Inflação, Nível de atividade

G9-Eco: Inflação e desemprego no Brasil

Atividade didática On-Line realizada pelos alunos da Turma de Economia Monetária

 

“A relação desemprego e inflação é comumente explicada pela Curva de Phillips (CP), que descreve um efeito negativo entre as duas variáveis. Entretanto, pelos dados dos últimos anos, percebemos que o caso brasileiro não pode ser totalmente explicado por tal teoria.

A figura 1 apresenta a relação entre a inflação e o desemprego no Brasil a partir de 2012. Através dos dados, percebe-se que a relação negativa entre inflação e desemprego não esteve presente no período total abrangido pela série, mas ocorreu em alguns períodos, como entre Jul/12-Nov/12 e Fev/16-Mar/17. No entanto, a partir de Abril de 2017, as variáveis movimentam-se na mesma direção, com redução no nível de preços e na taxa de desemprego.

A CP desenvolvida inicialmente representava um gráfico de dispersão utilizando dados de salários nominais e taxa de desemprego. Em seguida, dados de inflação foram utilizados no lugar de salários nominais e a relação negativa apresentada entre inflação e desemprego se tornou conhecida como a curva de Phillips.

A figura 2 apresenta um gráfico de dispersão, relacionando a inflação com o desemprego com dados do Brasil a partir de 2012. Esse resultado é o mesmo encontrado por Mishkin para dados dos Estados Unidos a partir dos anos 1970, em que não se verifica relação clara entre essas variáveis.

A CP novo keynesiana é a mais utilizada atualmente em estudos sobre a inflação. Nesta versão da CP, os agentes possuem expectativas racionais e existem falhas de mercado que geram certa rigidez nominal. Assim, tem-se que a diminuição do desemprego aumenta o poder de barganha dos trabalhadores, que exigem salários nominais maiores, aumentando o custo de produção que são repassados aos preços. Neste caso, tem-se que o desemprego é negativamente relacionado com a inflação, sendo esta a CP de curto prazo.

No entanto, no longo prazo, o mercado de trabalho deve estar em equilíbrio, de modo que a relação negativa entre desemprego e inflação desaparece.

Sachsida, Ribeiro e Santos (2009) estimam três CPs: CPs para os estados do Rio de Janeiro e de de São Paulo e CP para o Brasil. Os autores usam dados trimestrais de 1995 a 2008 e levam em consideração a mudança de regime, para isso, utilizam um modelo de Markov-switching.

Como proxy para a inflação, utilizam o IPCA. Como proxy para o custo marginal da empresa, são utilizadas diversas variáveis de acordo com a disponibilidade dos dados em nível estadual e nacional, sendo elas: massa salarial, utilização da capacidade instalada da indústria, taxa de desemprego e hiato do produto.

Após o estudo, os autores encontram evidências de que os parâmetros não são lineares. Além disso, ao adotar um modelo de mudança de regime, a expectativa de inflação passa a ter um coeficiente maior do que a inflação passada, sendo o oposto do que se encontra nos estudos em que não há mudança de regime, o que indica que modelos lineares podem subestimar o efeito da expectativa de inflação. Constataram ainda que os resultados não são robustos a alterações nas proxies e especificações adotadas, de modo que a curva de Phillips não é uma boa explicação para a economia brasileira no período considerado.

Embora a CP ainda seja uma das mais importantes relações macroeconômicas, vários economistas, incluindo Larry Summers, da Universidade de Harvard, apontam que a relação se “quebrou”. Uma das teorias é que isso ocorreu devido à competição internacional, que dificulta o aumento do preço dos produtos e dos salários. Outra teoria é a de que os Bancos Centrais se tornaram mais críveis no controle dos preços, sendo eles menos sensíveis à ciclos econômicos. Independe do motivo, a CP atualmente não é considerada uma boa ferramenta para prever a inflação.

Referências”

https://goo.gl/zGozUR

http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1429.pdf

MISHKIN, Frederic. The
Economics of Money, Banking and Financial Markets
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10th edition. Boston: AddisonWesley, 2009.

Autores: Grupo F

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Nível de atividade

O Cenário da Desigualdade, Pobreza e Desemprego no Brasil

 

Autores: Grupo 12 – REC2201-Macroeconomia 2017

 

A desigualdade no Brasil decorre de nosso contexto histórico. Tanta disparidade vem principalmente das políticas fiscais injustas, dos baixos salários e da dificuldade da população em acessar os serviços básicos oferecidos pelo Estado, como a educação. Esta desigualdade traz consequências negativas para a economia, como o aumento da violência, do desemprego e da pobreza.

Para discutirmos tal tema, precisamos realizar uma retrospectiva histórica e analisar a política econômica  adotada por cada governo, para que vejamos o impacto no mercado e na vida dos agentes. Partindo do Plano Collor, implantado em 1991/92 e baseado inteiramente em uma política monetária rigorosa e em restrições fiscais, vemos que a adoção de tais medidas gerou uma contração da demanda, afetando negativamente a capacidade das empresas de impor margens de lucro e o poder de barganha dos trabalhadores. Consequentemente, houve um aumento no desemprego. Com isso, as experiências de política econômica caminharam para o insucesso e os preços continuaram se elevando, aumentando a instabilidade.

