Ensinando Economia, Inflação, Nível de atividade

G-H: Inflação: Principais Indicadores

A inflação é uma elevação sustentada do nível geral de preços da economia e a taxa de inflação é a taxa à qual o nível de preços aumenta. Dessa maneira, a fim de verificar o comportamento geral dos preços, as tendências do mercado, as diferenças entre cada região do país e de auxiliar a formulação de políticas econômicas, foram criados os índices de inflação. Cada índice mede a variação dos preços de uma lista específica de produtos (cesta) ou serviços, como alimentos, moradia, transporte, educação, entre outros. Como boa parte das negociações econômicas são baseadas em contratos, observar as variações nos principais indicadores pode evitar futuras situações financeiras desagradáveis, como a perda do potencial de compra.

Estes índices são calculados por várias instituições, dentre elas temos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Os principais índices utilizados no Brasil são:

IGP (Índice Geral de Preços):

-Instituto responsável: FGV – Fundação Getúlio Vargas;
-O que é medido: variação de preços através de uma média ponderada de três índices: INCC (10%), IPA (60%) e IPC (30%);
-INCC (Índice Nacional de Preços da Construção Civil): mede a variação de preços na construção civil como, por exemplo, mão de obra, materiais de construção e serviços e é utilizado em financiamentos diretos de construtoras;
-IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): mensura a variação de preços de produtos industriais e agrícolas dos atacadistas ao varejo, sendo calculado para três intervalos diferentes (M, DI e 10);
-IPC (Índice de Preço ao Consumidor): mede o aumento de preços no varejo para famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, os dados utilizados são referentes a sete capitais;
-Características: muito usado em contratos de longo prazo como, por exemplo, reajuste de aluguéis.

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo):

-Instituto responsável: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
-O que é medido: a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos;
-Características: utiliza dados das 11 principais regiões metropolitanas do país.


Mas por que existem tantos índices de inflação?

Há vários índices que mostram o quanto os preços sobem ou descem em determinados períodos além dos demonstrados acima, como o IPC-S, IGP-M, IGP-DI, entre outros. Cada índice aponta uma inflação “diferente”: isso acontece porque a alta de preços não atinge todo mundo da mesma forma. Quem tem carro, por exemplo, vai sentir mais no bolso a alta da gasolina; quem come mais carne vai sentir mais se esse produto subir.

Assim, os diferentes índices usam, no cálculo, faixas de renda diferentes, regiões diferentes, itens diferentes e até períodos diferentes. Isso contribuiu também para tornar mais segura a medição, já que há fontes diferentes calculando a inflação.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br):

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), divulgado desde março de 2010, tem como objetivo mensurar a evolução contemporânea da atividade econômica do país e contribuir para a elaboração de estratégia de política monetária. Trata-se de indicador de periodicidade mensal, que incorpora variáveis consideradas como proxies para desempenho dos setores da economia. Por se tratar de indicador agregado de atividade, a taxa de crescimento do IBC-Br é frequentemente comparada à do Produto Interno Bruto (PIB).


Fontes Utilizadas:
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html?=&t=o-que-e
https://sidra.ibge.gov.br/tabela/1419#/n1/all/n7/all/n6/all/v/63,69,2265/p/all/c315/7169,7170,7445,7486,7558,7625,7660,7712,7766,7786/d/v63%202,v69%202,v2265%202/l/v,c315,t+p/resultado
IBC-BR: htps://www.bcb.gov.br/conteudo/relatorioinflacao/EstudosEspeciais/Metodologia_ibc-br_pib_estudos_especiais.pdf
http://dados.gov.br/dataset/24363-indice-de-atividade-economica-do-banco-central-ibc-br?fbclid=IwAR0_X3grqnfueB0HfW8d40AALg6QXygmaDbHEkFYxf891pvC18zRrQT-Jbs
https://blog.guiabolso.com.br/2014/12/15/quais-os-principais-indices-de-inflacao/
https://fiis.com.br/indices-de-inflacao/
http://g1.globo.com/economia/inflacao-como-e-medida/platb/
https://www3.bcb.gov.br/sgspub/consultarvalores/consultarValoresSeries.do?method=getPagina

