Mercados Financeiros, Política Monetária

Taxas de juros dos EUA: fed fund, redesconto e taxa sobre reservas, a partir da crise de 2007

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“Para realizar a análise proposta pelo tema, iremos diferenciar cada uma das taxas mencionadas, podendo observar suas especificidades de maneira isolada, para, então, pontuar sua interrelação em comportamentos e efeitos após 2007.

Quando se fala da taxa de juros americana, referimo-nos frequentemente à Federal Funds Rate, os juros cobrados entre os bancos para os empréstimos de 1 dia (empréstimos overnight). A meta dessa taxa é determinada pelo FOMC (Federal Open Market Committee) que tem seus representantes reunidos em torno de oito vezes ao ano para discutir as políticas de open market dos EUA e estabelecer recomendações sobre a taxa de redesconto de liquidez e sobre a taxa de reservas compulsórias. Assim, esta taxa de juros de base americana é determinada pelo mercado e não é especificamente determinada pelo FED. O FED procura alinhar a Federal Funds Rate efetiva com a taxa de juros pretendida repondo ou retirando moeda ao volume disponível no mercado. Quando há uma alteração da taxa de juros de base provocada pela política monetária do FED, então tem sobretudo efeitos sobre o valor das taxas de juros para diversos produtos como hipotecas, empréstimos e os juros de poupança.  A seguir vemos seu comportamento a partir de 2007:

É importante sempre termos em mente que o FED não controla diretamente a FFR. Perseguir metas através de políticas de redesconto e de compulsórios não é equivalente a fixar valores para taxas e, portanto, enquanto houver excesso de oferta de reservas, a taxa de juros desse mercado não sairá do patamar em que se encontra.

Dando sequência, temos a Federal Discount Rate, mais conhecida como ou Taxa de Redesconto de Liquidez, como conhecemos no Brasil.  Tem como característica ser o juros fixado pelo Federal Reserve sobre os empréstimos oferecidos aos bancos comerciais elegíveis ou a outras instituições de depósito. A taxa de redesconto permite que o FED controle a oferta de moeda na economia e seja usada para garantir a estabilidade nos mercados financeiros. Ela serve como o limite superior sobre Fed Funds. A seguir vemos seu comportamento a partir de 2007:

Por fim, temos a Taxa Sobre Reservas ou a “IORR”, a qual funciona também como um instrumento de política monetária, tendo como característica a remuneração por parte do FED aos bancos comerciais por suas reservas compulsórias e voluntárias (reservas em excesso). Isso acontece para evitar que as taxas se tornem muito baixas, sendo estas o limite inferior de referência da política monetária americana. Sua implantação ocorreu em 2008 e, desde então, a taxa apresentou o seguinte comportamento:

Dessa forma uma vez definida as taxas de juros podemos interrelacionar elas após a crise de 2008:

Como podemos observar no gráfico, a FFR e a sua banda definida pelo limite superior (taxa de redesconto) e limite inferior (taxa sobre reservas) se encontram em patamares quase nulos para boa parte dos últimos 10 anos, principalmente pós-2008, entre 0% e 0,25%. Esse resultado da crise financeira, na qual foi necessário que o FED injetasse uma grande quantidade de fundos (Quantitative Easing) no sistema bancário americano, para tentar impedir uma recessão ainda maior nos EUA. O resultado direto obtido é a queda da FFR e de suas bandas de variação. No entanto, a partir da recuperação da economia e com a perspectiva positiva para o futuro, assim como o pequeno “ânimo” da inflação, o FED começou a elevar a meta a partir de 2006, sendo esta hoje em torno de 1% a 1,25%.

