um dia útil, havendo o risco, por exemplo, de devolução do cheque por falta de fundo. Com a reestruturação, um sistema eletrônico foi implantado e o novo SPB passou a oferecer uma opção para transferência denominada Transferência Eletrônica Disponível – TED, com ela, o cliente pode transferir recursos que estiverem efetivamente disponíveis e, estes, ficarão disponíveis na conta do favorecido assim que o banco destinatário receber a mensagem de transferência. Pessoas, empresas, governo e instituições financeiras podem transferir dinheiro com muito mais segurança e sem a espera necessária ao processamento de cheques ou DOCs. Contudo, cheques e DOCs continuam sendo processados, porém, as transações superiores a 5 mil reais passaram a ter um custo mais elevado devido ao grande volume transacionado.

 Essas mudanças, como podem ser vistas na imagem abaixo, tiveram como objetivo tirar do Banco Central o risco de falha de pagamentos, aumentar a eficiência dos instrumentos de pagamentos e se adequar a padrões internacionais.

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Pode-se concluir que esse novo sistema modificou o perfil de utilização dos instrumentos de pagamentos, trazendo um aumento no uso de crédito e débito e uma diminuição no uso de cheques. As transações em papel moeda tem apresentado uma redução significativa com esses avanços. Vale ressaltar que o desenvolvimento do setor financeiro está fortemente relacionado aos sistemas de pagamentos e o novo SPB complementou o processo gradual de reestruturação do Sistema Financeiro. Um SPB eficiente é de crucial importância para que o setor financeiro cumpra seu papel de intermediação financeira e aumente a liquidez dos ativos.

 Na figura a seguir é possível observar a porcentagem de uso dos instrumentos de pagamento nos anos de 2002 e 2009. Podemos notar que após a reestruturação do SPB, o uso de cheques diminuiu consideravelmente, enquanto a utilização da transferência de credito teve uma elevação.

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  Segue abaixo uma noticia interessante a respeito do BNDES e do SPB:

BNDES adere ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Noticias/2014/Institucional/20140618_spb.html

Referências:

http://www.bcb.gov.br

http://www.febraban.org.br/Arquivo/Servicos/SPB/Novo_SPB/perguntas.htm#

TRICHES, Divanildo  and  BERTOLDI, Adriana. A evolução do sistema de pagamentos brasileiro: uma abordagem comparada com os países selecionados no período 1995-2003. Rev. econ. contemp. [online]. 2006, vol.10, n.2, pp. 299-322. ISSN 1415-9848.”

 

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Mercados Financeiros, Política Monetária

ECO G – O Sistema de Pagamentos Brasileiro

 

“O que é Sistema de Pagamentos?

O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é um sistema que permite transferências de recursos. Ele compreende as entidades, os sistemas e os procedimentos relacionados com o processamento, a compensação e a liquidação de pagamentos para pessoas, empresas, governo, instituições financeiras e Banco Central.

Estas transferências são realizadas através de débitos e créditos nas Contas de Reserva Bancária que os bancos comerciais possuem junto ao Banco Central.

O cliente bancário utiliza-se do Sistema de Pagamentos toda vez que utiliza documentos que representam ordens de pagamento, como cheques, cartão de débito ou crédito ou envios de DOC ou TED.

O SPB apresenta alto grau de automação, com crescente utilização de meios eletrônicos para transferência de fundos e liquidação de obrigações, em substituição aos instrumentos baseados em papel.

O Antigo Sistema de Pagamentos Brasileiro

Até o início dos anos 90, as mudanças no Sistema de Pagamentos Brasileiro haviam sido motivadas pela realidade inflacionária do período e a necessidade de se lidar com essa situação, por isso, o progresso tecnológico alcançado, visava principalmente o aumento da velocidade de processamento das transações financeiras.

Porém, o SPB ainda convivia com a possibilidade de risco sistêmico entre as instituições financeiras, ou seja, havia riscos de liquidação nas operações interbancárias e, um consequente risco sistêmico, isto é, o risco de que a quebra de um banco provoque a quebra em cadeia de outros bancos, no chamado “efeito dominó”.

Isso só não acontecia, pois o BaCen arcava com todos os custos necessários para a cobertura dos déficits bancários para evitar que estes riscos afetassem o sistema financeiro no geral, caso uma instituição financeira não conseguisse honrar com seus compromissos.

O Novo Sistema de Pagamentos Brasileiro

O Banco Central e o Sistema Bancário tiveram boas razões para reestruturar o SPB.

