Ensinando Economia, Nível de atividade

G_C: Medindo a Economia

Em uma economia em que todas as pessoas produzem apenas maçãs, seria muito fácil medir a produção, certo? Seria só contar o número de maçãs produzidas. Mas sabemos que a realidade não é tão simples. Nela produz-se bens e serviços como maçãs, carros, passagens aéreas, aulas de economia, e vários outros. Mas como somamos bens tão distintos? Usamos um fator comum entre todos: os preços. Todos os produtos negociados numa economia são medidos em termos monetários. Assim, para medir a produção, multiplicamos a quantidade de cada produto final pelo seu preço relativo.

Olhando pelo lado da produção, o PIB – Produto Interno Bruto – é a forma de medir em um período, no sistema contábil do país, o produto agregado, isto é, o valor de bens e serviços finais produzidos numa economia. Dessa forma, os bens intermediários – utilizados e consumidos durante a produção – não devem ser contabilizados. Consideremos duas empresas. A empresa A produz maçãs. Já a empresa B as compra e fabrica deliciosas tortas de maçã. A partir do conceito acima, quais valores deveriam ser medidos sob essa ótica do PIB? A resposta certa seria apenas o valor relativo as tortas de maçã, visto que a fruta in natura é utilizada no processo e subtraindo o bem intermediário da produção final obtemos o valor adicionado, cuja soma incorre no PIB.

Outro jeito de olhar o PIB é sob a ótica da renda. Seguindo o exemplo anterior, não se pode esquecer da mão de obra e capital empregados na produção de maçãs e de tortas. Esses fatores de produção devem ser remunerados. A essa remuneração damos o nome de renda do trabalho (salário pago à mão de obra) e renda do capital (juros, lucros e aluguéis). A soma desses valores, acrescidos dos impostos indiretos – parte da renda disponibilizada ao governo – compõe o PIB.

Uma terceira forma de composição é através da demanda agregada, dada pelo consumo das famílias, investimento das firmas, gastos do governo e, em uma economia aberta, pelas exportações líquidas do mercado externo.

Existem duas formas de se expressar a quantidade de bens e serviços produzidos em um país em um dado período e iremos descobrir qual pode representar melhor a capacidade da economia em suprir as necessidades da população.

A priori, falaremos sobre o PIB nominal – calculado no Brasil pelo IBGE – que é a soma das multiplicações dos preços dos bens finais e a quantidade produzida no ano em questão; as duas variáveis podem fazer o produto aumentar, pois tanto os preços – sujeitos a inflação, que pode ser exorbitante, dependendo do contexto – quanto a produção, tendem a aumentar. Observe o exemplo:

Comparando os resultados, pode-se perceber que esse tipo de cálculo não é tão eficiente para evidenciar o real crescimento da economia, pois pode ser distorcido pelas variações de preços. Agora, veremos que o PIB real é a somatória das multiplicações dos preços constantes (escolhe-se um ano base para fixar o preço em todos os anos) e a quantidade produzida de cada bem. Calculando o PIB real usando os mesmos dados do exemplo citado anteriormente, tomando 2010* como ano base:

*Em 2010, note que o PIB nominal é igual ao real.

Ademais, podemos perceber a diferença entre as duas formas no caso brasileiro: no terceiro trimestre de 1998, o PIB nominal cresceu em 7.726 milhões, mas a taxa de crescimento do PIB real foi negativa, em -1,43%. Tal taxa é vista no gráfico do PIB real:

Acima temos a comparação em termos de PIB real e PIB nominal do Brasil desde 1997. No primeiro gráfico, usamos os valores trimestrais. Podemos ver certos solavancos nesse gráfico. Isso se dá devido a sazonalidade da atividade econômica (sempre há maior atividade no último trimestre). Já no segundo gráfico, esses solavancos não ocorrem, pois mede o PIB no acumulado dos últimos quatro trimestres. Em ambos, o trimestre base foi o último de 2018. A variação do PIB real de um período para outro é considerada o crescimento econômico daquele intervalo de tempo. No gráfico a seguir representamos o caso brasileiro desde 1997:

Referências:

MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. São Paulo: Cengage Learning, 2016.

