Mercados Financeiros

B-Ecec: As informações e suas influências sobre os preços das ações

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“Ações podem ser divididas entre preferenciais e ordinárias. Ações preferenciais são aquelas que dão aos seus compradores uma parcela da distribuição dos lucros da empresa emissora,parcela do lucro que é chamada de dividendo.
Já as ações ordinárias não dão preferência na distribuição dos lucros, mas fazem com que o comprador tenha direito à voto nas assembléias da empresa, participando das decisões corporativas.

Quando investimos em ações, a primeira coisa que nos preocupa é saber o que vamos receber por investir de tal forma, ou seja, queremos saber qual o retorno desse investimento, e as diferentes ações tem maneiras diferentes de cálculo.

Para as ações preferenciais, calculamos o retorno esperado através da fórmula de Gordon e Shapiro, descrita como:

B-equação

Onde: P0 = Preço no início da operação;  D0 = Valor do último dividendo pago até a compra da ação; K  = Retorno esperado pelo acionista; g  = taxa de variação média dos dividendos.

Para exemplificar isso, utilizamos ações do banco Itaú Unibanco (ITUB4), para o qual, utilizando dados passados, estimamos g como a média da variância dos dividendos pagos no período de 02/01/2014 até 26/08/2016, chegando ao valor de 2,38%. Utilizando o preço da ação em 02/01/2014, que foi de R$ 27,78 e D0 = R$ 0,015,  chegamos ao valor de k como 28,7%,ou seja, para cada R$ 1 investido nessa ação o retorno esperado será aproximadamente R$ 1,28.

Já no caso de ações ordinárias, utilizamos o método CAPM – Modelo de precificação de ativos de capital – definido por:

Re = Rf +  β (Rm-Rf)

Onde: Re = Retorno esperado da ação; Rf   = Retorno de um ativo de risco zero, no caso é a taxa SELIC; Rm = Retorno de mercado; β  = “Beta” da ação

Exemplificando esse cálculo, utilizamos ações do banco da amazônia (BAZA3), para a qual o β é de 0,39, o Ré de 27,25% aa e o Ré de 14,25% aa, Encontrando um Re em um ano de 19,32%.

A Hipótese de Mercados Eficientes, ou HME, nos diz que as expectativas nos mercados financeiros são iguais as previsões ótimas (melhores previsões do futuro) quando usamos todas as informações disponíveis, considerando nesse conjunto de informações todas aquelas que são de amplo domínio – como o histórico dos preços das ações – e sem considerar informações privilegiadas ou informações provenientes da interpretação de demonstrações financeiras, uma vez que o público em geral não as consegue interpretar de maneira eficiente.

No caso das ações do Itaú Unibanco, ao interpretar o gráfico a seguir, percebemos que nas datas antes da “data com” (dia do pagamento dos dividendos) há um aumento no preço das ações, ou seja, com a informação de que essa data está se aproximando a procura pelas ações aumenta, e consequentemente, na “data ex” (dia após a data com), a procura pelas ações diminui e o preço cai. Desse modo, podemos saber que o preço da ação segue as hipóteses da HME.

B-grafico itau

B-retorno esperadp

 

Em relação à ação que não paga dividendos, para demonstração, relacionamos notícias com os dados observados empiricamente.

Para isso, usamos ações do Banco da Amazônia (BAZA3) especificamente no mês de maio de 2016.
Como pode ser observado na notícia, o fato de mudanças na gerência e superintendência do banco influenciaram positivamente as expectativas dos stakeholders e resultaram numa alta no valor das ações, que pode ser observada no gráfico.

O que nos leva à concluir que a HME semi forte, que nos diz que os preços mudam quase que ‘instantâneamente’ após novas informações serem divulgadas no mercado, é atendida de maneira clara.