A reforma, conduzida pelo Banco Central do Brasil em 2001 e 2002, teve como foco a administração de riscos e visava manter o Sistema Financeiro Nacional seguro, eficiente, ágil e transparente.

A entrada do Sistema de Transferência de Reservas (STR) foi de extrema importância para a consolidação da nova fase do SPB. Com esse sistema, as transferências de fundos interbancárias podem ser liquidadas em tempo real, em caráter irrevogável e incondicional. Possibilitando o surgimento de um novo produto bancário, a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o controle dos riscos de liquidação nas operações interbancárias.

Outra importante alteração ocorreu no regime de operação das contas de reservas bancárias: qualquer transferência de fundos entre contas da espécie passou a ser condicionada à existência de fundos das instituições financeiras depositados no Banco Central e de garantias previamente constituídas em valores diariamente atualizados na Câmara Interbancária de Pagamentos.

A liquidação em tempo real, operação por operação, passou a ser utilizada também nas operações com títulos públicos federais cursadas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), o que se tornou possível com a interconexão entre esse sistema e o STR. Essa condição é garantida por uma moderna e rede de telecomunicações, baseada na troca de mensagens, proporcionando mais solidez e mais qualidade ao Sistema Financeiro Nacional.

Para a redução do risco sistêmico, criou-se a Lei 10.2143, que reconhece a compensação multilateral nos sistemas de compensação e de liquidação e estabelece que a entidade operadora deve assegurar a liquidação de todas suas operações cursadas.

Todas essas mudanças tiveram o propósito de fortalecer o sistema financeiro, dando continuidade à reestruturação iniciada, em 1995, com o Proer e o Proes. Consolidando a posição do Brasil no mercado de capitais internacional, como uma economia moderna e sólida, foi possível elevar os investimentos e o crescimento econômico, beneficiando a política monetária nacional.

Links:

http://www.bcb.gov.br/htms/novaPaginaSPB/spb-textocompleto-pdf.pdf

http://www1.serpro.gov.br/publicacoes/tema/161/materia02.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1519-70772002000100005&script=sci_arttext

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Mercados Financeiros, Política Monetária

ECO Q – Sistema de Pagamentos Brasileiro

 

“O Sistema de Pagamentos é um conjunto de normas, padrões e instrumentos que interligam e processam as transações entre os agentes econômicos não bancários, bancos e Banco Central. Este montante de recursos transacionado entre estes agentes pode ser dado por meio de cheques, cartões de crédito, transferências eletrônicas, documentos bancários de crédito e débito e papel moeda. O objetivo deste Sistema de Pagamentos é promover liquidez ás transações de compra e venda de ativos financeiros e reduzir riscos inerentes ao seu funcionamento, sendo dividido em duas subdivisões: (i) o sistema bancário ou monetário, que tem o poder de criar liquidez através da emissão de moeda por meio da multiplicação dos depósitos bancários; e (ii) o subsistema não monetário, que realiza a intermediação dos recursos entre os agentes econômicos deficitários e superavitários.

                Ao longo dos anos 80 e 90 observou-se um aumento nos fluxos globais de capitais que foi resultado da liberalização e inovação dos instrumentos financeiros. Os Estados Unidos, o Japão, e o Reino Unido adotaram o sistema de liquidação pelo valor bruto em tempo real (LBTR). Este sistema executa a liquidação definitiva de transferências interbancárias de fundos em bases contínuas e instantâneas, transação a transação.  A partir desse sistema o valor médio das transações cresceu de US$ 2,9 milhões para US$ 6,1 milhões nos EUA neste período.

                No Brasil, o sistema de pagamento anterior a abril de 2002 era dividido em quatro câmaras de compensação: 1. SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) – responsável pelas transações primárias e secundárias de títulos públicos e federais, alguns títulos estaduais e municipais e transações de compra ou venda de CDI; 2. Cetip ( Central de Custódia e de liquidação Financeira de Títulos Privados) – responsável pela liquidação de títulos privados e alguns públicos; 3. Câmbio (Sistema de Câmbio) – realiza transações interbancárias em moeda estrangeira; 4. Compe ( Serviço de Compensação de Cheques e outros Papéis) – responsável pela compensação de cheques, documentos de ordem de crédito, boletos de cobrança e cartões de crédito entre outros. Esse sistema de pagamento era considerável vulnerável porque a maior parte das liquidações era feita através da Compe  e por isso era suscetível a um risco maior, em casos de descumprimento de liquidações pelos agentes do sistema.  A partir de abril de 2002 entrou em vigor o Sistema de Transferência de Reservas (STR) com a reformulação da Selic o sistema de pagamentos passou a ser constituído pelas seguintes câmaras: Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), Compe e Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), esta responsável pela liquidação de títulos privados.

