Inflação, Política Monetária

E10-Eco: Metas de inflação – Definições e riscos após 2014

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

O regime de metas inflacionárias define uma faixa na qual a inflação deve transitar, este regime foi estabelecido no Brasil em 1999.

Desde sua implantação, as metas inflacionárias foram as seguintes:

É possível observar que o centro da meta se iniciou em 8% a.a., chegou ao patamar de 3,5%a.a., voltou a 5,5%a.a., e, desde 2005, está em 4,5%a.a. (com tolerância de 2%a.a. para mais ou para menos até 2016 e uma diminuição para 1,5%a.a. nessa tolerância a partir de 2017); para 2018 a meta continua sendo de 4,5%a.a., mas será reduzida em 0,5%a.a. pelos próximos dois anos.

Ancorando as expectativas inflacionárias pelo regime de metas desde 1999, temos que a inflação apresentou comportamento moderado neste período (com exceção do período entre o final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e o início do primeiro mandato de Lula, que apresentou certa turbulência neste quesito).

Porém, na virada de 2014 para 2015 houve um grande reajuste de preços administrados (que corresponderam a quase um quarto da inflação em 2015) acompanhado de aumento que já vinha ocorrendo nos preços livres.Em decorrência disto, a taxa de juros foi aumentada ao patamar de 14,25%a.a. (tendo começado tal elevação na reunião do COPOM de 29/10/2014, quando a taxa passou de 11 para 11,25%a.a.), nível este no qual permaneceu por mais de um ano (entre as reuniões de 29/07/2015, em que subiu de 13,75 para 14,25%a.a. e a de 19/10/2016, em que baixou de 14,25 para 14%a.a.).

Na atualidade, podendo observar o ano de 2015 com certo distanciamento, temos que houve considerável efeito da liberação de preços administrados sobre o índice inflacionário geral, o que se une ao fato de que os preços livres já vinham em certa inércia. O efeito de reajuste destes preços, nos períodos seguintes, tem sido mais suavizado e, unindo isto ao fato de que os preços livres também estão mais comportados, temos um cenário de queda na taxa de juros (na última reunião do COPOM, em 25/10/2017, a taxa Selic meta foi definida em 7,5%).

O risco que se teve de enfrentarmos um descontrole no rumo da inflação com o regime de metas inflacionárias é, desde 2014, consideravelmente baixo. Isso se baseia na observação dos fatos ocorridos e não no momento vivido entre 2014 e 2015 (em que as previsões eram de que este descontrole ocorreria muito em breve).

O que confirma esse baixo risco é o fato de que, mesmo com novas regras para os preços administrados, durante o governo Dilma, em 2015, instituiu-se a ideia das bandeiras de energia para reajustar a mais quando o custo de geração sobe, já com Temer, os preços dos combustíveis fósseis passaram a ser reajustados com maior frequência e em relação aos preços do mercado. Essas novas regras permitem que os administrados sejam mais parecidos com os livres e, mesmo em momentos em que observamos custos mais elevados em ambos (como tem ocorrido nos últimos trimestres), o impacto inflacionário total ainda é reduzido o suficiente para, segundo as previsões do Boletim Focus de 03/11/2017, fecharmos o ano de 2017 ligeiramente acima do limite inferior do regime de metas e fechar 2018 suavemente abaixo do centro da meta.

O risco mais importante é o referente a questão fiscal. Diversas reformas têm sido discutidas e algumas inclusive já foram aprovadas, mas ainda estamos distantes de equacionar a questão fiscal ao longo do tempo. Caso não seja devidamente solucionada, incorrerá em um aumento nas taxas de juros e também na própria inflação. Segundo relatórios da Instituição Fiscal Independente (IFI), o endividamento público pode superar 92% até 2023 sem uma adequada equalização fiscal, porém, tendo ancoradas as expectativas de inflação, este risco não sinaliza que veremos o sistema de metas de inflação sendo quebrado.”

Referências:

goo.gl/u8h6AS
goo.gl/hRNh56
goo.gl/QdDgTT
goo.gl/PzGmyf
goo.gl/Pxwsif
goo.gl/Gp9n5Q
goo.gl/FzQ79K
goo.gl/ZrNnoA

Figuras:

1 – Facebook BCB, acesso em 07/11/2017
2 – Scot Consultoria: goo.gl/QdDgTT

 

Autores: Grupo E de Economia Monetária

 

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24 comentários em “E10-Eco: Metas de inflação – Definições e riscos após 2014”