GALA, Paulo. A história dos 100 anos de PIB no Brasil. [S. l.], 30 jan. 2019. Disponível em: http://www.paulogala.com.br/100-anos-de-pib-no-brasil/. Acesso em: 11 mar. 2019.

IPEA. Produto interno bruto (PIB) nominal. [S. l.], 1 mar. 2019. Disponível em: http://www.ipeadata.gov.br/exibeserie.aspx?serid=38415. Acesso em: 11 mar. 2019.

IPEA.Produto interno bruto (PIB) real. [S. l.], 1 mar. 2019. Disponível em: http://www.ipeadata.gov.br/exibeserie.aspx?serid=38414. Acesso em: 11 mar. 2019.

ADVFN. Cálculo do PIB.[S. l.]. Disponível em: https://br.advfn.com/indicadores/pib/calculo. Acesso em: 11 mar. 2019.

ADVFN. PIB real.[S. l.], 13 mar. 2019. Disponível em: https://br.advfn.com/indicadores/pib/pib-real. Acesso em: 11 mar. 2019.

BLANCHARD, Oliver. Macroeconomia. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.

GRUPO C – Macro 2019

Ensinando Economia

Macro-pupilos, bem-vindos!

Na nossa primeira aula, mostrei para vocês tudo irão aprender em nossa disciplina e nas demais do curso na mesma área. Espero tê-los estimulado para aproveitarem ao máximo esse percurso!!

Temos algumas decisões importantes a tomar: que atividades avaliativas vamos fazer? Para decidirmos, peço que:

  1. Testem o app Socrative (vejam instruções aqui, apenas trocando o nome da sala por 2019MACRO) – só 14 testaram até agora!
  2. Discutam entre vocês se querem 3 provas sem Subs, ou 2 provas com Subs
  3. Os quizzes valerão nota apenas os feitos em sala, os feitos em casa ficarão disponíveis para estudo, sem efeito sobre a nota dessa atividade (as estratégias didáticas têm vida curta… )
  4. Que atividade em grupo faremos? As opções são várias, e vocês podem propor algo diferente que podemos avaliar a viabilidad em sala, ok?
    1. Atividade on-line sobre temas semanais, que lidam com dados e evidências, sobre o conteúdo da aula, cada grupo prepara um post, demais comentam! Lucas monitor faz intermediação.
    2. Atividade on-line sobre artigos clássicos e questões téoricas complementares ao conteúdo em sala, cada grupo prepara um post, demais comentam! Lucas monitor faz intermediação.
    3. Leitura e discussão de um livro (tragam sugestões),
      cada grupo prepara um post, demais comentam! Lucas monitor faz intermediação.
    4. OBS: Essas atividades não precisam passar necessariamente pelo blog, podem ser feitas e apresentadas em sala de aula (precisarei reajustar o cronograma e repor as duas aulas), mas a vantagem do blog é aprender a selecionar o essencial para o post, que tem limite de tamanho, e a comunicar de forma clara e acessível temas e dados complexos!

Já decidiram?!

Ensinando Economia

Atividades didáticas e avaliativas

O que os prezados pupilos estão a fim de fazer neste semestre?? Já aviso que “NADA” não é uma resposta possível! 😉

Como discutimos no primeiro dia de aula, temos algumas alternativas e vou elencá-las aqui para facilitar nossa decisão.

