Cultura Econômica

Carreira Profissional e Protagonismo Feminino

 

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, profissionais mulheres, com percursos e etapas de desenvolvimento diferentes de suas carreiras na área de negócios, comporão uma mesa redonda em que compartilharão com estudantes e professores da FEARP/USP os desafios enfrentados em suas carreiras, principalmente os associados a questões de gênero.
O tema é de interesse de todos, mulheres e homens, já que todos atuarão em ambientes cada vez mais comprometidos em aumentar a sinergia que advém da diversidade e em diminuir as discriminações em geral e de gênero, em especial, que é o foco deste evento.

Convidadas:

Ana Malvestio 
Sócia da PwC Brasil | Líder de Diversidade & Inclusão | Agronegócio | Partner at PwC Brasil | D&I Leader | Agribusiness
PwC Brasil
https://www.linkedin.com/in/anamalvestio/

 

 

 

Regina Madalozzo
Associate Professor and Coordinator of the Professional Master in Economics at Insper
Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa
http://lattes.cnpq.br/5513340519508432

 

 

 

Amanda Mantovani 
Ex-aluna de ECEC da Fearp/USP
Gerente de Trade Marketing
AmBev
linkedin.com/in/amanda-mantovani-09285353

 

 

 

Compareçam!!
Data: 07/03/2018
Horário: 17h
Local: FEARP/USP – Auditório Ivo Torres
Avenida Bandeirantes, 3900 – Ribeirão Preto / SP

PRÉ-INSCRIÇÃO: http://bit.ly/Evento0703

Realização:
Comissão de Acolhimento e Orientação – CAO-FEARP
CA FLAVIANA
Apoio:
FEARP/USP
CAV-Mulheres
Chama as Mina – Atlética FEA USP Ribeirão Preto

Cultura Econômica, Nível de atividade

PIB, desemprego – Brasil, emergentes e desenvolvidos: desempenhos comparados

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“Para Keynes, os empresários buscam as melhores previsões possíveis sobre as suas receitas futuras, tanto referente a expectativa dos preços, que o fabricante almeja obter com o produto finalizado, como a expectativa de rendimentos futuros, quando agrega um valor a um produto que irá revender. Essas expectativas podem ser de curto e longo prazo, e são essas expectativas que irão determinar o montante de emprego que a firma irá oferecer. Portanto, a produção, com o seu volume, somente irá determinar e atuar com influência sobre a quantidade de emprego se as expectativas dos empresários mudarem no decorrer do tempo. Logo, o efeito sobre a taxa de desemprego só irá ocorrer “depois de um lapso de tempo considerável”(KEYNES,1985).

Desempenhos comparados: Países desenvolvidos (G7)

Figura 1. Criação do grupo4-C- figura 1

Figura 2. Criação do grupo
4-C- figura 2

De acordo com os gráficos, o PIB teve uma queda significativa entre os anos de 2008-09, decorrente da conjuntura internacional. Percebe-se que todos os países do G7 e os seus complementares que estão na UE, apresentaram um PIB de 3 até quase 6 pontos negativos na queda percentual do PIB.

Em 2009, a Alemanha, uma das maiores economias da UE, teve a sua maior retração, desde o fim da Segunda Guerra. Encolhendo-se em torno de 5% em 2009, muito pela queda de investimentos e exportações(EGELER,BUHRS, 2010). Comparando com o desemprego, segundo Krämer: “Se as empresas na Alemanha produzem 5% a menos, então também alegam precisar de 5% a menos de funcionários, o que implicaria o corte de 2 milhões de empregos. Isso prova o quão problemático é quando a economia retrai 5%”. O número de emprego em 2009 se manteve estável ao ano anterior, o que se reduziu em 2009 foi a jornada de trabalho, reduzindo-se em média de 2,8% as horas trabalhadas(BUHRS, 2010).

No quesito desemprego, o Brasil teve em 2009 praticamente a mesma taxa da média dos países desenvolvidos, percebe-se uma diferença brusca nos anos seguintes, com uma estimativa de maior desemprego para 2016-17, beirando as taxas da Itália e da França.