A essa realidade, seguiu-se o Plano Real. O Governo, planejando a curto prazo, buscou um trade-off entre inflação e desemprego. Pela curva de Phillips, dada a rigidez dos preços e salários da economia, apesar de os agentes serem possuidores de expectativas racionais, faz-se necessário um período para ajustar as expectativas. Com isso, o governo consegue diminuir a inflação e aumentar o desemprego. Entretanto, a longo prazo, a nova estabilidade econômica permite a implementação e sofisticação de programas sociais.

Isto pôde ser observado a partir de 2003, no primeiro governo Lula, que foi marcado por atitudes mais conservadoras como a elevação da taxa de desemprego a patamares de 13% ao ano. Devido ao desaquecimento da economia,  houve, já no segundo mandato, uma flexibilização das políticas adotadas, levando ao crescimento da economia e, consequentemente, à queda do desemprego, da pobreza e da desigualdade social, além da ascensão dos programas sociais.

Chegamos então ao governo Dilma, que mudou políticas econômicas (congelando preços e abaixando taxas de juros), gerando em seus últimos anos um aumento da taxa de desemprego, da desigualdade social e da taxa de pobreza.

Depois de todo esse percurso, chegamos à conjuntura atual, onde o pais corre o risco de retroceder nos avanços dos períodos anteriores, chegando a um desemprego de 13, 7% no primeiro trimestre de 2017, algo nunca visto nos últimos 25 anos. Dada a crise política que assola Brasil, acentua-se crise econômica que vem de 2008. Visto que antes a informalidade era maior, os demandantes de trabalho repassavam as perdas na produção e vendas oferecendo salários mais baixos, enquanto atualmente, num regime de trabalho mais formal, a demissão é a saída encontrada.

Este cenário acentua a pobreza, pois quem sofre os impactos são as camadas sociais mais baixas, ou seja, quem possui menos acesso a recursos acaba sendo mais prejudicado, e aqueles que já tinham pouco passam a ter menos ainda. Isso fez com que  o Brasil caísse 19 posições no ranking do Índice de Gini, tornando-se o décimo país mais desigual do mundo.

 

Fontes :

https://roselisilva.files.wordpress.com/2017/06/7c196-giniindex-grafico1.png

http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/TDs/td_0468.pdf

http://g1.globo.com/economia/noticia/desemprego-fica-em-137-no-1-trimestre-de-2017.ghtml

https://brasilfatosedados.files.wordpress.com/2010/09/1-5gc12.png?w=640&h=304

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/06/1890238-destruicao-de-emprego-na-atual-recessao-e-a-mais-forte-em-25-anos.shtml

http://alertasocial.com.br/?p=1704

https://oglobo.globo.com/economia/com-crise-desigualdade-no-pais-aumenta-pela-primeira-vez-em-22-anos-21061992

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Nível de atividade

Keynes e o desemprego

Autores: Grupo 2 – REC2201-Macroeconomia 2017

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A teoria clássica desenvolveu, ao longo de décadas, alguns “postulados” sobre o mercado de trabalho, os quais sejam: os salários são iguais ao produto marginal do trabalho e a utilidade dos salários é igual à desutilidade marginal desse mesmo salário sob o mesmo volume do emprego (ideia da qual deriva o conceito de “desemprego voluntário”). O economista John Maynard Keynes, que rompeu com o mundo clássico, não aceitava este último postulado e defendia como algo intrínseco às economias de mercado a existência do chamado “desemprego involuntário”, que não era concebido nos modelos anteriores.

Para Keynes, o nível de emprego é determinado pelo mercado de produtos, através da demanda efetiva (composta por gastos com investimento e consumo), e não no próprio mercado de trabalho. Isto é, ao contrário dos clássicos, para quem o produto dependia do emprego, para Keynes, é o emprego que depende do produto. O princípio da demanda efetiva, que Keynes usa para se contrapor à chamada “Lei de Say”, diz que a atividade econômica é diretamente determinada pelos componentes da demanda.

Para justificar os gastos com investimento, que compõem a demanda efetiva, Keynes se vale de alguns pressupostos lógicos, entre os quais está a incerteza. Ao contrário dos clássicos, que pressupunham previsão perfeita e consideravam a moeda como simples meio de troca, Keynes incorpora à sua teoria as ideias de que a moeda possui reserva de valor e de que os agentes desconhecem boa parte dos acontecimentos vindouros. É desta última ideia que deriva a teoria da preferência por liquidez, segundo a qual os agentes podem abrir mão de juros e lucros em favor da segurança.

Outros fenômenos considerado por Keynes são os rendimentos providos pelo mercado de fundos emprestáveis; o mercado de bens de capital, de liquidez nula, cujos rendimentos, na margem, devem se aproximar às taxas de juros; e, por fim, a determinação do volume de investimento que será feito por parte dos agentes. Quanto ao consumo, Keynes diz que este é determinado pela renda e pela propensão marginal a consumir.

