Ensinando Economia, Nível de atividade

G-J: Mercado de Trabalho: Conceitos e Indicadores

Saber os significados das diferentes classificações da população no mercado de trabalho é um pouco complicado, não é? Não! É bem simples, vem comigo:

    Vamos começar pelos seguintes conceitos: ocupados e desocupados. A população ocupada (PO) é a parte da população que trabalha ou pelo menos tem trabalho, mas não exerce no momento (período de férias). Há várias subdivisões dessa parcela: empregados trabalhadores por conta própria, empregadores e não remunerados. Segundo o IBGE, eles são definidos da seguinte forma:  

    – Empregados: aquelas pessoas que trabalham para um empregador ou mais, cumprindo uma jornada de trabalho, recebendo em contrapartida uma remuneração em dinheiro ou outra forma de pagamento (moradia, alimentação, vestuário, etc.).

    – Trabalhadores por Conta Própria: aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, sem empregados.

    – Empregadores: aquelas pessoas que exploram uma atividade econômica ou exercem uma profissão ou ofício, com auxílio de um ou mais empregados.

    – Não Remunerados: aquelas pessoas que exercem uma ocupação econômica, sem remuneração, pelo menos 15 horas na semana, em ajuda a membro da unidade domiciliar em sua atividade econômica, ou em ajuda a instituições religiosas, beneficentes ou de cooperativismo, ou, ainda, como aprendiz ou estagiário.

As desocupadas (PD) são aquelas pessoas que não tem trabalho e estão à procura de um, procurando em jornais e/ou sites de emprego. Mais interessante, a junção das populações ocupada e desocupada formam a população economicamente ativa (PEA). Por lei, apenas são considerados nessa partição pessoas a partir dos 14 anos de idade com condições para exercer algum trabalho. O contrário dessa é a população não economicamente ativa (PNEA), que podemos incluir quem não possui idade, interesse ou condições de exercer algum trabalho, por exemplo pessoas deficientes que são incapazes de exercer qualquer atividade para sua sobrevivência. Outro termo relevante é a população em idade ativa que leva em consideração apenas pessoas de 14 anos ou mais, isto é, a soma de PEA e PNEA. A partir dessas definições podemos temos o seguinte fluxograma:

Agora, vamos falar sobre um dos indicadores de mercado. Em especial, focaremos em taxa de desocupação. A taxa de desocupação é a relação entre quantidade de desocupados e a população economicamente ativa multiplicado em dado período multiplicado por 100, algebricamente temos: (PD/PEA) * 100.  

Vamos ver o gráfico desse indicador no Brasil de 2012 a 2019:

Pelo gráfico, notamos que as taxas de desocupação até o 1° trimestre de 2015 varia entre 6% e 8% que, em termos macroeconômicos relativamente aos anos subsequentes, indicam uma estabilidade econômica. Em diante, há aumentos sucessivos até o segundo trimestre de 2017 levando a taxa para o intervalo de 12% a 14%, considerada extremamente alta em relação aos anos anteriores, que se perdura até atualmente indicando grande recessão e instabilidade econômica.

Quando um país tem sua economia relativamente estagnada, o crescimento da produção se mantém baixo e, com isso, a necessidade de contratar mais funcionários também não cresce. Assim, a proporção de pessoas desempregadas que estão na procura de emprego por pouco tempo é pequena se comparada á quantidade de pessoas que permanecem desempregadas.

No gráfico, temos a proporção de desempregados que procuram emprego por menos de 1 mês (Calculo deste dado)

Neste, a proporção média entre os trabalhadores desempregados que procuram emprego por menos de 1 mês é de 12,31%. Ou seja, praticamente 88% dos trabalhadores permanecem sem emprego por mais de 1 mês. Isso mostra como a situação está ruim quando se trata do desemprego, que influencia diretamente a produção. Essas pessoas fazem parte da força potencial de trabalho, mas estão sem produzir. Este fato também piora, no geral, a produção e as futuras contratações, reforçando este ciclo.