  1. Completando um pouco mais os dados referentes a segunda imagem, podemos observar uma queda consistente dos diversos índices de preço, no geral (salvo algumas exceções temporárias) até este mês (outubro/2017), sendo que o IPCA geral chegou atingir o patamar historicamente baixo de 4%.
    À partir disso, é bem justificável uma redução da meta de inflação para 4% (dado encontrado na primeira imagem), o que indica que a esta variável provavelmente não fugirá muito da meta. As expectativas do último boletim FOCUS confirmam isso: até 2021, não se espera uma inflação (IPCA) anual maior que 4,25%.
    Aplicando a Regra de Taylor na análise, se a inflação permanecer estável até 2021, como esperado, as expectativas da taxa Selic até esse perído também deve estar relativamente estáveis, pois o Banco Central age passivamente de modo a coordenar a variação da inflação com variação na taxa de juros (considerando que não haverá uma atuação ativa do Banco Central na taxa de juros). Realmente, analisando as expectativas FOCUS, apenas esperamos uma leve queda da Selic em 2018 para 6,88% (média do ano), e depois disso, é esperada que se mantanha em 8% até 2021.
    Uma última observação: para os últimos dados dos índices de preços, vemos um leve aumento dos preços monitorados (provavelmente devido ao aumento recente do preço da gasolina e etanol) e, surpreendentemente, uma deflação dos comercializáveis (talvez causada por um choque positivo de oferta no subgrupo de alimentos).
    Segue o print da série de inflação até outubro/2017: http://puu.sh/yldkn/fbf4f978d1.png

  2. Achei muito interessante a análise feita pelo grupo. Após uma breve pesquisa, gostaria de focar meu comentário mais no futuro das metas da inflação. O grupo teve como foco o intervalo entre 2014 e 2017. Uma reportagem que achei ressalva as principais mudanças sobre na meta da inflação a partir de 2019. O Conselho Monetário Nacional (CMN) adotou para 2019 uma meta de 4,25% e de 4% para 2020. Tem como limites 1,5 para cima ou para baixo. Sendo um resultado já previsto pelo grupo, conforme indica a imagem acima. Utilizando a Regra de Taylor, o principal instrumento para que a meta seja alcançada é a taxa básica de juros, SELIC. Para conter a demanda aquecida, o Copom aumenta a Selic, refletindo no nível de preços, dificultando o crédito e estimulando a poupança. Ao diminuir a taxa básica de juros, isso irá baratear o crédito e incentivar o consumo, produção e investimento, conforme ensinado em aula. Empresário estarão mais otimistas e terão mais segurança para realizar investimentos no país. Temos como reflexo também nas expectativas de inflação, isso a longo prazo. Com o compromisso mais sólido do banco central em manter a inflação estabilizada, as pessoas esperam que a inflação realmente se reduza e consiga ajustar suas expectativas e o nível de preços, consequentemente. Isso demonstra otimismo por parte dos formuladores de política monetária e do público. Essa redução foi possível devido à desaceleração das taxas de inflação. Entretanto, a meta de inflação no Brasil é ainda considerada alta em relação aos padrões internacionais. Três países possuem uma meta igual à nossa, sendo eles Paraguai, Jamais e Honduras.

    Fonte:
    https://g1.globo.com/economia/noticia/conselho-monetario-pode-estipular-para-2019-a-menor-meta-de-inflacao-desde-2005.ghtml

  3. Vale pontuar que o BCB obteve um excelente trabalho na condução da politica monetária neste ano de 2017 e desde a posse do novo presidente Ilan Goldfajn e sua equipe.A administração anterior não inspirava muita credibilidade aos mercados.O fator credibilidade é de suma importância para que um banco central consiga fazer a politica monetária condizente com objetivos de longo prazo para a saúde do sistema monetário nacional

    Como aprendemos pela teoria, um banco central deve ter uma atuação pautada na busca pela estabilidade de preços , com expectativas de inflação ancoradas , evitar o problema da inconsistência temporal , onde a politica monetária é utilizada de forma discricionária para objetivos diferentes que o da estabilidade de preços, o qual gera malefícios no médio/longo prazo.

    Sobre a questão fiscal que o grupo pontua no fim do trabalho , vale alguns comentários .O endividamento do governo federal esta em patamar muito elevado.O deficit primário tem subido , sem perspectiva de queda por enquanto.O mercado tem a expectativa de que o governo consiga fazer o ajuste fiscal até 2018, pois só o mesmo permitira que a inflação e a selic permaneçam nos baixos patamares que elas se encontram atualmente. A aprovação do Teto de gastos em 2016 foi importantíssima para gerar credibilidade ao governo e banco central.No entanto , a reforma mais esperada pelo mercado é a da previdência , que é o gasto obrigatório do governo que mais cresce.

    Espera-se que com a aprovação da reforma , a relação divida/PiB se estabilize nos próximos anos, gerando gradual redução do deficit primário, permitindo que o Governo se financie a taxa de juros mais baixas , consequentemente a inflação também se estabilizara, promovendo estabilidade de preços , que é importantíssimo para o bom funcionamento da economia.