 

Algumas fontes:”

https://www.thebalance.com/fed-funds-rate-history-highs-lows-3306135

http://www.investopedia.com/terms/f/federal_discount_rate.asp

https://fred.stlouisfed.org/categories

https://www.stlouisfed.org/on-the-economy/2016/july/fed-interest-rates-floor-subfloor

 

Autores: GRUPO C Economia

 

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30 comentários em “Taxas de juros dos EUA: fed fund, redesconto e taxa sobre reservas, a partir da crise de 2007”

  1. Achei muito esclarecedor o trabalho do grupo, principalmente a explicação de cada taxa para melhor entendimento. Fiquei curioso em relação às políticas monetárias adotadas pelo FED após a crise para obter o resultado almejado. Após uma busca, encontrei uma notícia do Federal Reserve explicando um pouco melhor sobre tais políticas. Entre o final de 2008 até o final de 2014, o FED reteve significativamente os títulos de longo prazo, através de compras no mercado aberto, cujo objetivo era diminuir as taxas de juros de longo prazo e assim, incentivar a atividade econômica e diminuindo o nível de desemprego. De 2009 a 2010, o FED comprou US$300 bilhões em títulos do Tesouro de longo prazo, aumentando o seu preço e diminuindo as taxas de juros, em uma tentativa de melhorar as condições nos mercados de crédito privado. Ocorreu o mesmo em 2011 e 2013. O ritmo dessas compras diminuiu apenas em 2013, devido às melhorias contínuas e à estabilização da inflação. Entre 2011 e 2012, o FED utilizou operações de open market para aumentar o prazo médio das participações em títulos do Tesouro, novamente para impactar as taxas de juros. Apesar das preocupações na época, o FED garantiu que estava procurando diversas maneiras para estimular a economia, mantendo as taxas de juros baixas, evitando uma inflação muito grande. Atualmente a federal funds rate está em torno de 1%-1,25%, isso devido às expectativas de um crescimento econômico moderado, os desastres naturais como furacão Irma e às expectativas de inflação que são de menos de 2% no curto prazo.

    Seguem os links das 2 notícias:
    https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/bst_openmarketops.htm
    http://money.cnn.com/2008/12/16/news/economy/fed_decision/index.htm?postversion=2008121617
    https://tradingeconomics.com/united-states/interest-rate

  2. Um tópico que foi exposto no artigo, e que sempre me chamou a atenção é a politica de taxa sobre reservas (IORR), na qual o Fed induz os bancos participantes do sistema bancário a manter o excesso de saldos de reserva,pagando uma taxa de juros sobre este fundos(da ultima vez que li, esta taxa de juros paga aos bancos pelo Fed ,estava em 1.25%) .Agora cursando a disciplina de economia monetária estou tendo um melhor entendimento sobre tal politica do Federal Reserve.Lendo sobre este assunto, irei citar os fatos que mais me chamaram a atenção.
    Primeiro que o Fed mais que triplicou o tamanho de seus ativos apos a crise de 2008 .Esse processo se deu pela ”criação de moeda” no saldo de moeda e na base monetária .O comitê de politica monetária do Fed avalia o cenário macroeconômico e ajusta a taxa quando necessário.Quando for necessário, controlar o montante de reservas, o Fed , pode vender ativos,como títulos do Tesouro, ou títulos com lastro em hipotecas , sendo que esta pratica pode reduzir o crédito disponível, aumentando as taxas de juros.No atual cenário politico estadunidense ,é improvável que estas praticas venham a ser adotadas,pois exigiria uma legislação , que poderia comprometer a independência do Fed.

    Retirei ideais para este post, do livro do Alan Greenspan(ex-presidente do Fed) ”O mapa e o territorio ” no capitulo 12 ”Moeda e inflação”.

  3. Encontrei um artigo de opinião um tanto quanto interessante sobre a atuação do FED frente à crise financeira – e a relação dela com o mercado de títulos, que é onde o autor se concentra.
    Ele observa que pós crise financeira de 2007/2008, está havendo uma uma diminuição da correlação entre o fed funds e o retorno dos títulos, mostrando que “(…) a fed funds rate não é tão efetiva quanto historicamente foi tanto no controle de mercados de ações quanto nas taxas de rentabilidade”, visto que ela têm na teoria um papel efetivo de regulação do interesse dos investidores por diversos ativos.
    Entretanto, no texto ele observa que não é possível dizer se essa tendência é momentânea ou algo de longo prazo, que seria preocupante, segundo o autor, já que está é uma importante ferramenta para os formuladores de política econômica controlarem a economia.
    Link: https://seekingalpha.com/article/4105818-decorrelation-federal-funds-rate-bond-yields-worrying

