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Grupo C – Produto e Desemprego nos RICS

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“RICS é um grupo de países compostos por Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS, sem o Brasil, que já foi tema de posts específicos). Não se trata de um bloco econômico, mas sim um conjunto de países com aspectos em comum, a saber: economia estabilizada recentemente; situação política estável; mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; níveis de produção e exportação em crescimento; boas reservas de recursos minerais; investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; índices sociais em processo de melhorias; diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.

 AFRICA DO SUL: No caso da África do Sul podemos observar, pelos gráficos, que ocorrem, durante todo o período, elevadas taxas de desemprego. Fato esse, estimulado pela incapacidade da economia de absorver toda a força de trabalho disponível. Esse aumento na força de trabalho possui três explicações básicas para ter ocorrido: imigração, crescimento do número de pessoas com idade para trabalhar e aumento da participação da força de trabalho. Já relacionado ao PIB, concluímos que os altos índices de criminalidade e casos de AIDS influenciaram diretamente o investimento no país.

 RÚSSIA: No caso russo, é possível observarmos que sua produção esta diretamente relacionada aos preços do Petróleo, Gás Natural, Metais e Madeira (tornando o país extremamente vulnerável aos preços destes no Mercado Mundial), já que, segundo pesquisas, vimos que a Rússia tem dificuldade de diversificar a sua produção. Já o desemprego teve comportamento estável, exceto no momento de Crise Mundial.

 CHINA: A análise do caso chinês é bem interessante: é fácil vermos crescimento alarmante do seu produto (devido à negação de modelos e gradualismo na experimentação das reformas, regulação dos investimentos estrangeiros, fortalecimento das capacidades estatais, ampliação do mercado doméstico, políticas de internalização de tecnologias, e, principalmente, a colocação da política macroeconômica a favor do desenvolvimento). Como um dos países mais globalizados do mundo e principal parceiro dos Estados Unidos, a China sentiu os efeitos da crise econômica de 2008, mas ainda cresceu à taxas elevadas. Apesar de tudo, desde 2000, a China não apresenta queda nem crescimento da taxa de desemprego.

 ÍNDIA: O principal setor econômico da Índia é o de serviços, apesar de o setor agrícola ser grande responsável por empregar os indianos. A economia indiana vem apresentando, nas últimas décadas, notável desempenho macroeconômico, caracterizado por elevadas taxas de crescimento do PIB e crescimento expressivo das exportações de bens e serviços, especialmente de serviços relacionados à tecnologia da informação. Analisando os gráficos, podemos observar que a crise mundial de 2008 fez com que a Índia sofresse uma leve recessão, principalmente devido à importância do setor agrícola em sua economia. Logo, nesse período, houve aumento na taxa de desemprego.

 Mesmo com a crise econômica de 2008, os países do RICS não mostraram grandes quedas no produto como os países desenvolvidos e nem grandes crescimentos na taxa de desemprego.

C - PIB.RICS

 

C - UR RICS

 Fontes:

http://www.sarpn.org/documents/d0002390/Unemployment_SA_GPRG_Jan2005.pdf

http://www.indexmundi.com/

http://www.tradingeconomics.com/

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