    1. É interessante notar nesse quesito de credibilidade do Banco Central na época de 2014/2015 em que a inflação se encontrou pressionada e era preciso fazer com que ela voltasse a meta. O BC então agiu ativamente e elevou a taxa de juros para 14,25%, e, como vimos na teoria e no dia a dia, esse aumento fez com que o pais entrasse ainda mais em recessão.
      O ponto da credibilidade é esse, o BC, por não possuir a credibilidade que os agentes esperam, precisou que a política fosse restritiva para que fosse mantida o compromisso com as metas de inflação. No entanto se a credibilidade fosse alta, o BC poderia sinalizar que estava sendo um choque de oferta transitório e, como vimos em aula, poderia ter atuado com uma politica expansionista até o gap do produto ser minimizado, e a partir do momento que o choque fosse se dissipando, iria controlando a politica monetária até chegar no patamar anterior do choque.
      No entanto muitas vezes, dependendo da complexidade do choque, é difícil distinguir se ele é realmente transitório ou permanente, podendo ser equivocada uma politica expansionista que iria elevar o nível da inflação.

  4. A decomposição do IPCA nos traz dois grupos de preços: os preços administrados e os preços livres. Os preços livres incluem as despesas com alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuários, despesas pessoais e educação, e são regulados conforme a oferta e demanda do mercado. Já os preços administrados são regulados por contrato ou órgão público, sendo menos sensíveis às condições de oferta e de demanda. Entre eles, incluem-se:serviços de utilidade pública cujas tarifas são reguladas pelo poder público (como energia elétrica, planos de saúde e pedágio), derivados do petróleo, impostos e taxas.
    A formação do IPCA é mais influenciada pelos preços livres, aproximadamente 76%, enquanto que os preços administrados correspondem a cerca de 24% do IPCA; esse é o motivo que leva a curva de IPCA ser mais próxima da curva de preços livres, como pode-se observar no segundo gráfico exposto pelo grupo.
    Procurei saber as causas das variações dos preços administrados e encontrei forte relação com as oscilações dos preços da energia elétrica: em 2013, houve uma forte redução nas tarifas de energia elétrica; em 2014, houve aumento desses preços devido à escassez de chuvas em diversas regiões do país, o que exigiu aumento da produção da energia termoelétrica e aumento dos custos; já em 2015 houve um aumento ainda maior e este esteve relacionado a fatores como: necessidade de cobrir despesas do setor elétrico, aumento da tarifa referente à energia gerada em Itaipu, início do pagamento de empréstimos tomados pelas distribuidoras de energia; por fim, no início de 2016 houve mudança da bandeira tarifária, o que favoreceu a queda dos preços de energia.

  5. O grupo expõe que o risco mais importante seria o referente à questão fiscal e, dessa forma, achei necessário aprofundar mais essa questão e como relaciona-se com a inflação e o conseguinte aumento de preços. Analisando sob a ótica brasileira, o Ministério da Fazenda é responsável pela arrecadação e gastos do governo (T e G – política fiscal) e o Banco Central é responsável pelo combate à inflação através da política monetária. Quando temos que a política fiscal contribui para controlar a inflação, dizemos que ocorrerá um gasto menor pelo governo e a decorrente recuperação do andamento da dívida pública.
    Analisando a partir de 2008, o governo adotou uma política expansionista para estimular a economia no curto prazo, com isenção de impostos e oferta de financiamento subsidiado a empresas. Fora isso, os gastos do governo cresciam em termos reais, ou seja, acima da inflação, acarretando dessa maneira um problema de déficit nas contas públicas (diferença entre receita e despesa ao longo dos anos). Nesse tempo, o governo conseguiu obter um PIB maior que o esperado, resguardando dessa forma nossa economia da crise mundial presenciada. Contudo, mantiveram essa política e, como de acordo com a nossa teoria macro completa, gerou o aumento da dívida pública e inflação (aumento dos preços). Se analisarmos o IPCA do ano de 2007, temos que era de 4,45%, que após 8 anos subiu para 10,67%, comprovando nossa análise. Dessa maneira, com uma política fiscal mais responsável, temos que ocorre a redução dos gastos do governo e a remoção dos estímulos (como citados acima) para manter-se a estabilidade dos preços.
    Como uma comparação, em 2016 presenciamos uma recessão econômica, a qual por si só contribuía com o BC e o controle de preços. Tínhamos que com o desemprego crescendo e, dessa forma, a renda do trabalhador diminuindo, o consumo também diminuía. Com menos consumo, a inflação por parte da demanda se reduz. A mesma redução de pressão inflacionária ocorre quando há redução dos gastos públicos.Dessa maneira, concluímos que um alto valor da dívida pública aumenta a desconfiança dos investidores, os quais alteram sua percepção de risco e necessitam de um prêmio de risco maior para investirem no país. Com isso, esse risco maior gera pressões para a desvalorização nossa moeda frente a estrangeira, gerando um aumento na taxa de cambio que afeta diretamente o nível de preços (ex: fica mais caro importar produtos, como por exemplo medicamentos), repassando o aumento ao índice de preços.