Keynes entendia que a correspondência entre a demanda efetiva e o pleno emprego era uma exceção, e não a regra. Poderia haver desencontro entre os planos dos agentes, utilização diversa dos recursos etc. Dessa forma, a chamada desutilidade marginal do trabalho não determinaria os níveis de emprego, mas sim um limite superior para este e um limite inferior para os salários reais. Ou seja, ao considerar que os salários reais eram iguais à desutilidade marginal do trabalho, a teoria clássica sobre desemprego descrevia apenas uma situação limite da teoria keynesiana.

Dada esta ideia principal – a de que o mercado de trabalho é determinado pelo mercado de bens, o qual depende da demanda efetiva -, Keynes define que o desemprego involuntário acontece quando, dado um certo aumento dos preços, tanto a oferta de mão-de-obra como a demanda por trabalho sob determinado salário nominal aumentam mais que o volume de emprego disponível.

Neste sentido, para Keynes, o que faz com que o desemprego seja involuntário é justamente o fato de que seus postos de trabalho não são um fim em si mesmo, mas sim motivados por um outro mercado, o de bens e serviços. Assim, numa situação de desequilíbrio, mesmo que a massa de trabalho aceitasse ter seus salários nominais reduzidos, é possível que não houvesse postos de trabalho o suficiente para todos.

Dado o problema, Keynes acreditava a resolução do desemprego deve se dar via aumento da demanda efetiva – o que se refletiria sob a forma de aumento do produto, do nível de preços e do emprego. Dado que o salário nominal é mais rígido que o real, uma redução deste último poderia aumentar o potencial de empregabilidade da economia. Isto, claro, quando tratamos de uma situação anterior à do pleno emprego. Após este ponto, medidas como essa só resultariam em aumento dos preços e dos salários nominais.

Bibliografia:

FERREIRA, Adriana Nunes. A controvérsia Pigou-Keynes. Texto para Discussão. IE/UNICAMP, Campinas, n. 237, jun. 2014.

KLAGSBRUNN, Victor Hugo. O princípio da demanda efetiva (a esperada), e o papel da demanda na teoria geral de Keynes. Revista de Economia Política, vol. 16, nº4 (64), outubro-dezembro/96.

NERY, Pedro Fernando Ferreira de Almeida. Uma resenha teórica sobre o desemprego involuntário. Economia e Desenvolvimento, Recife (PE), v. 11, nº 2, 2012.”

 

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Nível de atividade

Arthur Cecil Pigou (1877-1959) – A teoria do desemprego

Autores: Grupo 1 – REC2201-Macroeconomia 2017

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 “O que leva o trabalhador a não entrar no mercado de trabalho? Para os clássicos que consideravam o pleno emprego, aqueles trabalhadores que não aceitam trabalhar pelo salário de equilíbrio seriam os quais considerariam a utilidade marginal do lazer maior do que a do trabalho, ou seja, o desemprego seria um fenômeno voluntário. “Sempre existirá uma tendência significativa para que as taxas de salários tenham uma relação com a demanda [de mão-de-obra] de modo que todos fiquem empregados. Assim, em condições normais, todos [os trabalhadores] estarão empregados” (PIGOU, 1927). A intervenção do governo com políticas salariais não era apenas vista como desnecessária, mas indesejável, pois naturalmente o mercado de trabalho determinaria os salários de equilíbrio, e qualquer interferência indevida resultaria em desequilíbrio, e consequentemente, desemprego involuntário.

Fica clara a importância da Lei da Say para entendermos o pensamento de Pigou. De acordo com Say, “toda oferta gera sua própria demanda”, ou seja, os empresários devem expandir sua produção até que o mercado estabeleça um limite, e isso garante que no equilíbrio, o nível de emprego seja o de pleno emprego, no qual o valor da oferta agregada iguala a demanda agregada.

Para Pigou, o nível de emprego é dado pela intersecção das curvas de demanda e oferta reais de trabalho, então o desemprego seria resultado de flutuações da função da demanda real de trabalho não acompanhadas por uma modificação adequada dos salários. Então o desemprego seria fruto de uma política salarial não adequada. Uma das maneiras de sanar o desemprego seria então uma política salarial que possibilitasse que salário real se ajustasse perfeitamente às flutuações da demanda real por mão-de-obra, porém o volume de emprego só poderá expandir-se se o fluxo de bens de salários pagos ao trabalhador também aumentar.

Em seu livro, Theory of Unemployment (1933), Pigou explica:

Sempre haverá uma tendência a que as taxas de salário sejam ligadas à demanda de tal forma que todos estejam empregados. A implicação disto é que o desemprego existente, em qualquer momento, é inteiramente devido ao fato de que mudanças nas condições de demanda ocorrem continuamente e que fricções impedem que ocorra o ajuste apropriado de salários instantaneamente (p. 252).