  1. Provas dissertativas que pode ter peso na média final de 60% a 75%, a depender de que atividades didáticas faremos adicionalmente. Podemos combinar 2 ou 3 provas individuais, sem consulta.
  2. Quizzes em classe e em casa, nota média com peso a definir, por meio do aplicativo Socrative (veja aqui as instruções para usá-lo e faça o quiz teste!! Entre na SALA MONET2018, é provisória, logo vc estará cadastrado numa sala da sua turma! )
  3. Atividade didática on-line: geralmente realizada em grupos, cada grupo é responsável pela produção de um post para o blog a cada semana, com nota para qualidade do post do grupo e participação individual de cala aluno da turma comentando os posts – neste ano pretendo adotar formato “reuniões do Copom” para essa atividade.
  4.  Análise de Conjuntura, com apresentação pelos alunos e síntese geral em classe, composta de pelo menos 2 etapas intermediárias com feedback da professora e do monitor, média simples entre nota do trabalho escrito e da apresentação comporá percentual da média final a definir – neste ano pretendo adotar formato “reuniões do Copom” para essa atividade.
  5. Leitura e discussão de um livro, também atividade realizada em grupos, com produção de sínteses críticas de capítulos livro a ser escolhido por grupos, com participação em comentários dos demais estudantes. O livro deve tratar de conteúdo complementar aos temas estudados em sala.
  6. Curso On-line de Introdução à análise macroeconômica, no Coursera. Aqui, as possibilidades estão em aberto, podemos fazer uma atividade ao longo do semestre em que os alunos realizam o curso e fazem uma breve resenha do tema estudado on-line ou fazemos um fórum de discussão no Coursera. Minha ideia inicial era deixar o estudo livre, com a comprovação de que o aluno cumpriu o curso dada pelo certificado, porém, ainda não recebi resposta para meu questionamento sobre como alunos USP fazem o curso com certificado sem ter de pagar inscrição (conforme informado inicialmente). Veja mais informações sobre o curso aqui.

Mais alguma ideia?? Deixe um comentário aqui!! Ou nos conte em sala de aula!

.

Ensinando Economia, Inflação, Nível de atividade, Política Monetária

K-Ecec: Modelos Macro: comparando duas versões básicas

.

A discussão será iniciada a partir do conceito de Demanda Agregada, baseada em três fatores macro:

  • Curva IS (Modelo Aberto): é a representação do equilíbrio no mercado de bens e serviços.

k-ecec-1

k-ecec-2

  • Regra de Taylor: um aumento na inflação, deverá ser corrigido por um aumento em maior nível na taxa de juros nominal da economia, sendo o fato exemplificado na equação abaixo:

k-ecec-3

Sendo, i =  taxa de juros real estimada por Taylor; i*= taxa de juros real de equilíbrio; π = taxa de inflação anual observada; n*= meta de inflação do Banco Central; Y = produto interno bruto (PIB); Y*= PIB de pleno emprego dos fatores de produção; an = coeficiente de sensibilidade à variação da inflação; ay = coeficiente de sensibilidade à variação do produto.

  • Paridade de juros a descoberto: Supõe perfeita mobilidade de capitais e ativos domésticos e internacionais sejam substitutos perfeitos. É representada pela equação abaixo:

k-ecec-4

Seguindo o modelo acima apresentado, damos continuidade a explicação com a oferta de curto e longo prazo:

  • Curto prazo: como um processo evolutivo da curva de Phillips, sendo explanada pela seguinte equação:

k-ecec-5

  • Longo prazo: ajuste completo das expectativas dos agentes de mercado, implicando em uma oferta vertical, sendo inexistente trade-off de longo prazo da economia.

k-ecec-6

Em seu trabalho, Taylor (2000) se preocupa em discutir como deveria ser ensinado macroeconomia para níveis mais básicos de ensino afirmando que, atualmente, os métodos utilizados não ajudam os alunos a criar uma visão econômica mais intuitiva.

