Cultura Econômica, Economia

Principais Escolas do Pensamento Macroeconômico

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“Análises econômicas existiam já no mercantilismo, com temas como preço, emprego e produto. Porém, foi apenas com a Escola Clássica que a economia se aproximou de aspectos científicos. Assim como uma miríade de outras teorias, como as que serão tratadas nesse texto, a Escola em questão é criada para contrapor visões até então tidas como grandes verdades, no caso, contra as práticas mercantilistas.

  • Clássicos
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Adam Smith

Como grande expoente dos Clássicos, temos Adam Smith. Suas teorias tinham como ponto central o liberalismo econômico. As maiores críticas, nesse sentido, foram acerca da defesa ao monopólio e protecionismo, bem como às políticas fiscais e monetárias. Os estudos clássicos consideravam que os mercados operavam em concorrência perfeita, com a atuação de agentes racionais, e que, portanto, o livre mercado levaria a uma otimização, alcançada com o equilíbrio. Outro ponto contestado era a determinação da riqueza de um país pelo acúmulo de seus metais preciosos. Uma nova concepção de riqueza contribuiu para o surgimento da Teoria Quantitativa da Moeda, com a qual se determinaria, no longo prazo, o nível de preços, explicando, portanto, o aumento constante da inflação nos séculos anteriores: causada pelo aumento da quantidade de moeda.

  • Keynesianos
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John M. Keynes

A escola keynesiana surgiu com a publicação do livro “Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda”, 1936, de John Maynard Keynes. Tal obra foi publicada em contraposição ao pensamento clássico, que falhou em explicar e gerenciar a Crise de 29. Um dos fundamentos keynesianos é de que o ciclo econômico não é completamente racional e autorregulador, como defendiam os clássicos; também é muito determinado pelo “espírito animal” dos agentes econômicos, um comportamento irracional que move a vontade de produzir, investir e consumir, independentemente das instabilidades da economia.

Keynes representou uma quebra com o “laissez-faire” clássico. As visões inovadoras e inúmeras contribuições para o pensamento econômico dessa escola são relevantes até hoje e desempenham um papel importante no processo decisório de políticas econômicas.

  • Novo Clássicos
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Robert Lucas

Após um intenso período de expansão conhecido como a Era de ouro do capitalismo (pós Segunda-Guerra), a década de 1970 marcou o fim do ciclo virtuoso para as economias desenvolvidas. E, deparando-se com um quadro de recessão, alguns economistas voltaram a atenção à construção da Nova economia Clássica, oposta à keynesiana e crítica quanto a ortodoxia vigente, moldada a partir de modelos neoclássicos e focada na microeconometria, na racionalidade dos agentes e suas expectativas. Um dos maiores expoentes dessa construção é Robert E. Lucas Jr, reconhecido como fundador da escola Novo Clássica. Em 1995, foi-lhe concedido o Nobel de Economia pelos seus estudos relacionados, principalmente, à macroeconomia de curto prazo. Com isso, a possibilidade de se modelar um fenômeno aparentemente imprevisível, os ciclos, não apenas constituiu um avanço metodológico, mas também, um maior grau de similaridade entre as teorias micro e macroeconômica.      

  • Novo Keynesianos
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George Akerlof
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Joseph Stiglitz

Esses economistas compartilham da adoção de uma racionalidade do consumidor, mas sabem também da influência das imperfeições no mercado. Defendem a ideia da existência de rigidez de preços e salários, explicando-a em relação ao “custo de menu”, o qual influencia nas determinações do lucro. Esse custo pode levar a flutuações econômicas, quando considerado o comportamento dos consumidores, os quais não conseguem determinar sua programação financeira livremente. Essa é a ideia da assimetria de informações, que garantiu o Nobel de economia a George Arthur Akerlof e Joseph Stiglitz, ambos Novo Keynesianos.

Apesar da rigidez, os preços e salários oscilam em torno do equilíbrio no curto prazo. Esse é um movimento lento, que se estabilizaria no longo prazo, no qual os mercados se equilibram, a curva de oferta agregada é inelástica e o desemprego involuntário, inexistente.

Fontes de pesquisa:

  • Sites e artigos:

http://www.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/keynes_e_os_novos_keynesianos.pdf

https://www.maynardkeynes.org/

http://www.thinkfn.com/wikibolsa/Escola_Keynesiana

http://www.anpec.org.br/revista/aprovados/Classica.pdf

  • Bibliografia:

Escolas da Macroeconomia – Conselho Regional de Economia 1ª Região/RJ – Corecon-RJ

Macroeconomia (4ª edição) – Olivier Blanchard

“Equilíbrio de Ciclos”, Matheus A. de Magalhães, Revista de economia contemporânea, vol.9, nº3, RJ”

 

Autores: Grupo D – Macro I