Pigou define como desemprego o estado em que o trabalhador, dados os níveis de salário correntes, desejaria estar empregado mas não o está, ou seja, desempregado involuntariamente. Eliminando-se empecilhos institucionais, as fricções das flutuações industriais, os caprichos dos empregados e a competição perfeita dos assalariados, tem se que o mercado de trabalho ajustará o nível de salários ao de equilíbrio compatível com o pleno emprego.

Bibliografia

  • Rogério Arthmar, Pigou e a revolução keynesiana
  • Rogério Arthmar, Flutuações, Emprego e Tradição Clássica em Pigou
  • Adriana Nunes Ferreira, A controvérsia Pigou-Keynes
  • Marcelo Weishaupt Proni, Teorias do desemprego: um guia de estudo”  

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Inflação, Nível de atividade

WILLIAM “BILL” PHILLIPS E CURVA DE PHILLIPS

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“William “Bill” Phillips (1914-1975) foi um economista neozelandês que viveu na Inglaterra e ficou conhecido principalmente por duas obras: o computador MONIAC e a Curva de Phillips.

5-B Professor_A.W.H_(Bill)_Phillips (1)

Antes de estudar economia, Phillips frequentou uma faculdade de engenharia elétrica, na Austrália, e só foi ter contato com aquele assunto após o fim da Segunda Guerra, quando ingressou na London School of Economics, para estudar Sociologia.5-B Phillips_and_MONIAC_LSE

A partir daí, passou a se interessar por tópicos de macroeconomia e em 1949, utilizando também seu conhecimento em engenharia, criou o MONIAC, um computador analógico composto por reservatórios de água representados por agregados macroeconômicos (entre eles renda nacional, consumo, importações, exportações), tubos e comportas que usava conceitos de hidráulica para demonstrar como o dinheiro fluía em uma economia.

 

Mas sua principal contribuição para as ciências econômicas foi um estudo publicado em 1958 no artigo The Relation between Unemployment and the Rate of Change of Money Wage Rates in the United Kingdom, 1861-1957, no qual Phillips relacionava a inflação à taxa de desemprego de um país. Essa relação já havia sido feita pelo economista Irving Fischer (criador da Teoria Quantitativa da Moeda) em um estudo publicado em 1926 sob o nome de A Statistical Relation between Unemployment and Price Changes, mas foi de fato abordada com mais profundidade no artigo de Phillips.

Uma consideração é importante: o que chamamos de inflação é tratada no artigo de Phillips como a taxa de mudança dos salários nominais. A substituição foi feita por Samuelson e Solow, em 1960, quando aplicaram a relação da Curva de Phillips (esse nome foi dado pelos dois neste artigo) para os Estados Unidos.  

EXPLICANDO A RELAÇÃO ENTRE INFLAÇÃO E TAXA DE DESEMPREGO

Para chegar na conclusão de que inflação e taxa de desemprego relacionavam-se inversamente, além de observar o diagrama de dispersão que desenvolveu, Phillips baseou-se no princípio de que os trabalhadores sofriam de ilusão monetária, ou seja, levavam em conta a variação do salário nominal em detrimento do real. Assim, relacionou a variação dos salários nominais ao excesso de oferta de trabalho em uma economia. De forma simples, este trade-off entre inflação (π) e desemprego (u) é evidenciado no gráfico abaixo e, ao lado, no diagrama publicado no artigo original: 5-B Grafico 15-B grafico 2

 

 

 

 

 

 

Contudo, a relação sugerida por Phillips foi limitada por alguns economistas. Em 1968, Milton Friedman, em seu artigo The Role of Monetary Policy (pág.11), defendeu que a Curva de Phillips, tal qual havia sido proposta, valia apenas para o curto prazo, ou seja, o trade-off inflação-desemprego existia somente temporariamente. No longo prazo, esses economistas argumentaram que  o gráfico da Curva de Phillips, ou NAIRU (Non-accelerating Inflation Rate of Unemployment),  seria uma reta vertical, sugerindo que a inflação não mais teria efeito sobre o desemprego e este caminharia para sua taxa natural. Abaixo, segue o gráfico da NAIRU:

5-B Grafico 3

Modernamente, a corrente principal das ciências econômicas reconhece a importância histórica da Curva de Phillips, e como sua principal contribuição para a macroeconomia. Contribuiu com o debate acerca da ilusão monetária, expectativas adaptativas e expectativas racionais, estagflação, e influenciou as políticas macroeconômicas nas décadas seguintes, tendo ainda hoje influência, ainda que menor, de maneira adaptada. Influenciou economistas como Paul Samuelson e Robert Solow, como no artigo que publicaram em 1960, Analytical Aspects of Anti-Inflation Policy (pág. 188), no qual repetem o experimento de Phillips utilizando a base de dados dos Estados Unidos.  No livro Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw, o trade-off explicitado pela Curva de Phillips é considerado como um dos 10 Princípios da Economia.”