B-gráfico açoes bco amazonia

Fontes:”

(http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2971:catid=28&Itemid=23)

https://economia.terra.com.br/entenda-diferenca-entre-dividendo-e-juro-sobre-capital-proprio,af4882fd208da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/o-itau-unibanco/remuneracao-aos-acionistas

https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_de_Gordon
http://conexaoto.com.br/2016/05/03/governador-marcelo-miranda-recebe-novo-superintendente-do-banco-da-amazonia

https://www.google.com.br/?ion=1&espv=2#q=a%C3%A7%C3%B5es%20banco%20da%20amazonia

http://br.investing.com/

http://fundamentus.com.br/

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Mercados Financeiros

ECEC D – Principais mercados de ações internacionais

 

“Uma ação é um título negociável que representa uma fração mínima do capital social de uma empresa de capital aberto, ou seja, uma empresa do tipo sociedade anônima. Nas economias modernas, a grande maioria das operações no mercado acionário ocorre por intermédio das bolsas de valores. Nesse sentido, mercado de ações é o meio responsável por oferecer condições e sistemas necessários para a compra e venda de títulos de valores mobiliários, de forma transparente. No mercado de ações, existem as bolsas de valores, que possuem atividade de regulação, a fim da manutenção de padrões éticos de negociação, e divulgação das operações realizadas com rapidez, amplitude e detalhes

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O ranking da tabela acima é baseado na capitalização de mercado em dólares. Trata-se da soma dos valores de todas as ações (por preço de mercado) negociadas em determinada bolsa. É a métrica mais usada para “medir” o tamanho de uma bolsa de valores. Entretanto, isso não significa que o mercado de ações nas bolsas com melhor desempenho, segundo capitalização de mercado, seja mais eficiente.

 Segundo a Hipótese de Mercados Eficientes, a eficiência de um mercado depende da maneira pela qual as informações disponíveis refletem imediatamente no preço das ações. Existem três categorias de mercados eficientes. A eficiência fraca é aquela em que os preços são totalmente integrados por informações passados. Um mercado é eficiente no sentido semiforte quando os preços incorporam toda informação publicamente disponível, incluindo demonstrações contábeis publicadas, além de séries históricas de preço. Já de acordo com a hipótese forte de mercado, se algum indivíduo possuir informações privilegiadas, esse não será capaz de ter lucro negociando com base nas informações que possui. Ou seja, a HME forte afirma que os preços refletem instantaneamente até mesmo informações ocultas ou “privilegiadas”.

 No mercado de ações, existem alguns índices que representam indicadores de desempenho de um conjunto de ações, ou seja, mostram a valorização de um determinado grupo de papéis ao longo do tempo. Os preços das ações podem variar por fatores relacionados à empresa ou por fatores externos, como o crescimento do país, do nível de emprego e da taxa de juro. Assim, as ações de um índice podem apresentar comportamento diferente no mesmo período, podendo ocorrer valorização ou desvalorização. O índice de ações do mercado brasileiro mais conhecido é o Ibovespa. A figura abaixo mostra os principais índices, nos diferentes continentes, de bolsas de valores internacionais juntamente com o do Brasil.

 ecec d 2

 Então, concluímos que uma ação é um indicador de mensuração informacional que deve refletir as informações disponíveis sobre o mercado em um determinado momento. Assim, a HEM tem como pré-requisito um sistema eficiente de informações, que esteja apto a identificar, coletar, processar e divulgar informações consideradas relevantes por meio de mecanismos ágeis, abrangendo diversos integrantes do mercado.

Sendo assim, o mercado de capitais internacional demonstra – através de seus índices conhecidos mundialmente e de toda sua organização e movimentação -, que ele tende ao mercado eficiente na forma fraca ou semiforte. Ele se torna eficiente, uma vez que mesmo apresentando pequenas falhas de mercado, elas são corrigidas em um período de tempo muito curto.