            Para compreender melhor a macroeconomia moderna, Taylor aponta cinco fatos estilizados para completo entendimento sobre a mesma:

  • O produto de longo-prazo (PIB Potencial) pode ser entendido como modelo de crescimento de Solow.
  • Não há trade-off de longo prazo entre inflação e desemprego.
  • Há trade-off de curto-prazo entre desemprego e inflação.
  • Expectativas de inflação e decisões políticas futuras são endógenas e quantitativamente significativas.
  • A taxa de juros nominal de curto-prazo (instrumento de política monetária) é ajustada em relação a eventos econômicos

            Com base nos tópicos apresentados acima, muitos economistas buscaram criar modelos macroeconômicos a fim de explicar as flutuações econômicas. Taylor afirma que estes modelos podem ser sintetizados em três relações principais: (i) a primeira relação se dá entre PIB real e taxa de juros real; (ii) a segunda relação é entre inflação e taxa de juros real; (iii) a terceira relação se dá entre inflação e produto real.

k-ecec-7

Onde  e  são parâmetros de sensibilidade, é igual ao produto real;  é taxa de juros real; , inflação;  e são termos de ajustes a choques.

Combinando (i) e (ii) estabeleceremos a relação da Demanda Agregada: . A Oferta agregada, por sua vez, é estabelecida através relação (iii), a qual é representada horizontalmente, uma vez que o ajustamento de preço e inflação é lento.

 

k-ecec-8

Como conclusão, é possível observar que ambos os modelos convergem para o mesmo resultado, levando em consideração a existência de trade-off de curto-prazo em relação inflação e desemprego e a não existência do mesmo no longo-prazo. Destacamos ainda que o modelo macro completo (primeira parte do trabalho) é mais extenso e apresenta minuciosamente descrito os fatores que influenciam o equilíbrio de mercado, como consumo, investimento, gastos do governo e exportações líquidas. Em contrapartida, o modelo macroeconômico descrito no artigo de Taylor, se fundamenta em modelos mais simples, como o modelo de crescimento econômico de Solow (Houston, we have a problem) e se foca em variáveis diretamente relacionada a inflação e desemprego.

 

REFERÊNCIAS:

  1. MISHKIN, Frederic. The Economics of Money, Banking and Financial Markets – 10th edition. Boston: AddisonWesley, 2009.
  2. TAYLOR, John. B. Teaching Modern Macroeconomics at the principles level – The American Economic Review, Vol. 90 (May, 2000), pp. 90-94.”

.

 

 

Ensinando Economia

SOCRATIVE – quizzes e muito mais

.

Socrative é uma ferramenta desenhada para auxiliar os processos de aprendizado ativo, ajudando o professor a engajar seus estudantes e fornecendo feedback imediato das atividades realizadas por meio dele. Há vários usos possiveis, como: perguntas rápidas de saída, para acessar a compreensão do conteúdo da aula; atividades longas com várias etapas em que os grupos/estudantes vão recebendo feedback a cada etapa; e os quizzes, perguntas de múltipla escolha, para avaliar o acompanhamento dos alunos de conceitos básicos e informações ao longo das aulas.

Este será nosso uso em Economia Monetária para ambas as turmas (Economia e ECEC), faremos nossos quizzes utilizando esse aplicativo!!

As vantagens são inúmeras: feedback rápido; sistematização dos resultados com percentual de acerto e de erros; aleatorização tanto das questões quanto das respostas (vai ser muito ineficiente tentar “comparar” sua resposta com a do seu colega, durante a realização do quiz!!); além de um banco disponibilizar bancos de questões servindo como uma rede social para nós, professores, trocarmos nossas atividades (neste caso, todo o material está em lingua inglesa, mas nossos quizzes serão em português).

Saiba mais em: http://socrative.com/

Para começarmos a nos preparar:

  1. Baixe o aplicativo STUDENT em seu celular (compatível com iOS Apps, Android Apps, Chrome Apps, Kindle Apps, Windows Apps)
  2. Você não precisa de uma conta, basta saber o nome da sala (fornecido pelo professor) e em lugar do seu NOME, vc colocará como identificação seu NÚMERO USP, ok?
  3. Nossa SALA chama-se MONETARIA
  4. A partir de hoje (28/07/2016) até nossa primeira aula da manhã e da noite, deixo um Quiz para teste, assim todos poderão saber se tudo está funcionando bem com seu aplicativo e aprender como acessar. Basta entrar na sala e vc já verá as perguntas do Quiz. Terminando, confirme e saia da sala, ok?
  5. Anotem as dúvidas/problemas para resolvermos em sala, combinado?