 

Autores: GRUPO E – Macro I

 

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Cultura Econômica, Nível de atividade

PIB, desemprego – Brasil, emergentes e desenvolvidos: desempenhos comparados

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“Para Keynes, os empresários buscam as melhores previsões possíveis sobre as suas receitas futuras, tanto referente a expectativa dos preços, que o fabricante almeja obter com o produto finalizado, como a expectativa de rendimentos futuros, quando agrega um valor a um produto que irá revender. Essas expectativas podem ser de curto e longo prazo, e são essas expectativas que irão determinar o montante de emprego que a firma irá oferecer. Portanto, a produção, com o seu volume, somente irá determinar e atuar com influência sobre a quantidade de emprego se as expectativas dos empresários mudarem no decorrer do tempo. Logo, o efeito sobre a taxa de desemprego só irá ocorrer “depois de um lapso de tempo considerável”(KEYNES,1985).

Desempenhos comparados: Países desenvolvidos (G7)

Figura 1. Criação do grupo4-C- figura 1

Figura 2. Criação do grupo
4-C- figura 2

De acordo com os gráficos, o PIB teve uma queda significativa entre os anos de 2008-09, decorrente da conjuntura internacional. Percebe-se que todos os países do G7 e os seus complementares que estão na UE, apresentaram um PIB de 3 até quase 6 pontos negativos na queda percentual do PIB.

Em 2009, a Alemanha, uma das maiores economias da UE, teve a sua maior retração, desde o fim da Segunda Guerra. Encolhendo-se em torno de 5% em 2009, muito pela queda de investimentos e exportações(EGELER,BUHRS, 2010). Comparando com o desemprego, segundo Krämer: “Se as empresas na Alemanha produzem 5% a menos, então também alegam precisar de 5% a menos de funcionários, o que implicaria o corte de 2 milhões de empregos. Isso prova o quão problemático é quando a economia retrai 5%”. O número de emprego em 2009 se manteve estável ao ano anterior, o que se reduziu em 2009 foi a jornada de trabalho, reduzindo-se em média de 2,8% as horas trabalhadas(BUHRS, 2010).

No quesito desemprego, o Brasil teve em 2009 praticamente a mesma taxa da média dos países desenvolvidos, percebe-se uma diferença brusca nos anos seguintes, com uma estimativa de maior desemprego para 2016-17, beirando as taxas da Itália e da França.

Desempenhos comparados: Países emergentes e Brasil (BRICS)

Figura 3. Criação do grupo

4-C- figura 3
Figura 4. Criação do grupo
4-C-figura 4

 Os BRICS foram identificados como economias grandes e de crescimento rápido que teriam papéis globais cada vez mais influentes no futuro. Mas a desaceleração econômica que o Brasil está passando se repete em todo o grupo. No Brasil, uma conjugação de fatores internos e externos que determinaram o baixo dinamismo da economia no período recente.

Já a Rússia é criticada por ter um ambiente de negócios difícil, devido à burocracia e incertezas sobre o sistema legal. Jim O’Neill (responsável pelo termo “BRICS”) afirma que o país precisa de normas confiáveis de direito empresarial. Mesmo assim a Rússia apresenta taxas de desemprego abaixo do Brasil.

China é possivelmente a mais preocupante para o resto do mundo. O país tem registrado taxas extraordinárias de crescimento econômico há muito tempo e taxas de desemprego muito baixas, podendo representar que sua economia está muito aquecida.

A Índia aparentemente é o que está causando menos ansiedade nos mercados. O crescimento ganhou força nos últimos anos. Pode ser considerado como resultado de reformas e política macroeconômica voltada ao crescimento (aliada à geração de empregos). Junto com a China, a Índia apresentou crescimento do PIB com desemprego em torno de 4% nos últimos anos.

O desempenho da África do Sul em termos de crescimento e de redução do desemprego tem estado muito abaixo da China e da Índia. As razões para o elevado desemprego estão associadas a baixa demanda internacional por commodities e à fragilidade do setor manufatureiro voltado para as exportações, que tem vivenciado uma redução de lucratividade, fator que compromete a geração de empregos e o estímulo ao crescimento.

FIGURA 5 4-C- figura 5

O gráfico acima relaciona o desempenho do PIB e o desemprego no Brasil. Para o período de 2014 em diante a relação se tornou inversamente proporcional, com a queda do PIB e o aumento do desemprego. Percebe-se que a queda do PIB de 2013-14, influenciou levemente o mercado de trabalho, gerando até uma diminuição do desemprego. 