Grupo H – Macro 2019

13 comentários em “G-H: Inflação: Principais Indicadores”

  1. Gostaria de trazer mais um índice de preços para nossa discussão, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede aumento médio dos preços para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos e é utilizado para o reajuste do salário mínimo (até 2019, o crescimento do PIB também era considerado). Esse índice é composto majoritariamente por alimentação e bebidas (28,27%, enquanto representa 23,12% do IPCA) e transportes (16,14%, enquanto representa 20,54% do IPCA). Apesar das diferenças entre esses índices, eles andam bem próximos, como mostram os dados desde 2010 (https://drive.google.com/file/d/1_ATgTLHnPC_iReizwjNmkwyXfLrk6DyE/view?usp=sharing).

  2. Como dito pelo grupo, cada índice aponta uma inflação “diferente” dado que a alta ou baixa de preços não atinge todos da mesma forma. Façamos uma comparação entre os índices IPCA e IGP-M (apesar de este não conter gráfico no post, utilizaremos um gráfico do IGP-M retirado externamente para analisarmos o funcionamento dos diferentes índices.)

    Vamos usar como referência o período de 1995 – 2010.
    A média anual do IPCA,nesse período, foi de 7,52%, enquanto que a média anual do IGP-M para o mesmo período foi de 9,56%.
    O IGP-M, conforme vemos, apresenta maior volatilidade do que o IPCA. Ou seja, a variação do índice é maior. Costuma subir mais, da mesma maneira como cair mais.

    Dado que o IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços referentes ao consumo pessoal das famílias, podemos concluir que a variação de preço nesse segmento é menos volátil que a variação de preço no setor avaliado pelo IGP-M (desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais).

    https://hcinvestimentos.com/2011/02/21/ipca-igpm-inflacao-historica/

  3. O Grupo trouxe, dentre outros índices, o IPCA, que é calculado a partir da média dos aumentos mensais nos preços dos produtos e serviços mais consumidos (dentre 1 e 40 salários mínimos) como alimentação e habitação. Ao analisar o gráfico trazido, é possível ver períodos, por exemplo entre 2015 e 2016, em que a variação percentual do índice em janeiro de ambos os anos foi bem alta (1,24% e 1,27% respectivamente). Isso poderia ser interpretado como um resultado de uma saturação de mercado comum em épocas de final de ano – sabendo que os preços de final de ano costumam ser mais altos.
    Entretanto, é possível ver que no meio desse período há uma grande queda – em um mês o índice passou de 0,62%, em julho, para 0,22%, em agosto –, a maior em todo o espaço amostral trazido pelo gráfico. Uma das possíveis hipóteses que podem ser traçadas é a de que entre 2015 e 2016 o país passou por uma crise, elevando o desemprego, e “forçando” os preços para baixo, possibilitando o consumo. Dessa forma a queda dos preços refletiu possivelmente na queda do IPCA.
    Os números específicos das porcentagens foram tirados da tabela completa de séries históricas do IBGE: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html?=&t=series-historicas
    Aqui segue uma notícia do G1, cuja manchete atenta para o fato de agosto de 2015 ter tido “a maior taxa de desemprego desde 2009”: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/desemprego-fica-76-em-agosto-diz-ibge.html