 Bibliografia:

http://www.bmfbovespa.com.br/indices/BuscarIndices.aspx?idioma=pt-br
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/maiores-bolsas-de-valores-do-mundo/
http://br.advfn.com/mundo
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/10/25/ranking-das-bolsas-mundiais-setembro-de-2012/
http://educacional.bmf.com.br/
http://www.ead.fea.usp.br/semead/11semead/resultado/trabalhosPDF/287.pdf
http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_gestao/article/viewFile/188/111

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Mercados Financeiros

ECO A – Eficiência nos mercados de capitais

 

Para começarmos uma discussão sobre a eficiência dos principais mercados de ações do mundo, é importante investigar, na teoria econômica, o que se entende sobre a eficiência no mercado de capitais.

O conceito de eficiência no mercado de Capitais e, portanto, no mercado de ações, está relacionado com a ideia de que todos os agentes tenham informações suficientes para a fundamentação da geração de preços, isto é, se as informações relevantes para a geração de preço forem completamente processadas pelo mecanismo de preço do mercado de Capitais, então este mercado é chamado eficiente. Este conceito é amplamente utilizado no mainstream econômico.

Eugene Fama, no seu trabalho da década de 1970, define três diferentes formas de eficiência de mercado: Forma Fraca, Forma Semiforte e Forma Forte. Na Forma Fraca, os retornos não podem ser previstos a partir de retornos do passado ou de nenhum indicador baseado no mercado. Na Forma Semiforte, os preços refletem toda informação pública disponível, incluindo dados do mercado como relatórios financeiros, previsões econômicas, anúncios das empresas. Já na Forma forte de eficiência, os preços refletem toda informação pública e privada, isto é, até os agentes que tem informação privilegiada não ganhariam retorno excessivos. 

A partir desta teoria, supondo eficiência semiforte, teremos que o preço esperado no futuro, condicional à informação pública disponível, deverá ser igual ao preço atual. Ou seja, mudanças de preço são causadas por fatores randômicos não correlacionados com as informações disponíveis. 

De fato, a maioria dos trabalhos empíricos da década de 70 demonstra que há possibilidade de existência de eficiência semiforte de mercado. Porém, a partir do final da década de 1970 e início de 1980 começaram a ser detectadas inconsistências a partir da observação da realidade econômica. Há, por exemplo, o efeito “small firm effect”, fenômeno em que as ações das pequenas firmas apresentam retornos acima da média, em determinado momento.

No ano passado, Eugene Fama dividiu o prêmio Nobel de economia com Robert Shiller. Economistas com abordagens diametralmente opostas uma da outra.  Shiller acredita que os investidores estão sujeitos a surtos de irracionalidade, então, a partir de uma perspectiva keynesiana, ele argumenta que os preços das ações são direcionados a partir da ação de especuladores e não por fundamentos do mercado. Shiller defende políticas econômicas de cunho altamente regulador.

De acordo com uma matéria do Daily China, os principais mercados de ações do mundo são, em primeiro lugar, o New York Stock Exchange com um volume de capitalização de 17,949.88 bi de dólares,  em seguidos pela NASDAQ OMX o Tokyo Stock Exchange e o Osaka Securities Exchange, que formam o Japan Exchange Group,  Como vemos na tabela a seguir:

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 Dado que os mercados de ações acima são os maiores do mundo, os custos destes em obter informações são os menores do mercado, logo são os mais eficientes.

A partir das duas abordagens mais famosas de eficiência de mercado, podemos analisar se os principais mercados de ações do mundo são eficientes. Ou seja, se apresentam as condições de mercado eficiente preconizadas por Fama ou se apresentam ou não regulações suficientes, a se entende em Shiller.

Links:

www.jstor.org/stable/pdfplus/3216841.pdf?acceptTC=true&jpdConfirm=true

http://www.bbc.com/news/magazine-24579616

http://www.econlib.org/library/Enc/EfficientCapitalMarkets.html

http://arxiv.org/pdf/1208.1298.pdf

www.chinadaily.com.cn/business/2014-04/29/content_17472002.htm

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1713