                A implantação deste novo sistema de pagamentos, em abril de 2002, provocou algumas mudanças como: a exigência de saldos positivos na conta de reservas bancárias – isto permitiu o monitoramento instantâneo, pelo Bacen, das contas de reservas bancárias; e a criação da Transferência Eletrônica disponível (TED) – permite a transferência de grandes valores em tempo real.  Essa mudança trouxe benefícios como: (i) tornou o sistema financeiro mais seguro, (ii) aumento das transações de crédito e débito, reduzindo o tempo decorrido entre o início da transação e sua liquidação final; (iii) diminuição do uso dos cheques e (iv) maior segurança ao investidor estrangeiro. Por outro lado este sistema apresenta como desvantagem o seu alto custo de implantação e um custo adicional para manter as reservas bancárias com um saldo positivo.”

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Mercados Financeiros

ECO P – A Crise Financeira de 2007-2008

 

“A mais recente grande crise do capitalismo foi em 2007, emergida do mercado de derivativos. Diversas interpretações teóricas foram feitas para tentar explica-la, mas é importante investigar o contexto e os tipos de estruturas que deram sustento a mesma.

A crise se dá na alavancagem estrondosa no setor imobiliário, em que indivíduos que nada acrescentavam para o valor do imóvel, conseguiam dívidas, no mercado de créditos, de até 100% no valor de suas casas. Assim, repetiam o processo ad infinitum, dada a certeza que tinham na valorização, ou seja, aqui está caracterizada a bolha especulativa. Porém, é importante destacar que o consumidor de hipotecas é apenas um dos agravantes da crise. Na realidade, as raízes da problemática se encontram nas estruturas do mercado financeiro e das agências reguladoras norte-americanas.

Os estímulos creditícios, devido aos baixos juros americanos, desregulação do mercado e lobbys do empresariado com as agências reguladoras, geraram um mecanismo perverso de especulação, onde havia pouquíssima preocupação das empresas com a produtividade e muita preocupação com a alavancagem financeira, a fim de aproveitar a bolha instituída. Havia um total direcionamento, irresponsável, das empresas para o curto prazo, ignorando as consequências futuras, apoiadas pelo favorecimento dos governantes, desde décadas anteriores. Uma característica fundamental era a presença de conflitos de interesses das firmas de rating, as quais recebiam lucro de seus próprios clientes, favorecendo a especulação no sentido mais pejorativo.

Ao se iniciar como uma crise de crédito convencional e aos poucos tomar a forma de uma crise de liquidez e solvência, destaca-se o papel crucial da securitização de créditos que passava a sensação de diversificação do risco. Em outras palavras, gerava-se a sensação de segurança do mercado imobiliário (operações de crédito de extremo risco eram transformadas em títulos bem avaliados).  Os derivativos financeiros, neste processo, também alteraram as escolhas de portfólio para aproveitar a certeza da subida dos preços dos imóveis, e alterando totalmente a estrutura de balanço e de capital das firmas norte-americanas.

Os juros, sendo sucessivamente reprimido de maneira artificial deixaram de representar um equilíbrio e passaram a representar uma oportunidade de se financiar supostamente sem risco, até que a bolha estourasse. Uma demonstração disso é o excesso do endividamento privado americano onde é possível distinguir o efeito crise claramente:

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Do ponto de vista teórico Martim Wolf, citando a obra de Minsky explica a crise: “Um longo período de rápido crescimento, baixa inflação, taxas de juros baixas e estabilidade macroeconômica estimulou a complacência e uma maior disposição de assumir risco. A estabilidade levou à instabilidade”. Ou seja, os agentes passam a ser tomadores de mais risco favorecidos pelo ambiente econômico. A obra de Minsky pode ser vista como interpretação da teoria da preferência pela liquidez de Keynes.

Do ponto de vista crítico, é importante citar que esta não é uma crise pura do capitalismo, há a participação do estado com os estímulos creditícios decenais, com as agências reguladoras que atuavam sob um estímulo enorme de não atuar corretamente no mercado, concedendo privilégios e favorecendo grandes companhias.