Desempenhos comparados: Países emergentes e Brasil (BRICS)

Figura 3. Criação do grupo

4-C- figura 3
Figura 4. Criação do grupo
4-C-figura 4

 Os BRICS foram identificados como economias grandes e de crescimento rápido que teriam papéis globais cada vez mais influentes no futuro. Mas a desaceleração econômica que o Brasil está passando se repete em todo o grupo. No Brasil, uma conjugação de fatores internos e externos que determinaram o baixo dinamismo da economia no período recente.

Já a Rússia é criticada por ter um ambiente de negócios difícil, devido à burocracia e incertezas sobre o sistema legal. Jim O’Neill (responsável pelo termo “BRICS”) afirma que o país precisa de normas confiáveis de direito empresarial. Mesmo assim a Rússia apresenta taxas de desemprego abaixo do Brasil.

China é possivelmente a mais preocupante para o resto do mundo. O país tem registrado taxas extraordinárias de crescimento econômico há muito tempo e taxas de desemprego muito baixas, podendo representar que sua economia está muito aquecida.

A Índia aparentemente é o que está causando menos ansiedade nos mercados. O crescimento ganhou força nos últimos anos. Pode ser considerado como resultado de reformas e política macroeconômica voltada ao crescimento (aliada à geração de empregos). Junto com a China, a Índia apresentou crescimento do PIB com desemprego em torno de 4% nos últimos anos.

O desempenho da África do Sul em termos de crescimento e de redução do desemprego tem estado muito abaixo da China e da Índia. As razões para o elevado desemprego estão associadas a baixa demanda internacional por commodities e à fragilidade do setor manufatureiro voltado para as exportações, que tem vivenciado uma redução de lucratividade, fator que compromete a geração de empregos e o estímulo ao crescimento.

FIGURA 5 4-C- figura 5

O gráfico acima relaciona o desempenho do PIB e o desemprego no Brasil. Para o período de 2014 em diante a relação se tornou inversamente proporcional, com a queda do PIB e o aumento do desemprego. Percebe-se que a queda do PIB de 2013-14, influenciou levemente o mercado de trabalho, gerando até uma diminuição do desemprego. 

Fontes:

KEYNES,John Maynard; A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; Ed.Nova Cultural;1985; São Paulo

http://www.dw.com/pt/brasil-pressiona-resultado-global-negativo-diz-fmi/a-19182298 http://www.dw.com/pt/alemanha-passou-pela-pior-recessão-desde-o-pós-guerra/a-5124646 http://www.dw.com/pt/ue-lutará-com-alto-endividamento-nos-próximos-anos/a-4296360

http://www.dw.com/pt/comissão-europeia-anuncia-más-perspectivas-conjunturais-na-zona-do-euro/a-4227300

Http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2016/01/weodata/index.aspx

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141130_brics_atualiza_lab

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182009000300004 http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2012/artigos/e2012_t00177_pcn50520.pdf http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/04/epoca-negocios-brasil-e-pais-lider-em-desemprego-aponta-estudo.html http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/04/desemprego-no-brasil-chega-maior-taxa-da-serie-historica-do-ibge.html http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/desemprego-fica-em-102-no-trimestre-encerrado-em-fevereiro.html

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3144 http://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/destaques/2016_04_20_nota_informativa_pnadc.shtm http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/joao-borges/2016/04/20/VELOCIDADE-DA-PIORA-DO-DESEMPREGO-SOBE-COMO-FOGUETE.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2016/04/20/DESEMPREGO-SOBE-PARA-102-NO-TRIMESTRE-ENCERRADO-EM-FEVEREIRO.htm

AUTORES: GRUPO C – Macro I

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Cultura Econômica, Nível de atividade

Grandes Números das Contas Nacionais Recentes

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“O Sistema de Contas Nacionais surgiu com a tentativa de se investigar o funcionamento dos componentes da economia de forma agregada, suas relações e a lógica do sistema econômico como um todo. Após a situação enfrentada pela economia mundial na década de 1930, depois do colapso de 1929 e o desemprego e recessão dele resultante, o debate econômico passou a dar mais atenção à importância de se medir as transações econômicas de maneira agregada.