  4. Ao analisar o último gráfico exposto pelo grupo, é interessante perceber que, na maioria dos anos, a variação do IBC-Br permanece entre -1 e 1 unidade percentual. Contudo, nota-se alguns picos que chamam bastante a atenção.
    Durante o segundo trimestre do ano de 2018, é observado uma queda acentuada do IBC-Br, seguido de aumento quase que proporcional. Essa queda indica grande abalo na atividade econômica do Brasil, a qual foi fortemente prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros realizada no mês de maio do ano em análise, que afetou praticamente todos os setores da economia do País. Em junho, a greve dos caminhoneiros arrefeceu e a atividade econômica voltou a se movimentar, com uma alta do IBC-Br que demonstrou uma recuperação praticamente total da queda do mês anterior. Contudo, o aumento não foi suficiente para indicar uma variação positiva das atividades no segundo trimestre de 2018.
    Dessa forma, o Índice de Atividade Econômica é uma boa ferramenta para análise de crescimento, visto que reflete o desempenho e ritmo da economia brasileira.

    Uma notícia veiculada no período: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/08/com-caminhoneiros-economia-cresce-09-no-primeiro-semestre-diz-bc.shtml

  5. Como dito pelo grupo, o IPCA é medido com o custo vida médio da população com renda entre 1 e 40 salários mínimos nas 11 principais regiões metropolitanas do país. Porém há mais o que dizer sobre a forma que o IPCA é calculado. O IPCA usa uma média ponderada de principais bens e serviços consumidos pela população, segundo a seguinte lista: Alimentação e bebidas (23,12%); Artigos de residência (4,69%); Transportes (20,54%); Comunicação (4,96); Despesas pessoais (9,94%); Habitação (14,62%); Saúde e cuidados pessoais (11,09%); Vestuário (6,67%); Educação (4,37%). Ainda assim,o IPCA considera 465 subíndices no cálculo da inflação.
    O IPCA é utilizado pelo BAnco Central para desenvolver a sua política monetária; Fonte: https://www.btgpactualdigital.com/blog/financas/ipca-o-que-e

  6. Muito interessante os dados do IPCA do Brasil de 2012 até 2019, nele vemos que os picos mais altos de qualquer ano (exceto 2018 e 2019) seguem uma tendência: são sempre no último mês. Esse fato é relacionado a maior demanda nesse mês dado a datas comemorativas, mês de férias e 13° salário, onde há um incentivo a consumir bens de luxo e esses impactam o índice de preços. Em 2018 nota-se a diferença: Não segue a lógica. Porquê? Em dezembro desse ano, os principais impactos vieram dos alimentos para consumo em casa, cujos preços aceleraram a alta a 0,50 por cento em dezembro de 0,34 por cento antes. Em oposição, Transportes registrou deflação de 0,54 por cento, com destaque para a queda de 4,25 por cento de combustíveis,causado pela pressão da greve dos caminhoneiros. Habitação também registrou queda no mês, de 0,15 por cento. Esses últimos foram relevantes ao ponto de não permitir a tendência dos outros anos em 2018.

    Agora, olhando para o IBC-Br temos uma variação equilibrada, diferentemente de maio de 2018. Nesse mês a economia se retrai cerca de 3%, algo diferente e questionador. Vamos lá, em maio de 2018 teve a greve dos caminhoneiros o que afetou a oferta de vários setores como varejo, indústria e serviços relacionados. Tudo isso gera uma retração na atividade econômica, que no caso foi de 3,34% (segundo, IBC-Br). Em Junho, a recuperação da economia é visível no gráfico, temos um aumento por volta de 3% na atividade econômica!