Bibliografia:

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua Fevereiro 2019. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9171-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-mensal.html?=&t=resultados>. Acesso em: 27 de abril de 2019

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua Séries Históricas. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html?edicao=17274&t=series-historicas>. Acesso em: 27 de abril de 2019

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral . Pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência, por tempo de procura de trabalho. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/1616#resultado> Acesso em: 27 de abril de 2019

Blanchard, Olivier. Macroeconomia; tradução: Cláudia Martins, Mônica Rosemberg; revisão técnica: Eliezer Martins Diniz. 4ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

Grupo J – Macro 2019

17 comentários em “G-J: Mercado de Trabalho: Conceitos e Indicadores”

  1. Como enfatizado no texto, a taxa de desocupação do segundo trimestre de 2017 foi muito alta (entre 12% e 14%) e não houve grandes melhoras desde então, como podemos constatar pelo gráfico da taxa de desocupação, mas é possível notar uma flutuação em torno de 12% a partir daí, com períodos de alta e de baixa, inclusive em 2019, segundo o IBGE, ela bateu 12% e com recorde de trabalhadores por conta própria (23,9 milhões) e de empregadores (4,5 milhões) e ainda a diminuição do número de trabalhadores com carteira assinada, como apresentado no site de notícias G1: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/02/27/desemprego-sobe-para-12-em-janeiro-diz-ibge.ghtml. Os aplicativos de serviços (Uber, 99, iFood e Rappi, por exemplo) podem explicar essas transformações nas relações do mercado de trabalho, já que se tornaram muito populares no Brasil e empregam 3,8 milhões de trabalhadores, segundo a Pnad do IBGE, como retratado na revista exame (https://exame.abril.com.br/economia/apps-como-uber-e-ifood-sao-fonte-de-renda-de-quase-4-milhoes-de-pessoas/?fbclid=IwAR1fkyE_TUZloHZZwWxcf0VIDjuVDe3GmoOT1G9bn4kp0pywUTIRDRb2mII)

  2. Primeiramente, parabéns ao grupo pelo texto.
    Gostaria de compartilhar uma dúvida sobre a relação entre a taxa de juros, mostrada na publicação da última semana, com a taxa de desemprego; sabemos que o I é dependente da taxa de juros, que com seu aumento impossibilita novos projetos de serem realizados; porém vimos q a taxa de juros caiu de 14,25% para 6,5% entre janeiro de 2016 e agosto de 2018, entretanto, nesse mesmo período a taxa de desemprego subiu de 9% à aproximadamente 12%. Sendo que novos projetos podem ser realizados, assim criando mais empregos, por que a taxa de desemprego subiu ainda mais ao invés de cair?

  3. Vemos no gráfico da Taxa de Desocupação que há um comportamento padrão de alta e baixa, com exceção no período do primeiro trimestre de 2015 ao primeiro trimestre de 2017. Vamos analisar esses comportamentos. Podemos perceber que a taxa de desocupação tem um comportamento, no geral, inverso ao do produto. Quando temos um crescimento no nível de produção em um determinado período, temos um aumento na produção que gera um aumento no nível de contratação e, consequentemente, uma diminuição no nível de desocupação da população. Podemos verificar tal comportamento comparando e analisando os gráficos da Taxa de Desocupação presente no post com os dados do PIB real nos mesmos períodos.

    Em 2015, a economia brasileira encolheu 3,8% na comparação com 2014, segundo os dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE. Percebemos, no gráfico da Taxa de Desocupação, o comportamento inverso ao do PIB nesse período: o PIB passou a cair e a taxa de desocupação passou a crescer.

    Em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu pelo segundo ano seguido em 2016 e confirmou a pior recessão da história. A retração foi de 3,6% em relação ao ano anterior. Nesse período, o crescimento da Taxa de Desocupação teve crescimento recorde até o primeiro trimestre de 2017.

    Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,0% em 2017, na primeira alta após dois anos consecutivos de retração. Nesse mesmo período, registramos o começo de um decréscimo na Taxa de Desocupação.

    Ou seja, a relação entre as variáveis produto e taxa de desocupação se confirma.

  4. O grupo realizou um ótimo trabalho, parabéns!
    Gostaria de focar no gráfico de taxa de desocupação. O índice foi passou os 10% em 2016, patamar no qual continua e que é muito maior que no período pré-recessão econômica. A crise brasileira se caracteriza por questões fiscais, já que, desde 2014, o país apresenta déficit primário, ou seja, o governo central gasta mais do que arrecada (excluindo-se aqui as despesas com juros), ferindo um dos pilares do tripé macroeconômico. Isso causa o crescimento da relação dívida bruta/PIB, que atualmente se encontra em 78,4%, consideravelmente alto se comparado a outros países emergentes. O aumento dessa relação tem como uma de suas consequências a perda da confiança no país, diminuindo, dentre outros fatores, o investimento produtivo. Podemos observar como a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) vem caindo desde 2015¹, se estabilizando há um nível mais baixo nos últimos anos. Portanto, podemos observar uma relação entre ajuste fiscal e desemprego.
    Um estudo da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia², aponta que, caso a Reforma da Previdência seja aprovada, os investimentos produtivos aumentarão, havendo a criação de vagas de trabalho. Enquanto, em um cenário sem a Reforma, a taxa de desemprego subiria para 15,1% em 2023, enquanto, com a Reforma, essa taxa, no mesmo ano, seria de 8%. Em números absolutos, a diferença é de 8 milhões de trabalhadores.