2-M-fig0A origem do Sistema de Contas Nacionais remete ao ano de 1947 quando um comitê de especialistas da Liga das Nações liderado pelo economista Richard Stone propôs a sistematização das contas nacionais, em 1953 a ONU publica outro informe com recomendações para a compilação de sistemas de contas nacionais afim de unificar os sistemas de contas utilizados nos países.

O Caso Brasileiro

Nossa estrutura de contas nacionais congrega cinco contas importantes: Conta de Produção, Conta de Apropriação, Conta de Capital (chamada também de Acumulação), Conta do Setor Externo (também chamada de Transações Correntes com o Resto do Mundo) e Conta do Governo. Entre elas, a conta de produção é a mais importante e é por causa dela que as demais existem, na conta de produção é contabilizado o PIB a preços de mercado.

Conta de Produção

2-M-fig1.Conta de Produção A conta de produção apresenta do lado do débito (esquerdo) a remuneração do fator trabalho realizado pelas empresas na forma de salários, juros e aluguéis. Já o lado do crédito (direito) apresenta o que as empresas receberam daqueles que consumiram seus bens e serviços produzidos, representando a despesa bruta que em números é equivalente ao PIB.  Como se percebe do lado do crédito a rubrica “Importações bens/serviços não fatores” está negativa, sendo

C = Consumo Final da Famílias,

G = Consumo Final das APUs

I = FBCF + Variação de Estoques

X = Exportação

-M = Importações

Assim temos, Y = C + I + G + (X-M).

Nos gráficos abaixo podemos analisar a evolução do consumo das famílias, governo e a evolução do PIB

2-M-graf1

 

2-M-graf2

 Conta de Apropriação

2-M-fig2.Conta de ApropriaçãoOs principais agentes desta conta são as famílias (ou indivíduos), são eles que se apropriam e alocam a renda gerada na economia da forma que lhes convém. No quadro 02 podemos ver como se dá a aplicação das remunerações, neste caso elas tomam dois caminhos diferentes como podemos consumo e poupança.

Conta do Setor Externo

É nesta conta que são registradas as transações financeiras de um país com o resto do mundo. Do lado esquerdo (débito) se contabiliza o gasto de não residentes com bens, serviços e ativos adquiridos no nosso país (exportações) e também as rendas recebidas do setor externo. Já do lado do crédito (lado direito) ficam contabilizados os bens, serviços e ativos adquiridos no exterior (importações) como também as rendas de residentes enviadas ao exterior.2-M-fig3.Conta de Transações Correntes

Segue uma breve análise sobre as transações correntes do Brasil com o exterior. Podemos observar pelo gráfico que a partir do ano de 2007 o país vem apresentado um saldo negativo em suas transações correntes. Em 2014 o saldo negativo chega ao maior nível de todos, com déficit de $ 104,2 bilhões.


2-M-graf3

 

Conta de Capital

2-M-fig4.Conta de Acumulação Do lado do débito tem-se a formação bruta de capital fixo (ou investimento bruto) e a variação dos estoques. Na Formação Bruta de Capital Fixo é contabilizado aqueles bens que são utilizados para produzir outros, são em geral máquinas, equipamentos e instalações industrais. Sua análise nos permite avaliar se a capacidade de produção de um país está crescendo ou diminuindo.

 

No gráfico abaixo temos uma evolução recente da FBCF em volume e variação percentual

2-M-graf4

Conta do Governo

 2-M-fig5.Conta Corrente Adm PublicaA conta do governo é muito semelhante à conta de apropriação. Da mesma forma que esta busca mostrar o destino que as famílias dão às rendas que recebem por serem proprietárias dos fatores de produção, a conta do governo procura evidenciar:  qual foi o valor da receita total do governo num determinado período de tempo; e como o governo a alocou.”

 

 

 

Autores: GRUPO M – Macro I

 

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Cultura Econômica, Economia

Principais Escolas do Pensamento Macroeconômico

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“Análises econômicas existiam já no mercantilismo, com temas como preço, emprego e produto. Porém, foi apenas com a Escola Clássica que a economia se aproximou de aspectos científicos. Assim como uma miríade de outras teorias, como as que serão tratadas nesse texto, a Escola em questão é criada para contrapor visões até então tidas como grandes verdades, no caso, contra as práticas mercantilistas.