  4. Já que estamos discutindo um pouco dos impactos das diversas taxas de juros na economia americana, encontrei uma reportagem publicado pelo Info Money que resume de uma forma bem simples e ajuda a entender um pouco de como o Fed Fund impacta o mercado brasileiro. Alem de explicar como é criada e como atuam as taxas,a reportagem explica o impacto na bolsa de valores do Brasil, dado que uma redução no juro básico norte-americano tende a impulsionar o fluxo de investimentos na renda variável. Outro impacto destacado é na cotação do dólar. Um estímulo à aplicação na renda variável amplia a procura dos investidores estrangeiros pelas ações brasileiras, mais ariscadas, porém com potenciais de valorização superiores aos ativos norte-americanos. O Risco-Brasil também é diretamente influenciado pelas decisões monetárias americanos, já que os papéis emitidos pelo Tesouro dos Estados Unidos são considerados Risk-free. Como é mais seguro aplicar nos títulos americanos, o título brasileiro tende a pagar ao investidor um prêmio cada vez maior ao investidor por assumir o risco de investir no Brasil. E por fim, ele aborda o papel das expectativas, que no mercado brasileiro (extremamente especulativo) as decisões/expectativas divulgadas pelo FED impactam diretamente a diretriz e a tomada de decisões do mercado brasileiro.

    Link: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/1526450/entenda-como-reunioes-federal-reserve-afetam-mercados-como-todo

  5. Durante a crise de 2007, o Fed tomou várias medidas para estimular a economia, como promover a liquidez (diminuiu a taxa de redesconto, criou novos programas de concessão de empréstimo), comprou títulos (títulos garantidos por hipotecas e títulos do Tesouro de longo prazo). Essas medidas atuaram menos na quantidade de fundos (quantitative easing), sendo responsáveis por estimular alguns segmentos dos mercados de crédito, através da redução da taxa de juros desses segmentos. Tem-se que, esse ano, o Fed irá reverter essas medidas, vendendo os títulos do Tesouro e títulos hipotecários. A política do Fed, então, é de venda de ativos que estão em seu balanço patrimonial, que hoje correspondem a cerca de 30 a 40% do seu PIB. Isso irá tirar moeda do mercado, gerando excesso de demanda por moeda, excesso de oferta de títulos, queda nos preços dos títulos e aumento da taxa de juros. O mesmo processo de normalização do balanço patrimonial do Banco Central será feito na Europa.
    O vídeo abaixo é interessante e explica a implicação disso para o Brasil. Segundo o professor da IE Business School, Fernando Fernandez, as taxas de juros em níveis baixos dos EUA e Europa eram favoráveis a países emergentes, pois aumentavam o prêmio de risco de investimentos nestes países. O aumento dessas taxas de juros, acompanhado ainda de uma redução da taxa de juros de países emergentes, pode tirar investimentos dessas economias, diante da redução do prêmio do risco.
    http://www.valor.com.br/video/5569041834001/entenda-os-possiveis-efeitos-da-normalizacao-das-politicas-do-bce-e-fed

    1. Seguindo o comentário da Jenifer, é interessante notar que a era de estímulos econômicos iniciada após a crise de 2008 só irá terminar agora. Agora, nesse mês de outubro, o Fed reduzirá seus investimentos nos bônus do Tesouro e títulos hipotecários.
      De acordo com a notícia abaixo, o Fed objetiva que esse processo “seja gradual e previsível para assim evitar eventuais turbulências nos mercados, como aconteceu em 2013 quando anunciou a redução de seus compras de ativos.”

      http://istoe.com.br/eua-fed-encerra-estimulos-aplicados-desde-a-crise-de-2008/

  6. Gostei muito do modo como o grupo introduziu o tema da semana e me senti contemplada com as explicações apresentadas. Desse modo, não busquei por informações mais claras, mas por noticias que pudessem contribuir com o assunto.