    1: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/wp-content/uploads/2019/04/Gr%C3%A1fico-indicador-Ipea-FBCF-fev19.png
    2. http://www.economia.gov.br/central-de-conteudos/publicacoes/notas-informativas/2019/ni-reforma-da-previdencia-v12_16h10.pdf

  5. Como diz o texto, até 2017 a taxa de desocupação no Brasil está entre 12 e 14%. No entanto há uma certa variação nessa taxa a partir de então. Sabemos que a taxa de desocupação pode variar de acordo com o período do ano que estamos observando ou por mudanças no emprego causadas por outros fatores. Como podemos saber se essa variação é causada pela sazonalidade ou por outros fatores que afetam o mercado de trabalho?

  6. Além dos comentários feitos sobre o primeiro gráfico, acho importante comentar sobre o comportamento do segundo gráfico. É possível notar que no intervalo entre janeiro de 2012 e junho de 2016 a curva vermelha, relativa a proporção de desempregados procurando emprego por menos de 1 mês, teve um caráter decrescente, começou em aproximadamente 15% e terminou entre 8 e 10%, tendo seu ponto mais baixo no segundo trimestre de 2016. Podemos entender isso analisando o inverso. Segundo o post, dizer que a quantidade de pessoas procurando emprego a menos de um mês caiu, significa dizer que o restante, ou seja, a proporção de desempregados a mais de 1 mês, aumentou. Pensando dessa forma, tal afirmação faz sentido dado o contexto de crise e insegurança econômica e política que o país passou, deixando uma parcela da população em busca de emprego por diversos meses, e até anos.
    Outra peculiaridade que chama atenção é o caráter crescente da linha em alguns trimestres – os picos mais altos que a linha vermelha assume ocorrem no primeiro trimestre de cada ano. Uma hipótese para tal fato pode ser que os períodos de maior demissão de funcionários ocorrem no final do ano, pelos mais diversos motivos, como restruturação do quadro de funcionários e o desaquecimento do setor no começo do ano. Portanto no início do primeiro trimestre, ambas as linhas vermelha e azul estão em um ponto de máximo local – a azul, porque o numero de desocupados aumenta, e a vermelha porque eles estão procurando emprego a menos de um mês, já que foram demitidos no final do ultimo trimestre do ano anterior.
    Encontrei uma noticia do g1 que corrobora com o meu primeiro parágrafo quando mostra que a taxa de desocupação também subiu e atingiu sua máxima no ano de 2016 (como é mostrado pela linha azul do segundo gráfico): https://g1.globo.com/economia/noticia/desemprego-fica-em-12-no-4-trimestre-de-2016.ghtml

  7. Podemos notar que a partir do fim do ano de 2014 até o primeiro trimestre do ano de 2017 a tendência da taxa de desocupação foi de alta. Isso pode ser explicado pelo início da crise em 2014 que proporcionou a redução do consumo e, consequentemente, o recuo do PIB. Desse modo, as empresas passaram a diminuir seus custos e a demitir trabalhadores. Além disso, o início do ano de 2017 apresentou a maior taxa histórica de desocupação (próximo de 14%). Como mostrado no post, na população economicamente ativa é considerada apenas pessoas com idade a partir dos 14 anos com condições de exercer algum trabalho. Analisando a taxa de desocupação por idade, percebe-se que a maior parte das pessoas desempregadas possuem idades entre 14 e 17 anos. Abaixo deixo o link que demonstra essa relação.
    https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-trimestral.html?t=series-historicas