  • Clássicos
1-D-AdamSmith
Adam Smith

Como grande expoente dos Clássicos, temos Adam Smith. Suas teorias tinham como ponto central o liberalismo econômico. As maiores críticas, nesse sentido, foram acerca da defesa ao monopólio e protecionismo, bem como às políticas fiscais e monetárias. Os estudos clássicos consideravam que os mercados operavam em concorrência perfeita, com a atuação de agentes racionais, e que, portanto, o livre mercado levaria a uma otimização, alcançada com o equilíbrio. Outro ponto contestado era a determinação da riqueza de um país pelo acúmulo de seus metais preciosos. Uma nova concepção de riqueza contribuiu para o surgimento da Teoria Quantitativa da Moeda, com a qual se determinaria, no longo prazo, o nível de preços, explicando, portanto, o aumento constante da inflação nos séculos anteriores: causada pelo aumento da quantidade de moeda.

  • Keynesianos
1-D- keynes
John M. Keynes

A escola keynesiana surgiu com a publicação do livro “Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda”, 1936, de John Maynard Keynes. Tal obra foi publicada em contraposição ao pensamento clássico, que falhou em explicar e gerenciar a Crise de 29. Um dos fundamentos keynesianos é de que o ciclo econômico não é completamente racional e autorregulador, como defendiam os clássicos; também é muito determinado pelo “espírito animal” dos agentes econômicos, um comportamento irracional que move a vontade de produzir, investir e consumir, independentemente das instabilidades da economia.

Keynes representou uma quebra com o “laissez-faire” clássico. As visões inovadoras e inúmeras contribuições para o pensamento econômico dessa escola são relevantes até hoje e desempenham um papel importante no processo decisório de políticas econômicas.

  • Novo Clássicos
1-D-RobertELucas
Robert Lucas

Após um intenso período de expansão conhecido como a Era de ouro do capitalismo (pós Segunda-Guerra), a década de 1970 marcou o fim do ciclo virtuoso para as economias desenvolvidas. E, deparando-se com um quadro de recessão, alguns economistas voltaram a atenção à construção da Nova economia Clássica, oposta à keynesiana e crítica quanto a ortodoxia vigente, moldada a partir de modelos neoclássicos e focada na microeconometria, na racionalidade dos agentes e suas expectativas. Um dos maiores expoentes dessa construção é Robert E. Lucas Jr, reconhecido como fundador da escola Novo Clássica. Em 1995, foi-lhe concedido o Nobel de Economia pelos seus estudos relacionados, principalmente, à macroeconomia de curto prazo. Com isso, a possibilidade de se modelar um fenômeno aparentemente imprevisível, os ciclos, não apenas constituiu um avanço metodológico, mas também, um maior grau de similaridade entre as teorias micro e macroeconômica.      

  • Novo Keynesianos
1-D-GeorgeAkerlof
George Akerlof
1-D-Joseph stiglitz
Joseph Stiglitz

Esses economistas compartilham da adoção de uma racionalidade do consumidor, mas sabem também da influência das imperfeições no mercado. Defendem a ideia da existência de rigidez de preços e salários, explicando-a em relação ao “custo de menu”, o qual influencia nas determinações do lucro. Esse custo pode levar a flutuações econômicas, quando considerado o comportamento dos consumidores, os quais não conseguem determinar sua programação financeira livremente. Essa é a ideia da assimetria de informações, que garantiu o Nobel de economia a George Arthur Akerlof e Joseph Stiglitz, ambos Novo Keynesianos.

Apesar da rigidez, os preços e salários oscilam em torno do equilíbrio no curto prazo. Esse é um movimento lento, que se estabilizaria no longo prazo, no qual os mercados se equilibram, a curva de oferta agregada é inelástica e o desemprego involuntário, inexistente.

Fontes de pesquisa:

  • Sites e artigos:

http://www.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/keynes_e_os_novos_keynesianos.pdf

https://www.maynardkeynes.org/

http://www.thinkfn.com/wikibolsa/Escola_Keynesiana

http://www.anpec.org.br/revista/aprovados/Classica.pdf

  • Bibliografia:

Escolas da Macroeconomia – Conselho Regional de Economia 1ª Região/RJ – Corecon-RJ

Macroeconomia (4ª edição) – Olivier Blanchard

“Equilíbrio de Ciclos”, Matheus A. de Magalhães, Revista de economia contemporânea, vol.9, nº3, RJ”

 

Autores: Grupo D – Macro I

 

Cultura Econômica, Ensinando Economia

Temas da Atividade Online – nossas aulas e o mundo!