    No site Valor Econômico, encontrei uma reportagem que fala sobre o discurso feito ontem, 26/09/2017, pela presidente do Federal Reserve -Janet Yellen. De modo geral, ela tratou sobre as incertezas com as quais o FED tem lidado depois da crise financeira, apresentando argumentos para justificar juros tão baixos, desemprego em níveis pré-crise e uma inflação que pouco reage a esses fatores.
    Seguindo a linha de Keynes, “se a realidade muda, minhas convicções também mudam”, Yellen pontuou que “as condições do mercado de trabalho podem não estar tão apertadas como parecem ser e, portanto, podem exercer menos pressão sobre a inflação do que o esperado”. Além disso, apontou que a taxa de desemprego compatível com a estabilidade de preços só pode ser estimada e que as expectativas -tão importantes para sinalizar os salários e os preços de bens e serviços- também não podem ser observadas diretamente. Outro fator muito relacionado com a nossa aula de hoje foi a menção da âncora de meta de inflação: Yellen disse que existe o risco de as expectativas não estarem tão ancoradas como parecem e que talvez não sejam consistentes com a meta.
    Por fim, a presidente indagou como as politicas monetárias devem ser conduzidas diante de tantas incertezas; defendeu o quadro de um ritmo gradual de ajustes.

    A matéria exposta no site Valor Econômico não é desbloqueada a todos e eu achei outro link que também retoma o discurso da presidente: http://www.gsnoticias.com.br/noticia-detalhe/todas/as-muitas-incertezas-no-caminho-bc-dos-eua

  7. Levando em consideração o histórico recente de decisões do Fed, temos que, em dezembro de 2015, o Fed promoveu a primeira alta dos juros na maior economia do mundo em quase uma década. Desde então, as taxas passaram de uma faixa próxima a zero para o patamar entre 0,25% a 0,50%, até subirem para 0,50% a 0,75% em dezembro de 2016. Em março, o BC dos EUA anunciou a primeira alta após a posse de Trump, para a faixa entre 0,75 e 1% – contra 0,5% e 0,75% anteriormente.
    A taxa básica de juros dos EUA foi reduzida a patamares próximos a zero em 2008, para dar fôlego à economia norte-americana durante a crise financeira internacional.
    Um aumento dos juros nesta quarta-feira já estava precificado nos rendimentos dos títulos e nos mercados financeiros em geral, com os investidores calculando a probabilidade de tal ação em 95%, segundo programa FedWatch do CME Group.

  8. Olhando o tema do grupo, quis pesquisar sobre as politicas pós crise e vi uma notícia interessante sobre ações atuais do Banco Central dos Estados Unidos. Recentemente o FED anunciou que irá encerrar os incentivos adotados na crise de 2008, medidas monetárias excepcionais, como a compra de ativos, conhecidas como QE (relaxamento quantitativo), foram adotadas pelo Fed para oxigenar a economia norte americana, ou seja, o governo comprou muitos títulos afim que gerar maior liquidez e apaziguar os efeitos. Agora entidade começará a reduzir gradualmente seu balanço, que chegou a um recorde histórico de 4,5 trilhões de dólares em ativos como bônus do Tesouro e títulos apoiados em créditos hipotecários. O montante desses investimentos é três vezes maior do que o que havia antes da crise. Em vez de começar a vendê-los, o Banco Central optou por parar de reinvestir os ganhos. Dessa forma, o balanço de investimentos do Fed diminuirá com o tempo, freando uma fonte de liquidez e operando quase como um pequeno aumento da taxa de juros. O ritmo de desinvestimento será de 10 bilhões de dólares mensais durante três meses e depois será de 10 bilhões de dólares a cada três meses. Segundo o presidente do banco central essas medidas foram tomadas devido aos progressos notados na economia americana. Dado esse cenário o FED também não alterou a taxa de juros, mantida entre 1% e 1,25% mas que considera fazer um outro aumento ainda esse ano de 0,25% em dezembro e se o cenário se manter outros três aumentos em 2018.
    Segue link das notícias.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1920398-bc-americano-comeca-a-enxugar-socorro.shtml
    https://br.noticias.yahoo.com/eua-fed-revisa-cima-2-4-previs%C3%A3o-crescimento-200038753–business.html