    Fonte: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/06/15/Como-a-pol%C3%ADtica-fiscal-pode-ajudar-no-combate-%C3%A0-infla%C3%A7%C3%A3o

  6. Conforme o grupo abordou: “O risco mais importante é o referente a questão fiscal.”
    Pensando na estrutura teórica estudada e assumindo que inicialmente estivéssemos em equilíbrio e o governo realiza um choque de demanda através do aumento dos gastos, tem-se um aumento do dispêndio doméstico aumenta o produto. Para aumentar o produto, as firmas contratam mais trabalhadores, com isso o desemprego diminui, o poder de barganha aumenta, os salários nominais crescem mais e a inflação aumenta. Como resposta ao aumento do produto e aumento da inflação (pela Regra de Taylor), há aumento na taxa de juros. Com o aumento da taxa de juros, há queda no investimento e queda nas exportações líquidas (decorrente da apreciação da taxa de câmbio). Dessa forma, o produto aumenta (mas não tanto quanto se o Banco Central não respondesse endogenamente) e a inflação aumenta. Como a inflação agora é maior do que a meta, os trabalhadores começam a rever suas expectativas de inflação, exigindo salários nominais maiores e, com isso, há aumento dos preços. Por fim, no equilíbrio, há inflação maior do que a meta e para que o Banco Central mantenha a credibilidade, é preciso aumentar a taxa de juros de modo que a demanda agregada volte ao seu patamar original. Ou seja, para manter o compromisso do Banco Central com os preços, é preciso que o Banco Central haja ativamente em resposta ao aumento dos gastos do governo.
    Conforme o grupo disse, a questão fiscal é uma das mais relevantes para romper com o regime de metas de inflação, de modo que aumento dos gastos deve ser contrabalanceado com aumento da taxa de juros, pois, caso contrário, só elevaria a inflação.
    No entanto, esse é o resultado se o choque inicial partir dos gastos do governo. Aumento dos gastos pode ser tentativa de contrabalancear outros choques exógenos (como queda das exportações líquidas causada por queda na renda do resto do mundo) na demanda agregada, atuando de forma conciliada com a política monetária. Neste caso, o aumento dos gastos está buscando ma manutenção da estabilidade de preços e não causaria ruptura nas metas de inflação.

    1. Um outro aspecto que podemos abordar em relação a política fiscal, é que a forma que o Governo conduz a política é um determinante na formação de expectativas de mercado, que quando bem implantadas fariam com que a curva de demanda agregada, citada no comentário acima, oscilasse menos. No contexto temporal abordado pelo grupo, o governo brasileiro estava com a credibilidade abalada devido a crise econômica e no período de transição entre o governo Dilma e Temer, algumas medidas de longo prazo foram propostas na tentativa de tranquilizar o mercado e conter gastos. Uma das principais propostas foi a PEC 241 (ou 55) que é a iniciativa para modificar a Constituição proposta pelo Governo, tem como objetivo frear a trajetória de crescimento dos gastos públicos e tenta equilibrar as contas públicas. Ela fixa em até 20 anos, podendo ser revisado depois dos primeiros dez anos, um limite para as despesas: será o gasto realizado no ano anterior corrigido pela inflação (na prática, em termos reais – na comparação do que o dinheiro é capaz de comprar em dado momento – fica praticamente congelado). Contextualizando o quão alarmante e necessária era a contenção de gastos públicos, em 2014 houve um déficit de R$ 17,24 bilhões, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões, em 2016 foi de R$ 170,5 bilhões e a previsão para 2017 mesmo com a PEC 241 em vigor é de R$ 140 bilhões.
      Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
      http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm
      http://especiais.g1.globo.com/economia/2016/pec241-umtetoparaosgastospblicos/

  7. Buscando agregar mais ao tema proposto pelo trabalho temos que quando a meta para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional não é cumprida, isto
    é, quando a inflação rompe, acima ou abaixo, os limites do intervalo de tolerância em torno da
    meta, as razões para o descumprimento, bem como as providências tomadas para retornar à
    trajetória de metas, são explicitadas pelo Presidente do Banco Central do Brasil (BCB) em Carta
    Aberta ao Ministro da Fazenda.
    Tal procedimento confere maior transparência e credibilidade ao processo de convergência às
    metas inflacionárias.
    Um dos objetivos centrais do regime de metas é ancorar as expectativas de mercado que, de
    forma geral, orientam o processo de formação de preços na economia. Na medida em que o BCB
    anuncia sua estratégia de política monetária e comunica a avaliação das condições econômicas,
    os mercados têm melhores condições de compreender o padrão de resposta da política
    monetária aos desenvolvimentos econômicos e aos choques. Com isso, o prêmio de risco dos
    ativos financeiros diminui. Os movimentos de política monetária passam a ser mais previsíveis
    ao mercado no médio prazo e as expectativas de inflação podem ser formadas com mais
    eficiência e precisão. A partir do momento em que a política monetária ganha credibilidade, os
    reajustes de preços tendem a ser próximos à meta.