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A partir da próxima semana, iniciam-se os trabalhos dos grupos com os temas definidos abaixo. Esta atividade didática propõe que os alunos se aproximem do mundo real, conhecendo grandes números da economia brasileira e contextualizando-os em relação a países semelhantes em grau de desenvolvimento e a países desenvlvidos.

Como vai funcionar? Assim:

  1. Em sala (próxima aula) faremos a distribuição dos temas entre os treze grupos, por sorteio.
  2. A ordem e as datas de entrega da atividade já estão predefinidas na tabela abaixo:
    • tabela de temas e datas
  3. A cada data, sempre uma segunda-feira até meio dia, o grupo tem de enviar para o meu e-mail o texto do trabalho no seguinte formato:
    • Há duas datas, 02/maio e 06/junho, em que dois grupos estarão entregando trabalhos, para que possamos finalizar ainda na primeira quinzena de junho;
    • Deve apresentar conteúdo conceitual/teórico e não-opinativo, sobre o assunto, apresentadando dados e citando fontes, se houver menção à alguma notícia, site de referência ou artigos, os links devem aparecer ao final do texto – cuidado com plágio!!!
    • O texto deve buscar uma linguagem informal e que possa elucidar conceitos econômicos para um público amplo;
    • Deve conter no máximo 4.000 caracteres com espaço no formato doc;
    • figuras, gráficos e tabelas devem ter sua posição indicada no texto e ser encaminhados em separado do arquivo de texto e devem estar em formato jpeg;
  4. Cada estudante participará comentando e debatendo o texto/tema, indicando outras notícias relacionadas, e/ou ajudando a melhorar a explicação econômica do fenômeno. É importante que seja possível identificá-los nos comentários. 
  5. A janela temporal para comentários estará aberta da postagem do trabalho (segunda pela tarde) até o domingo seguinte, meia noite.
  6. Avaliação: 50% para a qualidade do texto, avaliada pela professora, e 50% pela participação individual ao longo do semestre, acompanhada e contabilizada pela Monitor Diego.

É isso!! Vambora??!!

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Cultura Econômica, Ensinando Economia

Socrative: vamos aprender a usar?

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Socrative é uma ferramenta desenhada para auxiliar os processos de aprendizado ativo, ajudando o professor a engajar seus estudantes e fornecendo feedback imediato das atividades realizadas por meio dele. Há vários usos possiveis, como: perguntas rápidas de saída, para acessar a compreensão do conteúdo da aula; atividades longas com várias etapas em que os grupos/estudantes vão recebendo feedback a cada etapa; e os quizzes, perguntas de múltipla escolha, para avaliar o acompanhamento dos alunos de conceitos básicos e informações ao longo das aulas.

Este será nosso uso em Macro I, faremos nossos quizzes utilizando esse aplicativo!! As vantagens são inúmeras: feedback rápido; sistematização dos resultados com percentual de acerto e de erros; aleatorização tanto das questões quanto das respostas (vai ser muito ineficiente tentar “comparar” sua resposta com a do seu colega, durante a realização do quiz!!); além de um banco disponibilizar bancos de questões servindo como uma rede social para nós, professores, trocarmos nossas atividades (neste caso, todo o material está em lingua inglesa, mas nossos quizzes serão em português).

Saiba mais em: http://socrative.com/

Dicas:

  1. Baixe o aplicativo STUDENT em seu celular (compatível com iOS Apps, Android Apps, Chrome Apps, Kindle Apps, Windows Apps)
  2. Você não precisa de uma conta, basta saber o nome da sala (fornecido pelo professor) e, como combinamos em sala, em lugar do seu NOME, vc colocará como identificação seu NÚMERO USP, ok?
  3. Nossa SALA chama-se MACRO2016
  4. A partir de hoje até quinta, em nossa aula, deixo um Quiz para teste, assim todos poderão saber se tudo está funcionando bem com seu aplicativo e aprender como acessar. Basta entrar na sala e vc já verá as perguntas do Quiz. Terminando, confirme e saia da sala, ok?
  5. Anotem as dúvidas/problemas para resolvermos em sala, ok?