  9. Ao falarmos de taxa de juros americana, estamos nos referindo à Federal Funds Rate, que são os juros cobrados entre os bancos para empréstimos de um dia (overnight). Tal taxa é produzida pelo mercado e o FED tenta alinhar a taxa efetiva com a pretendida por meio de políticas monetárias.
    A taxa de juros é determinada pelo FOMC, equivalente ao COPOM do Banco do Brasil. De tal modo, os 12 membros do FOMC se reúnem oito vezes ao ano para avaliar a conjuntura econômica e definir as políticas adequadas ao cenário.
    Com a crise de 2008/2009, a desaceleração da economia americana, o desemprego, a crise de confiança e a escassez de crédito foram primordiais para a decisão do FED em baixar a taxa de juros, de modo a estimular o investimento e consumo, movimentando a economia.
    A taxa de juros dos USA influencia a economia mundial de modo que, diante de uma alta, os investidores aplicariam o seu dinheiro nos Estados Unidos e causaria uma migração de recursos que estão aplicados em mercados emergentes.

  10. Um efeito interessante que a compra de títulos com dinheiro recentemente criado gera é a de realocação de portifólio dos agentes, já que os agentes usarão este dinheiro para investir em ativos de diferentes riscos. Por conseguinte, a demanda por títulos aumenta, diminuindo a taxa de juros.
    Sabe-se, também, que o FED comprou títulos do governo e outros ativos de curto prazo para diminuir a taxa de juros de curto prazo e aumentar a liquidez na economia, só que quando a taxa de juros chegou muito perto de zero, o FED passou a comprar ativos de maior prazo, como títulos do governo de 10 anos, para diminuir os custos de empréstimo de longo prazo
    Segue o link do artigo que explica “um pouco” melhor do que eu:
    https://www.economist.com/news/schools-brief/21586527-third-our-series-articles-financial-crisis-looks-unconventional

  11. Seguindo a linha dos comentários, apesar de encontrar grande dificuldade em conseguir correlacionar as taxas e politicas nesse sistema de reservas, o post exposto pelo grupo foi de imensa colaboração para um bom entendimento da matéria.
    Para contribuir e, dessa forma, tentar facilitar ainda mais o tema, pesquisei sobre a Federal Discount Rate (Taxa de Redesconto de Liquidez) e encontrei algumas formas de explicação. No primeiro link (oficial do FED), temos a definição e explicação mais formal e direta acerca da taxa e como ela atua, desde sua função para com empréstimos quanto com os 3 programas de janelas de desconto: credito primário, secundário e sazonal (cada qual com sua taxa).
    O segundo link contém um vídeo explicativo, do qual de maneira bem didática e sucinta expõe a funcionalidade da taxa e como ela se representa.
    O terceiro link remete-se a uma notícia recente sobre a Taxa, a qual os Fed Banks gostariam que fosse mantida estável e, assim, o banco central Americano posteriormente manteve a taxa inalterada entre 1-3/4 por cento.
    https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/discountrate.htm
    http://www.investopedia.com/video/play/federal-discount-rate/
    https://www.reuters.com/article/us-usa-fed-discountrate/fed-banks-unanimous-in-keeping-discount-rate-unchanged-in-july-minutes-idUSKCN1B223U

  12. Aproveitando o tema do Fed Funds e seu comportamento em 2008, podemos também observar como essa queda na taxa de juros estadounidense afetou a taxa Selic no Brasil. Como podemos observar no print tirado, a taxa Selic desde 2000, no mínimo, sempre se manteve acima do Fed Funds e, a partir de 2007-2008, vemos como ambas as taxas sofrem um processo de queda. Entretanto, à partir de 2009 em diante, a Fed Funds se manteu num patamar extremamente baixo e estável até 2015 aproximadamente, enquanto a Selic apresentou trajetórias muito voláteis, provavelmente derivadas das instabilidades político econômicas do país. Será que é possível esperar alguma convergência maior entre essas taxas no futuro, caso o Brasil atinja um certo patamar de confiança e estabilidade político econômicas?
    Print: http://puu.sh/xLWzy/9c5509bf7f.png
    Fontes:
    https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries
    https://fred.stlouisfed.org/series/FEDFUNDS

    1. Acredito que a volatilidade da taxa selic tambem pode ser explicada pelo pequeno tamanho dos mercados financeiros brasileiros, quando comparados com os americanos por exemplo. O alto grau especulativo dos mercados do nosso país traz consigo riscos que podem ser vistos ao comparar as taxas basicas de juros entre Brasil e Estados Unidos, justificando também essa volatilidade.