  8. Como citado no post do grupo, tivemos nos últimos anos algumas “reformas” sobre o preço administrado, como no caso da energia elétrica (Dilma) e combustiveis fósseis (Temer), mas tivemos também recentemente novo aumento na conta de luz, buscando inclusive o aumento da inflação para assim atingir o piso da meta.
    Portanto, podemos inferir, que ao atingir niveis de inflação abaixo da meta, abre margem para o Bacen e Governo federal tomarem atitudes indesejadas para atingir a meta, no caso do Governo estamos sujeitos a aumentos de preços controlados, que inclusive conforme o Focus fazem 6 semanas seguidas que o mercado aumenta a expectativas sobre o quesito (por saber a necessidade do aumento da inflação para evitar burocracias como carta do presidente do Bacen), subindo de 6,5 a 6 semanas atrás para 7,5 no ultimo relatório FOCUS, há também a possibilidade de politica fiscal expansionista, mas como estamos em uma situação fiscal delicada, não deve ser usada.
    Já pelo lado do Bacen, pode haver politicas monetária expansionista, a fim de diminuir a taxa de juros (apesar do Bacen ter sinalizado uma queda gradual), incentivando assim nossa economia, aumentando o produto e emprego, vale ressaltar que proximo ano teremos eleições, e como vimos em outros capitulos do Mishkin, antes das eleições há incentivos para politicas expansionistas.

  9. Importante começar salientando que a adoção de metas de inflação faz com que o BC mostre ao mercado uma garantia de controle dos objetivos. Então, ao reduzir a meta de inflação, o governo aumenta a credibilidade no mercado ao mostrar segurança de que a inflação será combatida e que seu objetivo será o crescimento. Dessa forma, como exemplificado pelo grupo, apenas após 14 anos, foi decidido pelo conselho monetário nacional abaixar a meta de inflação para o País. E ao aumentar a SELIC procura-se frear a demanda aquecida, pois esse aumento é estimulado pelo aumento dos preços. A poupança será estimulada, negativamente relacionada ao investimento, e este irá cair devido ao encarecimento do empréstimo. Isto irá desacelerar o aumento rápido dos preços e haverá retração do crédito para o cenário econômico. A reportagem 1, relata que a revisão da meta agora ocorrerá de 3 em 3 anos, visando reduzir incertezas dos agentes (melhora o planejamento das famílias e demais agentes, ocorrendo assim: investimento), entrar nos padrões internacionais (pois o Brasil ainda persegue a maior meta de inflação, quando comparado aos outros países com o mesmo regime) e construir melhores expectativas de inflação. Este cenário tendo como objetivo principal aumento de emprego e atividade econômica.
    Vimos em aula que o piso da meta será importante para que a inflação não fique muito abaixo, pois essa situação poderia levar à um aumento da taxa de desemprego (afetando a industria e um possível excedente de produção que leva à redução da taxa de emprego).
    Sobre o gráfico que apresenta preços livres e IPCA, a publicação 2 nos diz que “a
    inflação dos preços administrados é mais persistente do que a inflação dos preços livres, e isso aumenta a inércia inflacionária geral”. Então, a elasticidade dos preços administrados em relação às mudanças na política monetária seria muito menor. Ao implementar a política monetária, o Copom irá olhar para o movimentos dos preços administrados, o que seria a mesma analise de outros choques de oferta, ou seja, os efeitos primários da elevação dos preços se acomodam e paralelamente ha neutralização de fatores secundários vindos da inflação.
    1. http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-06/cmn-define-meta-de-inflacao-em-425-em-2019-4-para-2020
    2. http://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/FAQs/FAQ%2005-Pre%C3%A7os%20Administrados.pdf