Fontes:

KEYNES,John Maynard; A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; Ed.Nova Cultural;1985; São Paulo

http://www.dw.com/pt/brasil-pressiona-resultado-global-negativo-diz-fmi/a-19182298 http://www.dw.com/pt/alemanha-passou-pela-pior-recessão-desde-o-pós-guerra/a-5124646 http://www.dw.com/pt/ue-lutará-com-alto-endividamento-nos-próximos-anos/a-4296360

http://www.dw.com/pt/comissão-europeia-anuncia-más-perspectivas-conjunturais-na-zona-do-euro/a-4227300

Http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2016/01/weodata/index.aspx

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141130_brics_atualiza_lab

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182009000300004 http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2012/artigos/e2012_t00177_pcn50520.pdf http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/04/epoca-negocios-brasil-e-pais-lider-em-desemprego-aponta-estudo.html http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/04/desemprego-no-brasil-chega-maior-taxa-da-serie-historica-do-ibge.html http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/desemprego-fica-em-102-no-trimestre-encerrado-em-fevereiro.html

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3144 http://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/destaques/2016_04_20_nota_informativa_pnadc.shtm http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/joao-borges/2016/04/20/VELOCIDADE-DA-PIORA-DO-DESEMPREGO-SOBE-COMO-FOGUETE.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2016/04/20/DESEMPREGO-SOBE-PARA-102-NO-TRIMESTRE-ENCERRADO-EM-FEVEREIRO.htm

AUTORES: GRUPO C – Macro I

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Nível de atividade

Emprego e Desemprego – como medimos?

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“Para podermos definir como calcular a taxa de emprego e desemprego de um país, precisamos antes de algumas definições importantes.

Primeiramente, vamos definir o que é Trabalho:

Trabalho é definido como Ocupação Econômica Remunerada em dinheiro, produtos ou outras formas não monetárias. Ocupação Econômica Não-Remunerada também entra nessa definição, como por exemplo, ajuda a membros de unidades domiciliares, instituições religiosas beneficentes ou cooperativismo.

Precisamos também definir o conceito de População em Idade Ativa (PIA).

População em Idade Ativa são todos aqueles que, em uma determinada faixa etária, estão aptos a exercer uma atividade econômica. Esse grupo é formado pela População Economicamente Ativa (PEA) e População Não-economicamente Ativa (PNEA).

PIA = PEA + PNEA

A PEA é formada pela População Ocupada (PO), que são aqueles que, num determinado período de frequência, trabalham. E pela População Desocupada (PD) que são aqueles que, não trabalham, mas estão dispostos a trabalhar, e para isso, procuram emprego de forma efetiva.

PEA = PO + PD

Em contrapartida, PNEA são todas as pessoas que não estão classificadas nem como População Ocupada nem como População Desocupada, como por exemplo pessoas que não trabalham, mas também não estão à procura de emprego.

Estando esses conceitos bem claros, podemos calcular a TAXA DE DESEMPREGO de uma forma bem simples, através da função:

Taxa de Desemprego = (PD/PEA)*100

Onde:

PD = População Desocupada

PEA = População Economicamente Ativa

No Brasil quem é responsável pela coleta de dados sobre a taxa de desemprego é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que, desde 1980 (com revisão em 2001 a fim de se adequar as recomendações da Organização Internacional do Trabalho), realiza a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) nas regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, a fim de produzir indicadores mensais sobre a força de trabalho, podendo assim avaliar as flutuações e tendências, a médio e longo prazo, do mercado de trabalho, além de atender as necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do país. As informações tiradas dessa pesquisa abrangem também condições importantes referentes as condições de atividade, além do rendimento médio e real, posição na ocupação e posse de carteira de trabalho assinada.

Junto com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) o IBGE está implementando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), onde, diferente da primeira, a segunda é realizada em mais de 3.500 domicílios. Outra diferença são os conceitos utilizados, já que o PME considera que acima de 10 anos a pessoa pertence a faixa de População em Idade Ativa, enquanto a Pnad considera apenas acima dos 14 anos. A implementação da Pnad teve por objetivo, pôr fim a uma das maiores deficiências da PME, que era considerar como inativo aquele trabalhador que havia desistido de procurar emprego, mas continuava interessado em voltar ao mercado de trabalho.

 

Dados e informações:

http://www.ibge.gov.br”

Autores: Grupo K – Macro I

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Nível de atividade

Grupo C – Produto e Desemprego nos RICS

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“RICS é um grupo de países compostos por Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS, sem o Brasil, que já foi tema de posts específicos). Não se trata de um bloco econômico, mas sim um conjunto de países com aspectos em comum, a saber: economia estabilizada recentemente; situação política estável; mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; níveis de produção e exportação em crescimento; boas reservas de recursos minerais; investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; índices sociais em processo de melhorias; diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.

 AFRICA DO SUL: No caso da África do Sul podemos observar, pelos gráficos, que ocorrem, durante todo o período, elevadas taxas de desemprego. Fato esse, estimulado pela incapacidade da economia de absorver toda a força de trabalho disponível. Esse aumento na força de trabalho possui três explicações básicas para ter ocorrido: imigração, crescimento do número de pessoas com idade para trabalhar e aumento da participação da força de trabalho. Já relacionado ao PIB, concluímos que os altos índices de criminalidade e casos de AIDS influenciaram diretamente o investimento no país.

 RÚSSIA: No caso russo, é possível observarmos que sua produção esta diretamente relacionada aos preços do Petróleo, Gás Natural, Metais e Madeira (tornando o país extremamente vulnerável aos preços destes no Mercado Mundial), já que, segundo pesquisas, vimos que a Rússia tem dificuldade de diversificar a sua produção. Já o desemprego teve comportamento estável, exceto no momento de Crise Mundial.