  8. Pesquisando mais dados da PNAD contínua, achei importante ressaltar outros fatores trazidos que compõe uma análise mais voltada para qualidade do emprego, como o rendimento médio do trabalhador.
    O gráfico também é trimestral (com análise de 2012 a 2019) e mostra, como observamos nas aulas de macroeconomia uma queda na renda média dos trabalhadores nos períodos de crise, no início dela em 2014 com uma queda brusca e recuperação rápida ( de 2.275 reais em fev para $2.204 em mai) e uma queda contínua no final de 2015 até meados de 2017, assim podemos trazer a lógica da dificuldade dos trabalhadores de barganhar por salários maiores num período de maior desemprego e também que no período de queda mais contínua as expectativas e justaposição de contratos acabam prolongando os efeitos reais da crise.
    Além disso, através do mesmo gráfico da amostra da PME (substituída pela PNAD) observamos que o mesmo período de 2014 em fev o rendimento médio era de 2.420 reais, e a diferença se dá pelo fato de que na amostra da PME considera-se apenas o trabalho principal do entrevistado, logo, caso pudéssemos comparar os dados de 2016-2017, muito provavelmente a queda na renda média seria muito maior que nos dados da PNAD, cobrindo outras fontes de renda e a considerada atração dos trabalhadores para trabalhos secundários e do mercado informal nos períodos de maior dificuldade financeira.
    base de dados:

    (queria tentar colocar a foto do gráfico aqui pra ficar mais visível mas de qualquer forma está bem fácil de achar pelo link)

  9. Post importante. Gostaria de chamar atenção para um momento importante da economia brasileira. É o ponto de inflexão no final de 2014. Parecia só um aumento cíclico da taxa de desemprego dentro do controle, porém a partir do 1° trimestre as coisas ficam mais claras: a taxa de desemprego estava crescendo num ritmo preocupante, saltando de 8% para 12% em 1 ano e meio (jan 2015 – jun 2016). Como sabemos, o Produto depende o estoque de capital (que é fixo no curto prazo) e do número de trabalhadores empregados, logo, pode-se prever uma queda no PIB. Para além disso, quando tem-se uma alta taxa de desemprego, há menos poder de barganha de salários nominais por parte das associações de trabalhadores, assim os salários nominais crescem menos e tem-se menor aumento no nível geral de preços. É exatamente isso que os dados nos mostram: a economia brasileira vinha de uma alta nos preços gerais desde 2014 mas em Março de 2015 o IPCA caiu substancialmente, de 1,32 a 0,22 (agosto 2015). Estranhamente depois de agosto os preços voltaram a subir paulatinamente até fevereiro de 2016 (IPCA = 1,27), enquanto a taxa de desemprego apenas aumentava (de agosto 2015 a fevereiro 2016 ela foi de 9% a 11,5%), ou seja, tivemos um período de estagflação, onde o PIB cai e a inflação aumenta. Terrível! O que será que causou isso em nosso país? A revista britânica The Economist já previa a catástrofe em 2013 quando lança uma matéria de capa criticando políticas econômicas brazucas na inesquecível edição de setembro “Has Brazil Blown Off?”. A causa dessa crise é objeto de cotrovérsias, qual será a resposta da Corrente Principal?

  10. Parabéns ao grupo!

    Lendo os dados que o grupo disponibilizou, mais especificamente sobre o desemprego, me lembrei da teoria desenvolvida pelo economista Arthur Okun, sobre a relação negativa entre desemprego e PIB. Em linhas gerais, essa lei afirma que quando o desemprego cai, o PIB cresce.

    No entanto, nos últimos anos, ela passou a ser questionada tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos. Por exemplo: Nos Estados Unidos, a recuperação econômica de anos recentes não estava sendo acompanhada por uma queda em intensidade correspondente na taxa de desemprego. Alguns economistas, inclusive, chamaram o fenômeno de “Recuperação sem empregos”, supostamente causada pela fragilidade fiscal do momento.

    Trazendo essa discussão para o caso brasileiro, mais especificamente no ano de 2012, observamos algo intrigante: Por que o desemprego não subiu no ano de 2012, dado que estávamos passando por um momento de baixa do PIB ?. A resposta dada pelos economistas do governo convergem para o mercado de trabalho. Segundo eles “a oferta de trabalho está diminuindo, então você precisa de um crescimento mais baixo para manter uma mesma taxa de desemprego. Também tem a explicação de que, no Brasil, é caro demitir. Quem contratou e depois investiu no treinamento procura evitar o custo de mandar embora. O ajuste foi feito com a redução das horas trabalhadas”. Essa questão é ampla e suscita, além de um raciocínio econômico, uma reflexão sobre as escolhas dos direitos que a sociedade julgou como justas, trâmites políticos, entre outros assuntos.