  13. Interessante como as crises alteram significativamente a economia como um todo. O instrumento de taxa sobre reservas, criado após a crise de 2007/08, é hoje uma arma do FED para controlar a oferta monetária, diferentemente do que acontece no Brasil, devido a ausência do mercado de reservas.
    Outra diferença em relação ao Brasil é o nível das taxas em si, que são muito pequenas. Esse pode ser o resultado de uma economia muito mais estável, que não sofre com grandes inflações e uma autoridade monetária que tem mais controle sobre a situação econômica

    1. Talvez esse maior controle do FED sobre a estabilidade de preços (e da economia de uma forma geral) também passe pela maior eficiência decorrente dos instrumentos que tem a disposição. Afinal, enquanto a fed funds rate está na janela entre a taxa de juros sobre reservas e a taxa de redesconto, o mercado que define a taxa básica de juros da economia. Seria positivo, ao meu ver, trazer o debate a respeito da criação de um mercado de reservas no Brasil, o que passa pelo estabelecimento de possivelmente mais dois instrumentos à disposição da autoridade monetária brasileira. Hoje o BCB opera quase que exclusivamente o instrumento de open market, o que exige maiores esforços do que, por exemplo, deixar o mecanismo de oferta e demanda por reservas fazer flutuar a taxa de juros em uma janela de política monetária definida pelo Banco Central. A leitura do livro texto (Mishkin) destaca com clareza algumas das vantagens que a presença de um mercado de reservas pode oferecer do ponto de vista da manutenção da estabilidade de preços.

  14. O post do grupo e o tema proposto me lembrou bastante a questão 5 da Primeira lista de Monetária. Na questão referida, era pedido as principais taxas de juros dos EUA e da Europa e como foram seus comportamentos após a crise financeira de 2007-2008.
    A exposição feita pelo grupo e, principalmente como foi feita (bem didática), ajudou a esclarecer (pelo menos na minha visão) ainda mais aquela questão.
    Ou seja: Em geral, após a crise, as principais taxas de juros tiveram uma queda acentuada, principalmente após 2009. Tal queda foi bem mostrada no primeiro gráfico apresentado pelo grupo.
    Além disso, o último gráfico nos ajuda bastante no entendimento de limite superior (taxa de redesconto) e limite inferior (taxa sobre reservas). Ótima abordagem feita pelo grupo para auxiliar o andamento da matéria.

  15. As medidas tomadas pelo governo americano durante a recessão entre 2007 e 2009 inicialmente incluíram medidas tradicionais, como a redução da federal funds rate de 5,25% (Setembro de 2007) para níveis entre 0 – 0,25% (Dezembro 2009). Os conselhos pretendiam manter o nível da taxa de juros a níveis muito baixos por um grande período de tempo para gerar estímulo monetário, aumentando as expectativas de inflação e reduzindo a taxa real de juros. Com a recuperação da economia americana as taxas permaneceram baixas, mas apresentaram aumento nos últimos anos. Recentemente o Federal Reserve anunciou uma elevação da taxa de juros do país para a faixa de 1% e 1,25%. Esse aumento poderá motivar a transferência de recursos aplicados em países emergentes para os EUA, já que os títulos do tesouro americano são considerados investimentos livres de risco. Mais sobre as medidas do Federal Reserve durante a recessão:
    https://www.federalreservehistory.org/essays/great_recession_of_200709

  16. Encontrei um artigo interessante que discute mais a respeito da crise de 2007 e mostra as iniciativas do FED para superá-la, utilizando os instrumentos de política monetária.
    De acordo com os autores, a crise financeira de 2007 foi enfrentada inicialmente pelo FED por meio de instrumentos de política monetária convencionais, diminuindo as taxas de juros de curto prazo através das operações de mercado aberto e trazendo liquidez ao sistema bancário. Dessa forma, as operações de mercado aberto reduziram consideravelmente o federal funds rate (5,25% a.a. para 2% a.a.), e os instrumentos de redesconto agiram sobre a provisão de liquidez ofertando moeda e emprestando títulos do Tesouro para os dealers primários, além das instituições depositárias.