O Quiz “Esquentando os motores! Revisão de macro básica” está aberto no aplicativo! Sua nota deste teste não será contabilizada, é apenas um teste, mas fique atento para as questões que errar, pois elas cobrem conteúdo básico de macro I !!

Bom semestre a todos!!

 

.

Cultura Econômica, Ensinando Economia

Temas da Atividade Online – nossas aulas e o mundo!

.

A partir da próxima semana, iniciam-se os trabalhos dos grupos com os temas definidos abaixo. Esta atividade didática propõe que os alunos se aproximem do mundo real, conhecendo grandes números da economia brasileira e contextualizando-os em relação a países semelhantes em grau de desenvolvimento e a países desenvlvidos.

Como vai funcionar? Assim:

  1. Em sala (próxima aula) faremos a distribuição dos temas entre os treze grupos, por sorteio.
  2. A ordem e as datas de entrega da atividade já estão predefinidas na tabela abaixo:
    • tabela de temas e datas
  3. A cada data, sempre uma segunda-feira até meio dia, o grupo tem de enviar para o meu e-mail o texto do trabalho no seguinte formato:
    • Há duas datas, 02/maio e 06/junho, em que dois grupos estarão entregando trabalhos, para que possamos finalizar ainda na primeira quinzena de junho;
    • Deve apresentar conteúdo conceitual/teórico e não-opinativo, sobre o assunto, apresentadando dados e citando fontes, se houver menção à alguma notícia, site de referência ou artigos, os links devem aparecer ao final do texto – cuidado com plágio!!!
    • O texto deve buscar uma linguagem informal e que possa elucidar conceitos econômicos para um público amplo;
    • Deve conter no máximo 4.000 caracteres com espaço no formato doc;
    • figuras, gráficos e tabelas devem ter sua posição indicada no texto e ser encaminhados em separado do arquivo de texto e devem estar em formato jpeg;
  4. Cada estudante participará comentando e debatendo o texto/tema, indicando outras notícias relacionadas, e/ou ajudando a melhorar a explicação econômica do fenômeno. É importante que seja possível identificá-los nos comentários. 
  5. A janela temporal para comentários estará aberta da postagem do trabalho (segunda pela tarde) até o domingo seguinte, meia noite.
  6. Avaliação: 50% para a qualidade do texto, avaliada pela professora, e 50% pela participação individual ao longo do semestre, acompanhada e contabilizada pela Monitor Diego.

É isso!! Vambora??!!

.

 

Cultura Econômica, Ensinando Economia

Socrative: vamos aprender a usar?

.

Socrative é uma ferramenta desenhada para auxiliar os processos de aprendizado ativo, ajudando o professor a engajar seus estudantes e fornecendo feedback imediato das atividades realizadas por meio dele. Há vários usos possiveis, como: perguntas rápidas de saída, para acessar a compreensão do conteúdo da aula; atividades longas com várias etapas em que os grupos/estudantes vão recebendo feedback a cada etapa; e os quizzes, perguntas de múltipla escolha, para avaliar o acompanhamento dos alunos de conceitos básicos e informações ao longo das aulas.

Este será nosso uso em Macro I, faremos nossos quizzes utilizando esse aplicativo!! As vantagens são inúmeras: feedback rápido; sistematização dos resultados com percentual de acerto e de erros; aleatorização tanto das questões quanto das respostas (vai ser muito ineficiente tentar “comparar” sua resposta com a do seu colega, durante a realização do quiz!!); além de um banco disponibilizar bancos de questões servindo como uma rede social para nós, professores, trocarmos nossas atividades (neste caso, todo o material está em lingua inglesa, mas nossos quizzes serão em português).