  7. Ao ler o post do grupo fui pesquisar mais sobre o IBC-Br e sua relação com o PIB.
    A base metodológica do cálculo do IBC-Br tem como referência o SCN (sistema de contas nacionais). Por ser calculado pela ótica da oferta, ou seja, da produção dos três setores econômicos (agricultura, indústria e serviços), o IBC-Br não adota procedimentos de balanceamento entre oferta e demanda. Já a estimação do PIB procura compor um quadro mais abrangente, equilibrando dados da oferta com os da demanda e, consequentemente, utilizando maior fluxo de informações.
    No gráfico apresentado no link abaixo é possível observar que a variação de ambos segue a mesma tendência. Encontramos algumas diferenças em 2008, 2009 e 2010 por conta da crise financeira internacional que resultou em uma grande queda e depois em sua recuperação, quando a série do IBC-Br apresentou oscilações de maior amplitude. A maior variação no IBC-Br pode ser explicada por uma queda maior nas atividades economicas do lado dos que ofertam bens e serviços do que daqueles que demandam.
    Assim o IBC-Br e o PIB apresentam pequenas diferenças em certos momentos de instabilidade ou atividades inesperadas.
    Portanto, o PIB é mais utilizado para mensurar o crescimento econômico de um país em determinado período, já que envolve fotores a mais que a produção e que também tem relevância nessa análise, como o investimento ou o consumo, por exemplo. Já o IBC-Br é mais utilizado pelo Banco Central, para formular sua política monetária.

    Aspectos metodológicos e comparações dos comportamentos do IBC-Br e do PIB
    PDFhttps://www.bcb.gov.br › EstudosEspeciais

  8. Olhando os gráficos trazidos no texto, do IPCA e do IBC-Br, acabei percebendo uma variação um tanto quanto simétricas, ou seja, quando há uma queda do índice de ativ. econômica, que está ligado ao produto, de acordo com o observado em sala de aula, quando o produto sobe, os preços em média também sobem, dada as devidas distorções de outras variáveis, o ciclo nos dois gráficos é muito parecido.
    Assim, olhando por exemplo uma variação mais nítida, percebemos que a queda da atividade econômica em meados de 2018 é seguida por uma grande alta nos preços.

  9. Parabéns ao grupo!

    Refletindo sobre o que o grupo expôs sobre a inflação e procurando mais informações na internet, me deparei com um infográfico bem interessante, que ilustra de maneira clara a perda do poder de compra de uma determinada quantia de dinheiro no decorrer do tempo. Para quem tiver interesse: http://g1.globo.com/economia/inflacao-efeitos/platb

    Gostaria de destacar, também, o impacto que a inflação tem sobre as expectativas dos agentes ao fazerem seus investimentos atrelados a algum indicador de inflação: Quando os agentes acreditam que a inflação se manterá elevada por um certo período de tempo, partindo-se do pressuposto de expectativas racionais dos agentes do mercado, os investimentos atrelados a indexadores pós fixados se elevam, em detrimento dos pré-fixados, dado que os agentes querem manter o seu poder de compra, isto é, querem proteger o seu investimento do efeito corrosivo inflacionário.

    O mesmo raciocínio se aplica quando os agentes partem da ideia de que a inflação se manterá baixa por um certo período de tempo do investimento: Quando há a expectativa que a inflação será baixa, os investidores tendem a investir mais em títulos pré-fixados. Isto é, títulos que não estão protegidos do efeito inflacionário. A contrapartida de do maior risco assumido é a expectativa de maior rentabilidade . Ou seja, pode ser que caso o agente faça uma análise equivocada do futuro, perca dinheiro, dado que ele projetou uma inflação baixa e houve no período uma inflação alta.

    Interessante notar como, em média, a inflação está relacionada com a atividade econômica. No geral, em momentos de maior atividade econômica (menores taxas de desemprego), é de se esperar maiores taxas de inflação, dado que a taxa de mark up das empresas está fixa e que o principal componente dos custos das empresas é o salário dos trabalhadores, que conseguem apresentar um maior poder de barganha e, portanto, uma elevação dos salários que é repassada aos custos dos produtos pelas empresas, gerando uma elevação do nível geral de preços.