As consequências da crise são óbvias, uma queda brusca nas taxas de crescimento do PIB no mundo inteiro, seguido de baixas taxas pós-crise devido ao intervencionismo crescente desse tipo de período, como vemos no gráfico abaixo:

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http://www.ie.ufrj.br/images/pos-graducao/ppge/FernandoFerraz.pdf

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/10/entenda-crise-da-divida-dos-eua-e-suas-consequencias

http://www.newyorker.com/magazine/2008/02/04/the-minsky-moment

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0510200815

http://ricardogallo.ig.com.br/index.php/2010/06/17/o-que-e-desalavancagem

 

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Mercados Financeiros

ECEC M – A Crise de 2008

 

“Para entender a crise de 2008, primeiramente precisamos entender quando uma crise financeira ocorre. Segundo Mishkin, “uma crise financeira ocorre quando um aumento na assimetria de informação, a partir da ruptura do sistema financeiro, causa problemas severos de seleção adversa e de risco moral, tornando os mercados financeiros incapazes de canalizar fundos de forma eficiente”. Assim, crises financeiras são grandes perturbações nos mercados financeiros, caracterizado por quedas acentuadas nos preços dos ativos e falhas das empresas.

Por trás da crise de 2007-2008, que teve origem nos Estados Unidos e espalhou-se rapidamente pelo mundo todo, estão algumas forças, como a má gestão da inovação financeira de hipotecas residenciais e um estouro (colapso) de uma bolha “especulativa” nos preços das casas.

Historicamente, o mercado de hipotecas foi sofrendo inovações em seu sistema. Antes de 2000, somente aqueles considerados Prime, ou seja, os mais dignos de crédito conseguiam obter hipotecas residenciais. Mas, avanços tecnológicos e novas técnicas de estatística levaram a um aumento do crédito para uma nova classe de hipotecas, de maiores riscos. Surgiram os empréstimos Alt-A mortgages, ou “Alternative-A”, hipotecas para aqueles com maiores taxas de inadimplência do que os considerados Prime, mas menores do que os Subprime, e empréstimos do tipo Subprime morgtages, empréstimos subprime, para aqueles com riscos maiores ainda de inadimplência.

O desenvolvimento do mercado de hipotecas com empréstimos subprime gerou uma “democratização do crédito”, aumentando a demanda por casas, e elevando seus preços. Essa concessão de empréstimos hipotecários, no entanto, passou a ser gerida de forma irresponsável, já que cobriam credores sem qualquer capacidade de pagar, ou que não a teriam assim que as taxas de juros começassem a subir, conforme aconteceu. Corretores não faziam grandes esforços para avaliar se os mutuários eram capazes de honrarem suas dívidas.

A incapacidade de pagamento das hipotecas começou, então, a se espalhar. Casas eram vendidas, e a oferta começou a aumentar. Os preços das casas começaram a despencar, em meados de 2007, e a bolha habitacional estourou.  Foi um período de muita oferta para pouca demanda de casas. Proprietários que tinham suas casas hipotecadas, ao comparar o valor da hipoteca com o valor de suas respectivas casas, acabavam abandonando-as, já que as hipotecas eram maiores que os valores dos imóveis.

O evento considerado como “detonador” da crise ocorreu em 15 de Setembro de 2008, quando o Lehman Brothers entrou com pedido de falência, depois de sofrer perdas no mercado “subprime”. O FED recusou-se a socorrer a instituição, como nos diz Oreiro, e isso teve um impacto muito grande no estado de confiança dos mercados financeiros, já que quebrou a expectativa de que a autoridade monetária norte-americana ajudaria as instituições financeiras que sofreram com a bolha especulativa do mercado imobiliário. Ocorreu, então, um aumento da procura pela liquidez, que detonou um processo de venda de ativos financeiros em larga escala (“deflação de ativos”), além da contração do crédito bancário para transações comerciais e industriais. Isso reduziu a produção industrial e o comercio internacional em todo o mundo.

Os impactos da crise foram mais evidentes em 5 principais áreas: o mercado de residências dos Estados Unidos; demonstrativos financeiros das instituições financeiras; o sistema bancário “paralelo”; mercados financeiros globais; e grandes empresas. É considerada por muitos uma crise que poderia ter sido evitada.