Saiba mais em: http://socrative.com/

Dicas:

  1. Baixe o aplicativo STUDENT em seu celular (compatível com iOS Apps, Android Apps, Chrome Apps, Kindle Apps, Windows Apps)
  2. Você não precisa de uma conta, basta saber o nome da sala (fornecido pelo professor) e, como combinamos em sala, em lugar do seu NOME, vc colocará como identificação seu NÚMERO USP, ok?
  3. Nossa SALA chama-se MACRO2016
  4. A partir de hoje até quinta, em nossa aula, deixo um Quiz para teste, assim todos poderão saber se tudo está funcionando bem com seu aplicativo e aprender como acessar. Basta entrar na sala e vc já verá as perguntas do Quiz. Terminando, confirme e saia da sala, ok?
  5. Anotem as dúvidas/problemas para resolvermos em sala, ok?

O Quiz Teste Macro I está aberto no aplicativo! Não vale nota, ok?! Fique tranquilo… 😉

 

.

 

Ensinando Economia

Que tal prestar atenção no seu método de estudo?

Este também é um post que acho que pode te ajudar (novo aluno de Monetária!)

Aprender a aprender não é fácil… 😉

Que tal prestar atenção no seu método de estudo?.

Ensinando Economia

Qual é o seu estilo de aprendiz?

Trazendo de volta este post para os novos alunos de Monetária!

Qual é o seu estilo de aprendiz?.

Ensinando Economia, Nível de atividade

Grupo D – Produto e Desemprego (Plano Real até 2002)

.

“Contextualização: Até o Plano Real, adotado em 1994, a economia brasileira foi vítima das elevadas taxas de inflação. Em 1950, quando Juscelino Kubitschek foi eleito e propôs o Plano de Metas, com o famoso slogan dos “50 anos em 5” para impulsionar a industrialização brasileira, até então praticamente inexistente, e a construção de Brasília, empresas americanas e europeias começaram a entrar no Brasil e a estas foram concedidos vários benefícios, o que junto com a construção de Brasília acabou por endividar o Estado. Situação esta que fora controlada pela emissão monetária. Com a renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart a instabilidade política propiciou ainda mais o desequilíbrio macroeconômico que já estava em andamento com a inflação elevada e o problema das contas externas. Em 1964, quando os militares tomaram o poder a inflação fora de 90%, foi adotado PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo) e a inflação começou a cair. Entre 1968 e 1973, período conhecido como “milagre econômico” quando o PIB do Brasil cresceu absurdamente junto a altas taxas de inflação. E em 1979, o choque do petróleo e o aumento das taxas de juros complicaram ainda mais a situação do país.

Em 1986, foi colocado em prática o Plano Cruzado, para tentar estabilizar os preços (congelamento de preços), após uma ano o governo pôs fim a esse congelamento, fazendo com que o câmbio se desvalorizasse e a inflação subisse novamente.

 Conjuntura: No fim de 1993, sob comando do até então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, começa a tomar medidas para colocar em prática o Plano Real. O Plano Real consistiu na adoção de duas moedas por um determinado período de tempo. A moeda corrente doméstica (Cruzeiro Real), que continuaria sendo usada como meio de troca e uma moeda virtual (moeda indexada-Unidade Real de Valor=URV) usada como unidade de conta. Então os preços na moeda corrente continuariam a subir conforme a inflação, mas permaneceriam estáveis em relação a moeda indexada.

Em 1994, a URV mudaria seu nome para Real e o Cruzeiro Real deixaria de existir. Em quatro meses todos os preços que eram cotados em Cruzeiro Real encontraram seu valor de equilíbrio em URV, estando a economia liberta da inflação. Em 1999, com uma crise mundial houve uma forte desvalorização do Real e então o Brasil adota o regime de metas de inflação.

 D - Produto Interno Bruto (PIB)

D - PIB per capitaD - DesempregoD - Desemprego 2

Fontes:

http://databank.worldbank.org/data/views/reports/chart.aspx

 PAULANI, Leda Maria & BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social – uma introdução à Macroeconomia. São Paulo: Editora Saraiva, 4ª edição, 2012

 http://20anosdoreal.epocanegocios.globo.com/#anchor-u343″

 

.