    No entanto, há cenários também em que observamos Estagflação, isto é, cenários em que ocorre elevados níveis de desemprego com altas taxas de inflação. Esse fenômeno ocorre principalmente quando há excesso de concessão de crédito pelos bancos, elevando a base monetária, seguida de elevação das taxas de juros. A elevação da taxa de juros ocorre porque o Bacen precisa controlar a inflação. Quando o Bacen eleva as taxas de juros, ele faz com que as empresas e as pessoas tenham que refinanciar suas dívidas a uma taxa bem maior do que foi acordado numa ocasião anterior. Toda essa tentativa de sobrevivência por mais crédito para refinanciar a dívida, pode trazer a falência de empresas e, por conseguinte, desemprego para os trabalhadores.

  10. Focando no Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), mencionado e explicado no texto, podemos relacionar as suas variações com os acontecimentos ao longo de cada ano. Em 2014, por exemplo, podemos observar uma queda brusca do índice antes da metade do ano, que bateu um pouco menos de -2% de variação mensal, e pode ter sido ocasionada pela deflagração da operação lava jato, diminuindo a confiança no país, tanto no setor externo quanto no interno, desacelerando a produção de maneira considerável. Além disso, em 2018 podemos observar mais um período de queda acerca do segundo trimestre – cerca de -3% – que pode recordar as consequências à economia que a greve dos caminhoneiros em maio trouxe, abalando todos os setores e a confiança de empresários e consumidores, recuando a produção industrial (em 10,9%) e as vendas no comércio (em 0,6%), de acordo com o G1 em: https://g1.globo.com/economia/noticia/greve-dos-caminhoneiros-provoca-estragos-na-economia-e-deve-dificultar-retomada.ghtml

  11. Foi interessante descobrir que o IPCA faz uma média dos preços das cestas de pessoas com renda de 1 a 40 salários mínimos. Porém, esta média tem que ser ponderada, já que a renda média da população encontra-se absurdamente mais próxima de 1 salário mínimo do que 40. Ou seja, a cauda do lado direito da média da distribuição é muito maior do que a cauda da esquerda. Mas este não é o ponto do texto.
    Gostaria de chamar a atenção para o a variação IPCA em junho de 2017. Ela foi de (-0,23%). Ou seja, os preços caíram em média 0,23%. É claro que isso não é motivo para susto, mas é digno de nota, já que nossa última deflação foi em junho de 2006 (-0,21%), 11 anos atrás. Sabemos que a deflação de 2017 tem a ver com o baixo desempenho da economia (crescimento baixíssimo do PIB). Agora, me pergunto por que será que tivemos uma deflação em 2006? Verifiquei no IPEADATA que houve um queda do PIB real neste período. Será que foi pela diminuição da Demanda Agregada via Gastos? Já que o então Presidente era Lula, que fez seu primeiro mandato com austeridade fiscal (bons tempos…) ao lado do então ministro Palocci.

    fontes:
    IPCA – https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html?=&t=series-historicas
    PIB real – http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=38414

  12. Como o IPCA serve de base para a implementação de políticas econômicas do governo, ele se relaciona também com uma série de outros índices. O mais significativo deles é a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.
    O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável por determinar a taxa de juros do país periodicamente, se baseia no IPCA na hora de tomar a decisão.
    Conforme o indicador, ele decide se vai aumentar ou baixar os juros para controlar os preços do mercado.
    Em outros termos, quando o governo precisa controlar a inflação, ele aumenta a taxa de juros para restringir o crédito ao consumidor, frear o consumo e, assim, estimular o comércio a baixar seus preços, diminuindo a inflação.
    Já quando a inflação está sob controle, o governo pode baixar a Selic para acelerar o crescimento econômico.

    Fonte: https://www.btgpactualdigital.com/blog/financas/ipca-o-que-e

  13. O brasil começou a partir de 1999 a adotar as ” metas de inflação”, definidas pelo conselho monetário nacional, com base no índice IPCA. A partir daí, o COPOM virou o responsável por executar a política monetária denominada taxa selic para que a meta seja atingida. Caso a inflação ultrapasse a meta estipulada pelo CMN, o presidente do banco central deve explicar o motivo do não cumprimento da meta através de uma carta aberta ao ministro da fazenda.

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