 CHINA: A análise do caso chinês é bem interessante: é fácil vermos crescimento alarmante do seu produto (devido à negação de modelos e gradualismo na experimentação das reformas, regulação dos investimentos estrangeiros, fortalecimento das capacidades estatais, ampliação do mercado doméstico, políticas de internalização de tecnologias, e, principalmente, a colocação da política macroeconômica a favor do desenvolvimento). Como um dos países mais globalizados do mundo e principal parceiro dos Estados Unidos, a China sentiu os efeitos da crise econômica de 2008, mas ainda cresceu à taxas elevadas. Apesar de tudo, desde 2000, a China não apresenta queda nem crescimento da taxa de desemprego.

 ÍNDIA: O principal setor econômico da Índia é o de serviços, apesar de o setor agrícola ser grande responsável por empregar os indianos. A economia indiana vem apresentando, nas últimas décadas, notável desempenho macroeconômico, caracterizado por elevadas taxas de crescimento do PIB e crescimento expressivo das exportações de bens e serviços, especialmente de serviços relacionados à tecnologia da informação. Analisando os gráficos, podemos observar que a crise mundial de 2008 fez com que a Índia sofresse uma leve recessão, principalmente devido à importância do setor agrícola em sua economia. Logo, nesse período, houve aumento na taxa de desemprego.

 Mesmo com a crise econômica de 2008, os países do RICS não mostraram grandes quedas no produto como os países desenvolvidos e nem grandes crescimentos na taxa de desemprego.

C - PIB.RICS

 

C - UR RICS

 Fontes:

http://www.sarpn.org/documents/d0002390/Unemployment_SA_GPRG_Jan2005.pdf

http://www.indexmundi.com/

http://www.tradingeconomics.com/

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Nível de atividade

Grupo J – Produto e desemprego na AL

 

Desemprego

O desemprego é o termo usado para indicar a parcela da força de trabalho que está sem emprego. A condição de desemprego inclui: pessoas que não estão trabalhando, pessoas que estão disponíveis para trabalhar ou pessoas que tomam alguma providência para conseguir trabalho.

Produto

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados, cidades) durante um período determinado (mês, trimestre, ano). O PIB é um dos indicadores mais utilizados no mundo com o objetivo de quantificar a atividade econômica de um país. Na contagem do PIB, consideram-se apenas os bens e serviços finais, excluindo da conta os bens de consumo de intermediário, evitando-se assim dupla contagem.

 

Desemprego na América Latina

Segundo dados da OIT², nota-se que o desemprego na América Latina apresentou queda a partir de 2002 (neste ano a taxa estava em 11,4%). A partir daí, houveram quedas ininterruptas desta taxa, inclusive em 2007 e 2008 (auge da crise internacional), chegando a 8,3% e 7,5%,respectivamente.  Em 2013, houve uma nova mínima, quando esta taxa chegou a 6,2%.

Percebe-se que mesmo após a crise – e mesmo nos anos mais duros desta – as taxas de desemprego ainda mostravam uma tendência de queda. O fator mais relevante para tal foi o boom das commodities, que tornou os mercados internos dos países da AL¹ pujantes, com maior renda disponível e disposição dos novos empregados a consumir. Ainda, podemos citar as políticas expansionistas praticadas por muitos governantes da região, usadas como políticas anticíclicas.

Em 2014, segundo estimativas, a taxa alcançou uma nova mínima, chegando a 6,1% de desemprego (parte deste resultado deve-se que a proporção da população em idade de trabalhar diminuiu).

Todavia, há estimativas da OIT que o desemprego começará a ter sua tendência revertida devido à desaceleração de algumas economias da região, voltando a crescer a partir de 2015. Este resultado, será influenciado pelo aumento das taxas deste indicador em importantes países da região, como Argentina e Brasil.

 

Produto da América Latina

Pegando dados a partir do ano 2004, nota-se que o crescimento do produto da região mantém taxas crescentes. No período situado entre 2004 a 2008 a média de crescimento dos países latinos americanos foi de 5,1%, influenciados sobretudo, pelo boom das commodities (conforme citado anteriormente). Este movimento foi verificado até meados de 2007. Depois deste ano, o fator relevante para o crescimento, foi o baixo desemprego nos países latinos. Nota-se que mesmo durante os anos de 2008 e 2009(durante a crise) esta região registrou taxas de crescimento maiores que a média mundial.

Este movimento de altas maiores que a mundial, foi mantido até 2011. Em 2012 (ano em que o mundo cresceu 3,2% enquanto a AL apresentou crescimento de 3,0%) houve um arrefecimento de crescimento. Entretanto, a economia da AL analisada como região, ainda apresenta taxas de crescimento robustas, tendo apenas alguns países na contramão, como Venezuela, Argentina e Brasil (previsões para 2015).