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000100001 (Crise financeira americana e as políticas monetárias não-convencionais)

  17. Atualmente, o Banco Central do Brasil controla a quantidade de dinheiro em circulação por meio das chamadas “operações compromissadas”. Mas há especulação sobre a criação de um novo instrumento de política monetária, o depósito voluntário, que funcionaria aos moldes da Economia dos EUA.
    “A criação dos “depósitos voluntários” ou remunerados foi uma importante inovação promovida pelos bancos centrais no pós-crise. No Brasil, o BC lançou mão das operações compromissadas, um instrumento criticado por economistas pelo fato de aumentar sobremaneira a dívida pública e, portanto, a necessidade de geração de superávits primários nas contas públicas para fazer frente ao pagamento de juros dessa dívida.
    Em tese, com a substituição das operações compromissadas pelos “depósitos voluntários” das instituições financeiras no Banco Central, a dívida pública bruta poderia encolher, no limite, até 16,6 pontos percentuais do PIB, caindo dos atuais 69,5% para 52,9% do PIB.
    O presidente do BC, Ilan Goldfajn, esclareceu, entretanto, que o objetivo do governo não é reduzir artificialmente o tamanho da dívida bruta, cujo crescimento veloz nos últimos anos tornou o Brasil vulnerável aos olhos dos investidores, o que levou as agências de classificação de risco a retirarem do país o selo de bom pagador.
    As operações compromissadas, informou Ilan, continuarão a existir, mas serão usadas com menor intensidade. O presidente do BC não vê as compromissadas como um mal em si; elas decorrem de problemas estruturais das contas públicas e da economia brasileira.”
    http://www.cnf.org.br/noticia/-/blogs/o-bc-cria-nova-ferramenta-para-a-politica-monetaria

  18. Recentemente, uma questão importante, que vem sido tratada pelo FED, além da redução de suas carteiras de títulos e o recente aperto monetários é a revisão do SEP, Sumário de Projeção Econômicas, a qual traz uma nova expectativa para a mediana da Fed Fund Rate até 2019 – hoje o intervalo está entre 1,0% e 1,25%.
    Conforme mencionado na reportagem, em Junho de 2017 a mediana para os juros era de 1,4% o que garantiria mais uma alta nos juros ainda este ano, o que pode causar alguma movimentação no mercado, levando em consideração ainda uma possível nomeação de Kevin Wash – atual secretário do Tesouro – para a presidência do FED.
    Ainda assim, temos que as projeções para o crescimento e para a inflação, que vem mostrando resultados abaixo das metas há anos, são foco de atenção, visto que com as taxas de desemprego, constantemente em queda, podem desencadear novas revisões, inclusive nas taxas de longo prazo.
    Fontes:
    http://www.valor.com.br/financas/5139010/presidencia-do-fed-e-tema-de-reuniao-de-trump-e-warsh-ex-bc-dos-eua
    http://www.valor.com.br/financas/5139464/ibovespa-fecha-o-mes-com-valorizacao-de-488
    http://www.valor.com.br/financas/5125728/fed-deve-anunciar-inicio-da-reducao-de-carteira-de-titulos

  19. É interessante notar na reportagem abaixo, com Janet Yellen, que apesar do bom momento da economia dos EUA, com forte crescimento do PIB e um mercado de trabalho quase no pleno emprego existe uma incerteza significativa sobre o controle da taxa de juros e como ela poderia afetar o atual crescimento da economia norte americana e a inflação.
    “Como a política deve ser formulada diante dessas incertezas significativas? Na minha opinição, ganha força o argumento para um ritmo gradual de ajustes”

    http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/6976343/seria-imprudente-manutencao-dos-juros-ate-que-inflacao-alcance-meta