    Ainda sobre o mercado de trabalho, é valido destacar a importância que este mantém com a taxa de juros. Um mercado de trabalho com maior nível de atividade (Menor taxa de desemprego) produz inflação. Isto ocorre porquê dado uma certa margem de lucro das empresas -MarkUp-, o poder de barganha dos trabalhadores em relação a elevação dos salários aumenta. As empresas ao concederem a elevação dos salários, repassam esses aumentos dos salários ao custo de formação de seus produtos, o que torna o produto mais caro e, consequentemente, faz com que o nível geral de preços se eleve. Devido essa elevação do nível geral de preços, temos, então, o inicio de um processo inflacionário, isto é, a perda do poder de compra da moeda em termos reais, já que, devido a justaposição dos contratos, o reajuste dos salários não acompanham a elevação do nível de preços. Isso ocorre porque os ajustes dos salários ocorrem com uma certa periodicidade pré estabelecida (trimestral, semestral, anual, etc), diferente da inflação que é contínua.

    Fontes: https://www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-caldeiras/3005522/lei-de-okun-segue-em-vigor-no-brasil

    Macroeconomia. Autor: N Gregory Mankiw
    .

  11. Com as informações trazidas pelo post vemos que a taxa de desocupação permanece elevada e podemos nos questionar como esses dados refletem nas decisões das pessoas? Como afatam suas escolhas?
    A cada 10 brasileiros que estavam trabalhando no terceiro trimestre de 2018, cerca de 4 atuavam na informalidade, apontam os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
    Entre junho e setembro de 2018, o país registrou 92,6 milhões de pessoas ocupadas. Dessas, quase 43%, ou 39,7 milhões de pessoas, não tinham carteira assinada, somando empregados do setor privado e público sem registro, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, trabalhadores doméstico sem carteira e quem trabalha em família. A renda do trabalhador sem carteira assinada é menos da metade da renda de quem atua com registro em carteira. Em 2017, os informais recebiam, em média, 48,5% dos rendimentos dos formais. Assim, o cenário atual faz com que as pessoas aceitem trabalhar por salários menores.
    Como estudamos em aula, fatores como as questões institucionais também afetam o cenário do mercado de trabalho.
    Em 2017, entrou em vigor a reforma trabalhista, a mais profunda mudança já realizada na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) desde que ela foi criada, em 1943. Foram instituídas alterações em questões como férias, jornada de trabalho, remuneração e plano de carreira, foram implantadas novas modalidades de trabalho, como o home office e o trabalho intermitente (por período trabalhado).
    Assim, essa série de escolhas por parte de empresas e trabalhadores impacta na economia uma vez que diminui a arrecadação de obrigações relacionadas ao trabalho, aumenta a de tributos relacionados à produção, aumenta a quantidade de emprego instável e de baixa renda que não oferece acesso aos financiamentos e créditos normalmente disponíveis ao setor formal, entre diversos outros fatores.

  12. Fazendo um paralelo com os dados do post, a economia brasileira segundo alguns indicadores está melhorando devagar, mas ainda assim vem apresentando melhoras. Então por que a taxa de desocupação se mantem alta ? Seria uma dificuldade em criar empregos pós-crise? Pensando pelo lado das empresas, talvez elas precisem recuperar ainda uma parte de seus prejuízos antes de voltarem a assumir custos como o de contratar novos trabalhadores. Alguém teria outra explicação para este fato ?

  13. Podemos ver através dos dados como a variável “taxa de desocupação” se comporta perante aos choques econômicos, principalmente quanto ao nível de flutuação da economia, nunca estamos no equilíbrio de Médio Prazo (Equilíbrio Estacionário) mas, tentamos nos aproximar e sempre que ocorrem choques, o equilíbrio muda para outro “ponto”, podemos relacionar a taxa de desocupação com esse breve conceito, justamente em períodos que a economia brasileira sofreu vários choques é possível ver como essa variável apresentou menor consistência, apresentando maior distância entre pontos de de pico e pontos de queda, portanto, uma flutuação mais significativa.

  14. Primeiramente, parabéns ao grupo.
    Fiquei com uma dúvida sobre a relação entre a taxa de juros, mostrada na publicação da última semana, com a taxa de desemprego; sabemos que o I é dependente da taxa de juros, que quanto maior impossibilita novos projetos de serem realizados; porém vimos q a taxa de juros caiu de 14,25% para 6,5% entre janeiro de 2016 e agosto de 2018, entretanto nesse mesmo período a taxa de desemprego subiu de 9% a aproximadamente 12%. Sendo que novos projetos podem ser realizados, assim criando mais empregos, por que a taxa de desemprego subiu ainda mais em vez de cair?

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