Em 2015 a CEPAL³ estima que a AL terá um crescimento superior a 2,5%. Esta comissão, orienta aos países latinos para que realizem reformas em seus sistemas tributários, além de realizar investimento em educação e  infraestrutura para que o produto real (e também o PIB potencial*) voltem a crescer.

J - macro_imagem

 

*PIB potencial: define o quanto a economia pode crescer, sem bater na sua capacidade máxima, pressionando a inflação.

¹AL: América Latina

²Organização Internacional do Trabalho

³Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

 

Fontes:

http://www.oitbrasil.org.br/content/oit-apresenta-panorama-laboral-em-2008-o-desemprego-na-am%C3%A9rica-latina-e-no-caribe-diminuiu-p

http://www.en.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/conjuntura/cc19_economiamundial.pdf

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Desemprego-na-America-Latina-cai-em-2011-a-menor-taxa-historica/7/18341

 

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Nível de atividade

Grupo G – Produto e Desemprego no Brasil a partir de 2003

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“1)Governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010): O primeiro governo, de 2003 a 2006, foi caracterizado pela manutenção do tripé macroeconômico, com o regime de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. O ajuste das contas públicas necessário para a obtenção de um crescimento sustentável foi alcançado com a geração de superávits primários suficientes para reduzir a relação dívida-PIB. Esta estabilidade foi essencial para que o crescimento médio entre 2003-2006 ficasse em torno de 3,4%. Há um destaque para a taxa expressiva de 2004, 5,7%, ocasionada principalmente pela forte queda da taxa de juros em 2003, favorecendo o investimento produtivo e o consumo das famílias. As políticas sociais de distribuição de renda, tendo como principal âncora o Bolsa Família, foram responsáveis pela redução da pobreza e pela ascendência de aproximadamente 40 milhões de pessoas para a classe média. Houve então um grande estímulo ao consumo, aquecendo o mercado interno e alavancando o crescimento do PIB. No segundo governo Lula, entre 2007 e 2010, além da continuidade e aprofundamento das políticas sociais, a expansão do crédito pelos bancos públicos e as reduções das alíquotas do imposto de renda e do imposto sobre produtos industrializados foram outras medidas que tiveram como objetivo a ampliação do consumo interno. Foram, juntamente com a política de valorização real do salário mínimo, essenciais para que o Brasil sofresse pouco com os impactos da crise de 2008, obtendo um crescimento negativo de 0,2% em 2009, baixo se comparado com a média global no mesmo ano (-0,8%). A alta do preço das commodities em 2010 beneficiou as exportações brasileiras, resultando em um saldo da balança comercial que, em conjunto com os fatores de expansão econômica interna, resultaram em uma elevação de 7,6% do PIB naquele ano. Somado ao o aumento da produção, houve a elevação do número de empregos formais, necessário para as empresas terem mão de obra suficiente e atenderem a demanda interna. A criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) promoveu a retomada da execução de obras de infraestrutura pública, o que resultou em um aumento da oferta de empregos e geração de renda. Resultado: a taxa de desemprego caiu de 12,4% em 2003 para 6,7% em 2010. Neste período, houve uma queda quase continua do desemprego, salvos o ano crítico de 2009, em que se pode notar uma leve elevação de 7,9% para 8,1%, e uma estabilidade entre 2005 e 2006.

2)Governo Dilma Rousseff (2011-hoje): Teve como características a manutenção dos programas sociais, com políticas de inclusão social que permaneceram incentivando o consumo interno, juntamente com a continuação das valorizações do salário mínimo. As desonerações de impostos e das folhas de pagamentos das empresas contribuíram para o aumento do nível de investimento público e competitividade das indústrias nacionais. Isto é refletido nos crescimento de 3,9% do PIB em 2011, acima da média global. Porém, o persistente aumento da taxa de juros realizada pelo Bacen, iniciado em 2013, em conjunto com a alta da inflação (responsável pela corrosão da renda) , resultou em uma queda dos gastos com consumo pelas famílias. O aumento da inadimplência contribuiu para este fenômeno. A queda da confiança do empresariado, em parte devido ao aumento da Selic, foi responsável pela diminuição dos investimentos. Somando-se as quedas no consumo e no investimento privados com a piora do cenário econômico internacional, o resultado foi uma baixa taxa de crescimento do PIB em 2014,de 0,1%. O desemprego continuou em queda, influenciada pela criação do PAC 2, bem como pelos aumentos contínuos do salário mínimo. A taxa anual se estabilizou em 4,8%, o menor índice histórico. A explicação para os níveis atuais baixos da produção e do desemprego pode estar no fato de que a geração de emprego nos últimos anos estar associado e trabalhos que exigem baixos níveis de escolaridade e qualificação, o que leva a uma baixa produtividade.

G - Grafico 1

G - Grafico 2

G - Grafico 3

 

Fonte:

http://www.bcb.gov.br/pt-br/paginas/default.aspx

http://www.ibge.gov.br/home/

FILGUEIRAS, L.; GONÇALVES, R. A economia política do Governo Lula. São Paulo: Contraponto, 2007.”

 

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