  10. Conforme mencionado nas reportagens abaixo, tanto o Tombini quanto Carlos Luque compartilham a ideia de que o regime de metas de inflação geraram bons resultados para a condução da politica econômica Brasileira, a qual fora implementada no final dos anos 90 e como colocado por Tombini, apesar dos desvios, a inflação manteve-se no controle nesses 17 anos de regime. A robustez do sistema foi testada sob os mais diversos cenários e a manutenção destes princípios sustentou não só o Tripé econômico brasileiro, como também encontra apoio nas mais diversas jurisdições internacionais.
    O regime de metas chama atenção, uma vez que a economia se beneficia de regras claras e transparentes e ainda assim, este regime mostra-se flexível e capaz de responder as circunstancias excepcionais de uma queda de PIB e desemprego, como a que ocorreu nos últimos dois anos.
    Fontes:
    http://www.valor.com.br/opiniao/5094254/metas-de-inflacao-acertos-e-desacertos
    http://www.valor.com.br/brasil/4571893/tombini-em-17-anos-de-regime-de-metas-inflacao-nunca-saiu-do-controle

  11. O regime de metas de inflação tem se mostrado bastante sólido nos últimos anos no Brasil. Como argumentos positivos, podemos ver que esse regime aumenta a transparência das atividades do BACEN, podendo inclusive em alguns países, seu presidente ser demitido por justa causa se a inflação ficar fora do intervalo estipulado.
    Achei interessante a questão da divergência preços livres x administrados, na qual os administrados tiveram forte influência sobre o crescimento da inflação a partir de 2014, vale lembrar que esse forte aumento de uma vez é resultado do erro do primeiro governo Dilma em congelar esses preços. A suavização da variação nos preços desses itens, nos anos posteriores, parece ser um dos contribuintes pra “estabilização” da inflação.

  12. Em 2015, a taxa de inflação medida pelo IPCA alcançou 10,67%, ultrapassando, assim, o limite superior do intervalo de tolerância da meta de 4,5% ao ano estabelecida. Quando a meta para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional não é cumprida, o Presidente do Banco Central do Brasil deve, através de carta aberta ao Ministro da Fazenda, explicitar as razões para o descumprimento, e as providências tomadas para retornar à trajetória de metas.
    O conteúdo dessa carta aberta é interessante e contribui para o trabalho do grupo na medida em que revela a dificuldade da autoridade monetária em tomar decisões de resposta aos choques mesmo em um sistema de metas de inflação, por exemplo em setembro de 2016 o “Copom considerou que os riscos remanescentes para o cumprimento da meta de 4,5% no final de 2016 eram condizentes com os efeitos defasados e cumulativos das ações de política monetária. No entendimento do Comitê, a manutenção do patamar da taxa básica de juros em 14,25% a.a., por período suficientemente prolongado, era a estratégia correta e necessária para a convergência da inflação para a meta.”
    Adicionalmente, é importante considerar que o BC leva em conta a existência de mecanismos endógenos e compensatórios que contribuem com o ajuste da demanda agregada e os considera em suas decisões de política monetária, mas, quando esses efeitos se prolongam o BC atua para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.
    http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/carta2016.pdf

  13. Importante começar salientando que a adoção de metas de inflação faz com que o BC mostre ao mercado uma garantia de controle dos objetivos. Então, ao reduzir a meta de inflação, o governo aumenta a credibilidade no mercado ao mostrar segurança de que a inflação será combatida e que seu objetivo será o crescimento. Dessa forma, como exemplificado pelo grupo, apenas após 14 anos, foi decidido pelo conselho monetário nacional abaixar a meta de inflação para o País. E ao aumentar a SELIC procura-se frear a demanda aquecida, pois esse aumento é estimulado pelo aumento dos preços. A poupança será estimulada, negativamente relacionada ao investimento, e este irá cair devido ao encarecimento do empréstimo. Isto irá desacelerar o aumento rápido dos preços e haverá retração do crédito para o cenário econômico. A reportagem 1, relata que a revisão da meta agora ocorrerá de 3 em 3 anos, visando reduzir incertezas dos agentes (melhora o planejamento das famílias e demais agentes, ocorrendo assim: investimento), entrar nos padrões internacionais (pois o Brasil ainda persegue a maior meta de inflação, quando comparado aos outros países com o mesmo regime) e construir melhores expectativas de inflação. Este cenário tendo como objetivo principal aumento de emprego e atividade econômica.
    Vimos em aula que o piso da meta será importante para que a inflação não fique muito abaixo, pois essa situação poderia levar à um aumento da taxa de desemprego (afetando a industria e um possível excedente de produção que leva à redução da taxa de emprego).
    Sobre o gráfico que apresenta preços livres e IPCA, a publicação 2 nos diz que “a
    inflação dos preços administrados é mais persistente do que a inflação dos preços livres, e isso aumenta a inércia inflacionária geral”. Então, a elasticidade dos preços administrados em relação às mudanças na política monetária seria muito menor. Ao implementar a política monetária, o Copom irá olhar para o movimentos dos preços administrados, o que seria a mesma analise de outros choques de oferta, ou seja, os efeitos primários da elevação dos preços se acomodam e paralelamente ha neutralização de fatores secundários vindos da inflação.
    *1. http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-06/cmn-define-meta-de-inflacao-em-425-em-2019-4-para-2020
    **2. http://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/FAQs/FAQ%2005-Pre%C3%A7os%20Administrados.pdf