O Quiz Teste Macro I está aberto no aplicativo! Não vale nota, ok?! Fique tranquilo… 😉

 

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Cultura Econômica, Uncategorized

Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 44.000 vezes em 2015. Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 16 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Cultura Econômica, Ensinando Economia

O Economista de amanhã

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É você, estudante de economia de hoje. Você já pensou sobre o tipo de educação que você está recebendo? Eu pesquiso, estudo e ensino mainstream economics e sempre sou clara sobre com quais “óculos” vamos olhar para o mundo em aula, e sou favorável ao pluralismo de ideias, acredito que seja talvez a nossa mais importante tarefa contribuir para  formar jovens com aguçado senso crítico. Por isso convido meus alunos, como primeira atividade interativa das turmas de Economia Monetária, a tomar o bonde da atualidade – assistam ao vídeo, pesquisem os links indicados, indiquem outros, o que mais há no mundo nesse mesmo sentido?? Você já tinha ouvido falar sobre esse movimento internacional de estudantes? O que vocês, Uspianos, podem fazer para contribuir? Há algo parecido no Brasil (há uma fala sobre isso no vídeo, quem descobre quem já está envolvido, que faculdades?)? Já tinha ouvido falar sobre Wendy Carlin (tem um post em que falo do excelente livro de macro dela e Soskice aqui)?

“The master economist… must be a mathematician, historian, statesman and a philosopher – in some degree” (J.M. Keynes)

Preparados? Vamos lá:

O vídeo Oikonomos – Transforming Economic Education

Institute for New Economic Thinking.

Cambridge Society for Economic Pluralism,

Skidelsky sobre o tema, num post em Project Syndicat.

Matéria no Financial Times.

Aqui, uma síntese bacana no The Curriculum in Open-access Resources in Economics (CORE) project: Saving the baby, not the bathwater

Agora é com vocês!!

Cultura Econômica, Inflação

Reencontrando a jovem estudante de economia

Organizando meus arquivos antigos, deparei-me com textos que mal são reconhecidos no editor atual. São velhos. Velhos resquicíos de uma jovem e dedicada estudante de economia: eram os textos que compuseram minha iniciação científica, intitulada “Síntese Neoclássica e Curva de Phillips: uma formalização do problema da inflação” – sim, à época todos temiam o “dragão da inflação”!!

Fazer equações e gráficos naquela época era uma tarefa muito dura e eu, sem computador em casa e com pouco tempo para digitar meu texto no laboratório de informática da FEA, optei por deixar espaços que seriam preenchidos à mão por gráficos e equações… rs… algo impensável hoje! Nem por isso o trabalho deixou de ter excelente qualidade e, além da bolsa Fapesp, recebeu um dos prêmios de melhor monografia daquele ano!

Tenho me divertido lendo os escritos da jovem estudante… E pretendo juntar todos os arquivos em LaTex e reeditar o trabalho completo qualquer dia desses (aceito ajuda, claro!). Por hora, reporto um trecho da subseção das conclusões (repare no subtítulo… rsrs…):

“Dos Ombros de um Gigante

       Este trabalho logrou percorrer uma boa parte dos desenvolvimentos da macroeconomia até a década de setenta. Começamos nos anos vinte com um estereótipo da teoria clássica, em seguida apresentamos as contribuições de Keynes através de um estudo da Teoria Geral. Com a Síntese Neoclássica procuramos chamar a atenção para alguns pontos importantes daquelas contribuições que foram completamente distorcidos ou negligenciados por esta reinterpretação neoclássica de Keynes. Visando compreender o instrumental de análise da inflação, agregamos ao estudo a Curva de Phillips e acompanhando suas versões vimos os pilares da racionalidade neoclássica sendo remontados.

      Embora ciente da pouca profundidade em muitos tópicos da análise aqui empreendida, a visão ampla do desenvolvimento da macroeconomia propiciada por este esforço de pesquisa permite questionar até que ponto a ciência econômica evoluiu de fato, no sentido de contribuir para uma melhor compreensão do real funcionamento das economias capitalistas modernas.”