Nota: no vídeo a seguir, podemos observar de maneira ilustrativa e mais didática como ocorreu a crise:

http://www.youtube.com/watch?v=PFGSW-8hKIQ

 

FONTES:

http://www.scielo.br/pdf/rep/v29n1/08.pdf

http://www.valor.com.br/opiniao/1005340/serie-especial-sobre-crise-economica

MISHKIN, Frederic S. The economics of Money, Banking, and Financial Markets.”

 

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Mercados Financeiros

ECEC A – Crise Financeira de 2007-2008

 

“Apesar de ter se passado 6 anos desde a Crise Financeira de 2007-2008, a economia mundial ainda não se recuperou totalmente e não sabemos quanto tempo levará para tal. Especialistas afirmam que esta foi gerada pela constante desregulamentação do setor financeiro norte-americano, o que resultou na formulação, por diversas instituições financeiras dos EUA, de títulos que misturavam em si riscos dos mais variados e que, por não exigência de lei, esses títulos não precisavam de muito detalhamento para serem autorizados. Outro grande fator de justificativa foi o mercado imobiliário, que começou a dar sinais de fraqueza após a taxa de juros americana subir de 1% para 5,35% entre 2004 e 2006, fazendo com que o preço dos imóveis caísse e as taxas de inadimplência aumentassem, principalmente aquelas referentes aos empréstimos do subprime (hipotecas de alto risco). Durante 2007, a crise do subprime já era uma realidade, fazendo com que várias instituições financeiras nos EUA e Europa tivessem problemas de liquidez e pedissem ajuda dos bancos centrais.

A crise do subprime se desenvolveu a partir de três fatores principais originários nos EUA: o afrouxamento da regulamentação sobre as ações de instituições financeiras – o que permitiu um aumento sensível no grau de alavancagem dessas empresas -, o aumento no número de financiamentos de maior risco e a colatelarização (associação de títulos financeiros a ativos físicos) às hipotecas. E o modo pelo qual essa crise se espalhou no mundo foi justamente a colaterização: títulos que colocavam em si, de maneira unificada, compromissos de recebimento de hipotecários de diferentes ratings, desde os bons até os péssimos pagadores, eram vendidos mundialmente como oportunidades de investimento com alto retorno e baixo risco (chamados CDOs, collateralized debt obligations). Tais títulos não tinham exigência de lei de serem devidamente detalhados – o que deixava como informação relevante basicamente o fato de serem “altamente lucrativos e de baixo risco” – e eram vendidos a instituições financeiras mundialmente.

No início de 2008, o FED começa a temer os efeitos da crise do subprime sobre a economia, afetando o crédito ao consumidor e os empréstimos a empresas. O governo americano assume, em setembro, o controle das empresas de hipoteca Fannie Mae e Freddie Mac, as maiores do setor imobiliário norte-americano até então.

Três dias após o resgate das empresas de hipoteca, o Lehman Brothers, à época um dos maiores e mais confiáveis bancos norte-americanos, declara prejuízo de US$3,9bi no trimestre. Ao mesmo tempo, na Europa, há alertas de que as economias de Inglaterra, Alemanha e Espanha podem apresentar recessão já em 2008. Sem encontrar comprador, o Lehman pede concordata e torna-se o primeiro grande banco a entrar em colapso na crise.

A partir da falência do Lehman, segue-se um efeito cascata generalizado provocado pela grande incerteza da real situação do sistema financeiro americano. Após o congresso rejeitar um pacote de US$ 700 bilhões proposto por Bush para resgatar o sistema financeiro, a bolsa de Nova Iorque caiu quase 7% num único dia, causando a maior queda em número de pontos dos últimos 80 anos. No Brasil, a Bovespa chegou a cair mais de 10%, o que levou a Bolsa a interromper o pregão por 30 minutos com o objetivo de acalmar os ânimos do mercado.

O efeito dessa crise sobre a regulação culminou no Acordo de Basileia 3, ocorrido em 2008 e ainda não completamente colocado em aplicação. Outro efeito foi sobre a regulamentação das reservas do tesouro norte-americanas, que passaram a ser remuneradas, como forma de incentivar a manutenção de reservas nos bancos (diminuindo os empréstimos desses bancos e a consequente alavancagem).

Fontes:

http://www.dgabc.com.br/Noticia/1000984/basileia-3-e-resposta-a-crise-de-2008-diz-diretor-do-bc?referencia=minuto-a-minuto-topo

http://www.estadao.com.br/infograficos/os-efeitos-da-crise-do-setor-imobiliario-dos-eua,1546.htm

https://www.youtube.com/watch?v=PFGSW-8hKIQ

 

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