  20. Com a crise, o Fed, em outubro de 2008, adotou a política de pagar juros sobre toda e qualquer reserva em excesso voluntariamente mantida pelos bancos no Banco Central, ele revolucionou completamente as práticas dos Bancos Centrais. Tal política, com efeito, colocou uma rolha no mecanismo de transmissão entre a expansão da base monetária e o aumento da quantidade de dinheiro na economia. Esse mecanismo de transmissão foi rompido. A relação entre aumento da base monetária e aumento de M1, M2, M3 e M4 foi quebrada. Consequentemente, há uma nova era na economia americana no que diz respeito a práticas de Bancos Centrais. Com essa medida de pagar juros sobre todo e qualquer depósito voluntário que os bancos depositarem no Fed, a possibilidade de hiperinflação é praticamente nula.

  21. Um tema que achei interessante foi pesquisar como as taxas de juros Americanas afeta o Brasil e os países emergentes. Quando o Fed aumenta a taxa de juros, há a chance de todos os países sentirem algum impacto. Mas os emergentes serão os mais prejudicados, inclusive o Brasil.
    A fuga pela qualidade afetará os países subdesenvolvidos, que são considerados os mais arriscados para investir. Como Brasil tem um risco mais elevado. As pessoas vão querer colocar o dinheiro nos Estados Unidos porque é mais seguro. O aumento da taxa vai dar mais atenção para isso com isso o fluxo de capital que entra no Brasil ira diminuir.

    https://exame.abril.com.br/mercados/como-um-aumento-na-taxa-de-juros-americana-afeta-a-bovespa/#

  22. Achei um texto onde avalia o impacto da taxa de juros dos EUA no Brasil, onde é citado os EUA como a economia mais segura do mundo, ou seja, atraente para a maioria dos investidores. Portanto, um aumento na taxa de juros americana reflete em uma variação na balança, desvalorizando a moeda nacional, no caso, o real.
    Conforme o economista da publicação atesta, este aumento da taxa de juros americanas muito provavelmente causaria um aumento na taxa de juros nacional, a fim de evitar a evasão de recursos, valorização do dolar e depreciação das demais moedas.
    A preocupação brasileira é ainda maior devido a situação economica e política conturbada, que inclusive nos rendeu um rebaixamento no grau de investimento pela agencia classificadora de risco: Fitch, ou seja. um aumento da taxa de juros acaba por ter um sofre impacto em terras tupiniquins, agravando ainda mais nossa já preocupante crise ao pressionar a taxa de cambio e a inflação.

  23. Esse artigo conta as atuações do FED na crise de 2008. Em um pedaço dele, o autor conta como as politicas monetárias expansionistas anteriores a crise foram um dos motivos que a causaram. Segundo o autor, o excesso de liquidez fez com que a taxa de juros caísse e a demanda por imoveis subir. Esse cenário, segundo ele foi mantido por um período longo demais, e quando as taxas de juros de curto prazo voltaram a subir, os preços dos imoveis cairam de forma acentuada. O resultado foi o aumento das taxas de default e a quebra no mercado subprime e de seus derivativos.

  24. Acho interessante essa maneira de o FED não controlar diretamente a taxa FFR, mas sim atuar sobre o mercado procurando dar incentivos e buscando estabelecer limites de onde deseja manter sua taxa base. O ultimo gráfico apresentado ilustra bem essa situação, as delimitações do intervalo das bandas e o movimento de flutuação em seu interior

    Apesar de ele poder retirar ou acrescentar nos volumes de moeda através das operações de Opem Market, os limites estabelecidos pelas taxas sobre reservas e de redesconto podem funcionar como uma forma de proteção a grandes choques que alteram bruscamente o comportamento dos agentes envolvidos, aumentando/diminuindo drasticamente a oferta/demanda por reservas.

    Aumentos subtos da FFR irão encontrar seus limites no nivel da taxa de redesconto ao passo que tambem não poderam cair abaixo do nivel da taxa sobre reservas. Isso permite que os responsaveis pela politica monetaria do FED tenham tempo para corretamente provocarem os incentivos contrarios a fim de manter a FFR proxima da taxa de juros pretendida

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