Bem… daí já se depreende o viés crítico. O textou seguiu sintetizando os principicais desenvolvimentos do trabalho, enfatizando o uso intensivo de matemática e econometria (que não condenei, ainda bem… rsrs), e termina com estes dois singelos e ingênuos parágrafos:

“Se é a incerteza que cerca as decisões cruciais, como as de investir, que abre espaço para a não neutralidade da moeda e se não há  motivos para que, mesmo no longo período, a moeda perca suas peculiaridades e atributos a ponto de deixar de ser uma alternativa aos investimentos, não há  porque inferir sua neutralidade no curto ou no longo períodos.

      Mantendo esta postura mais realista, estamos mais próximos da compreensão do funcionamento das economias capitalistas avançadas e das questões macroeconômicas que delas emergem – descobrimos o mundo fascinante por trás das curvas de oferta e demanda!”

Ok. Não tenho como escapar – nos tenros anos da juventude, quase aderi à heterodoxia pós-keynesiana!!! Não me arrependo, foram anos de intenso aprendizado e estudo de textos clássicos, incluindo a própria Teoria Geral, de cabo a rabo estudada e debatida com minha orientadora, Profa. Silvia Schor, a quem só tenho palavras de agradecimento e reconhecimento pelo seu excelente trabalho de orientação. Enfim, tem sido divertido reler a jovem Roseli, tão cheia de ambições e sonhos, com a paciência e a tolerância que só a maturidade nos propicia!

Cultura Econômica, Econometria, Mercados Financeiros

Experimentando Coursera

 

Finalmente resolvi conferir a indicação de alguns colegas e me inscrevi em alguns cursos oferecidos pela plataforma Coursera – uma plataforma educacional  que oferece cursos online gratuitos em parceria com universidades de renome internacional. Dois motivos principais me levaram a encarar esse desafio: 1) aprender metodologias e técnicas de ensino a distância eficientes (espero); 2) conhecer um pouco mais sobre assuntos de meu interesse e sobre softwares que ainda não domino.

Para atender ao primeiro objetivo, matriculei-me no curso Introduction to Computational Finance and Financial Econometrics oferecido por Eric Zivot, pesquisador e professor da Universidade de Washington. É sempre bom saber como outro professor ensina um conteúdo que nós mesmos ensinamos. Além disso, nesse curso, já será necessário algum aprendizado sobre o software R, outra atividade a que quero me dicar nesse semestre. Já estamos na terceira semana, de um total de 10, e tenho gostado bastante tanto das aulas quanto das atividades que os alunos precisam realizar.

É exatamente voltado para o aprendizado de R, o segundo curso em que me matriculei: Linguagem R, que se iniciará em 2 meses. Como se não bastasse, meu interesse em aplicações de neurociência à economia também encontrou uma oferta no Coursera: Introdução à Neuroeconomia: Como o cérebro toma decisões; esse mais já perto das férias, começando em 3 meses.

A estrutura dos cursos é baseada em vídeo-aulas, fóruns de discussão e atividades de avaliação semanais, que parecem funcionar bem. As vídeo-aulas, quando assistidas pelo site, permitem recursos como legendas em algumas línguas (raramente em português) e a opção entre acompanhar os slides ou a imagem do professor na tela principal, com a segunda opção numa tela menor ao canto direito.

Umas das coisas que me chamou a atenção logo de cara foi o  código de conduta de estudantes, e que a cada atividade de avaliação que fazemos nos é recordado:

  1. Me comprometo em criar apenas uma conta.
  2. As respostas para meus trabalhos, testes ou provas serão elaboradas por mim mesmo (com exceção daqueles que expressamente permitam trabalho em grupo).
  3. Eu me comprometo a não disponibilizar a ninguém as respostas para meus trabalhos, testes ou provas. Isso inclui minhas respostas ou as respostas fornecidas pelos organizadores do curso.
  4. Afirmo que não participarei de quaisquer outras atividades que irão, de forma desonesta, melhorar meus resultados ou melhorar / prejudicar os resultados dos outros.

Ou seja: “Não Colarás”; tudo que eu gostaria que meus próprios alunos fizessem!!

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