  14. Dado que o texto assume que o risco da questão fiscal é iminente para o controle inflacionário, temos que, visando manter sua credibilidade, o Banco Central do Brasil deve agir ativamente cortando seus gastos por meio de Políticas Fiscais Restritivas e aumentando a inflação mais que proporcionalmente ao aumento da inflação, via Regra de Taylor.
    Caso não solucionada a questão fiscal, o texto argumenta que incorrerá um aumento nas taxas de juros. Para ilustrar o fato, tomemos um descontrole fiscal via gastos do governo. Um aumento de gastos, para cada dada inflação, desloca a curva de demanda agregada para a direita. E, conforme o produto aumenta e o desemprego diminui, os trabalhadores ganham poder de barganha, o que aumenta seus salários e os preços cobrados pelas firmas e, consequentemente, a inflação e a taxa de juros real.
    O “agir ativamente”, como já citado anteriormente, via corte de gastos e aumento da taxa de juros, tem por intenção contrabalancear o choque positivo de Demanda Agregada. O aumento da taxa de juros desacelera o investimento, dado o aumento do custo de oportunidade de tomar dinheiro no mercado e diminui as exportações líquidas.
    A função do BCB é agir sistematicamente para minimizar os gaps do produto e inflação, via política fiscal ou aumento de inflação, em torno da sua meta, equilibrando os custos e benefícios marginais de suas ações, agindo de maneira ótima.

  15. Falando um pouco sobre o aumento da inflação em 2015, achei (1) um artigo interessante que comenta um pouco mais sobre o efeito do reajuste do preço da energia e combustíveis. Nele, vemos que a conta de luz dos brasileiros subiu em média mais de 50% e que o aumento nos preços dos combustíveis foi de mais de 20%. Mas, vale apontar que os reajustes não se limitaram apenas a esta área, é também citado que de cada 4 produtos que compões a cesta do IPCA, 3 sofreram reajuste no último mês do ano. Talvez por isso, a taxa de inflação anual no país foi a maior desde 2002, sendo essa 10,67%. Outro ponto interessante sobre esse ano, foi o de que os reajustes na energia já eram previstos, ou seja, desde 2014 as pessoas já sabiam que eles iam acontecer e já poderiam prever os efeitos que eles teriam na inflação, mas nem isso impediu a grande instabilidade no período. Achei um artigo (2) de 2014 que fala exatamente sobre esse efeito esperado. Pode-se perceber que o reajuste médio esperado na data em que este artigo foi feito ( 06/07/2014 ) não chega muito perto do reajuste que realmente aconteceu, e, talvez por isso, o aumento da inflação esperado foi menor.
    (1):http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/inflacao-oficial-fica-em-1067-em-2015.html
    (2):http://www.gazetadopovo.com.br/economia/reajustes-na-energia-devem-afetar-inflacao-em-2015-eajsu1fht1ehav1j8dlu196q6

  16. Como pudemos ver nas últimas notícias, o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu a meta de inflação para os próximos anos. Atualmente em 4,5%, a meta inflacionária passa a ser de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020. A redução da meta indica, portanto, que o governo vai perseguir uma inflação mais baixa nos próximos anos e cria a expectativa de preços mais estáveis no futuro. Isso tende a trazer benefícios imediatos para os consumidores e as empresas, na formação dos preços e também nas taxas de juros cobradas pelos bancos. Entretanto, se a inflação não se comportar conforme o previsto, o Banco Central pode ser obrigado a elevar os juros ou deixá-los em um patamar mais alto, para cumprir as metas mais baixas.

    http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2017/06/nova-meta-de-inflacao-vai-contribuir-para-o-crescimento-economico

  17. Muito interessante o texto do grupo, sobretudo a questão dos preços administrados. Mais interessante ainda é verificar que o cenário de riscos e incerteza em relação ao cumprimento da meta se reverteu em poucos meses. Chegamos ao ponto, inclusive, de haver “preocupação” com taxas de inflação baixas demais, inclusive abaixo do piso estipulado. Este comportamento dos preços me motivou a pesquisar a respeito do que houve recentemente no Brasil e quais consequências podemos esperar em termos de política monetária. Ao que tudo indica, um choque transitório e positivo de oferta foi o grande responsável pelo quase descumprimento da meta (que não deve mais ocorrer). Trata-se de um choque associado às condições climáticas, que proporcionaram boas safras e preços mais competitivos dos alimentos. Ainda sim, a natureza do choque e o contexto do país (saindo de uma recessão e de um quadro de inflação acima do teto) não deveriam trazer quaisquer problemas de credibilidade à autoridade monetária, além de não se constituir risco para o regime de metas em si, já que as expectativas têm convergido no sentido da meta para o ano que vem. Espera-se, portanto, que o Banco Central não responda ativamente.

    FONTE:https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/10/02/Descumprir-a-meta-de-infla%C3%A7%C3%A3o-para-baixo-%C3%A9-um-problema

  18. Encontrei uma notícia que deixa um pouco mais claro e explicado o que são e como funcionam as metas de inflação. Complementando ainda o trabalho do grupo com a informação sobre o que acontece no Brasil se a meta não é atingida. O IPCA estourou o teto da meta entre 2001 e 2004. Não há punição quando se ultrapassa o teto, mas serve como uma advertência moral que gera insegurança nos investidores, o que faz com que os mesmos aumentem a exigência por juros para investir no país. Devido a insegurança, eles buscam por um melhor retorno. Nessa situação, o presidente do BC, no entanto, deve divulgar uma carta aberta ao ministro da Fazenda justificando o descumprimento e informando quais medidas serão adotadas para que a inflação volte a níveis tolerados.

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/01/entenda-metas-de-inflacao-e-seu-papel-na-economia.html

  19. Para complementar o debate fui atrás da opinião de alguns especialistas com relação à definição das metas de inflação para os próximos anos. Como se sabe a CMN alterou em meados desse ano o centro da meta de inflação de 2019 (4,25%) e 2020 (4%), agora com apenas 1,5 ponto percentual de tolerância. O ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Alexandre Schwartsman, afirmou que a primeira mudança era esperada, mas a segunda foi inesperada. Mesmo assim, ele afirma que a equipe atual do Banco Central conseguiu credibilidade suficiente para ancorar as expectativas e que, então, a inflação atual já deve começar a descer em reflexo disso.
    Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica da América Latina do Goldman Sachs, afirma que as metas definidas são “críveis e atingíveis”, dada credibilidade conquistada pela equipe.
    Apesar disso, é consenso que no caso da não aprovação da reforma fiscal pode ameaçar totalmente a capacidade de atingir a meta, trazendo de volta o temos da “dominância fiscal”.

    https://exame.abril.com.br/economia/reducao-de-meta-de-inflacao-e-elogiada-mas-embute-risco/

  20. O regime de metas de inflação, que está em vigor no Brasil desde 1999, define uma meta de inflação que o governo deve atingir ou, pelo menos, estar dentro de um intervalo (que varia de 1,5% para mais ou para menos).
    Em 2017, o Banco Central estabeleceu 4,5% como meta. O piso, 1,5% abaixo, seria, então de 3%; já o teto, 1,5% acima, seria de 6%.

    Desde sua implementação, em 1999, em todos os anos a inflação esteve ou dentro da meta ou acima do teto. Neste ano, pela primeira vez, é previsto que a inflação feche abaixo do piso. A previsão atual é de 2,97% (ou seja, abaixo do piso de 3%).

    Alcançar uma meta estabelecida anteriormente depende muito da credibilidade de um governo, de seu histórico anterior e das políticas monetárias utilizadas para tal. Quando os agentes não dão credibilidade à meta estabelecida pelo governo, eles se programam para algo diferente e, pelo “ciclo de profecia autorrealizável, acaba acontecendo o que os agentes se programam. No caso, o que aconteceu por muito no Brasil: A inflação ficar acima da meta, pois todos se programavam pra isso. Talvez, o que explique a inflação real estar abaixo da meta é que houve uma redução na oferta de moeda no Brasil por conta da crise dos últimos anos. Para 2018, a meta já é mais baixa que foi nesse ano e deve ser de 4% (variando entre 2,5% e 5,5%).

    Fonte: https://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/mercado-preve-pela-1-vez-inflacao-abaixo-de-3-neste-ano.ghtml

  21. É interessante nós resgatarmos o post de 2016 onde este tema é abordado, intitulado como “A busca da estabilidade e o regime de metas de inflação: lições do caso brasileiro”.
    Nele podemos ver como é importante a função das expectativas, porque nos momentos onde houveram o descolamento das expectativas, isto acabou se intensificando e o IPCA atingiu maiores patamares que os esperados. Isso evidencia o papel das expectativas como um “amplificador” da inflação, por isso o Bacen deve atuar zelando por sua credibilidade.
    Em outras palavras, se os agentes não acreditarem que o Bacen cumprirá a meta de inflação, a inflação poderá superar até mesmo a expectativa.
    https://roselisilva.wordpress.com/2016/09/26/e-ecec-a-busca-da-estabilidade-e-o-regime-de-metas-de-inflacao-licoes-do-caso-brasileiro/

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