Inflação, Nível de atividade

WILLIAM “BILL” PHILLIPS E CURVA DE PHILLIPS

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“William “Bill” Phillips (1914-1975) foi um economista neozelandês que viveu na Inglaterra e ficou conhecido principalmente por duas obras: o computador MONIAC e a Curva de Phillips.

5-B Professor_A.W.H_(Bill)_Phillips (1)

Antes de estudar economia, Phillips frequentou uma faculdade de engenharia elétrica, na Austrália, e só foi ter contato com aquele assunto após o fim da Segunda Guerra, quando ingressou na London School of Economics, para estudar Sociologia.5-B Phillips_and_MONIAC_LSE

A partir daí, passou a se interessar por tópicos de macroeconomia e em 1949, utilizando também seu conhecimento em engenharia, criou o MONIAC, um computador analógico composto por reservatórios de água representados por agregados macroeconômicos (entre eles renda nacional, consumo, importações, exportações), tubos e comportas que usava conceitos de hidráulica para demonstrar como o dinheiro fluía em uma economia.

 

Mas sua principal contribuição para as ciências econômicas foi um estudo publicado em 1958 no artigo The Relation between Unemployment and the Rate of Change of Money Wage Rates in the United Kingdom, 1861-1957, no qual Phillips relacionava a inflação à taxa de desemprego de um país. Essa relação já havia sido feita pelo economista Irving Fischer (criador da Teoria Quantitativa da Moeda) em um estudo publicado em 1926 sob o nome de A Statistical Relation between Unemployment and Price Changes, mas foi de fato abordada com mais profundidade no artigo de Phillips.

Uma consideração é importante: o que chamamos de inflação é tratada no artigo de Phillips como a taxa de mudança dos salários nominais. A substituição foi feita por Samuelson e Solow, em 1960, quando aplicaram a relação da Curva de Phillips (esse nome foi dado pelos dois neste artigo) para os Estados Unidos.  

EXPLICANDO A RELAÇÃO ENTRE INFLAÇÃO E TAXA DE DESEMPREGO

Para chegar na conclusão de que inflação e taxa de desemprego relacionavam-se inversamente, além de observar o diagrama de dispersão que desenvolveu, Phillips baseou-se no princípio de que os trabalhadores sofriam de ilusão monetária, ou seja, levavam em conta a variação do salário nominal em detrimento do real. Assim, relacionou a variação dos salários nominais ao excesso de oferta de trabalho em uma economia. De forma simples, este trade-off entre inflação (π) e desemprego (u) é evidenciado no gráfico abaixo e, ao lado, no diagrama publicado no artigo original: 5-B Grafico 15-B grafico 2

 

 

 

 

 

 

Contudo, a relação sugerida por Phillips foi limitada por alguns economistas. Em 1968, Milton Friedman, em seu artigo The Role of Monetary Policy (pág.11), defendeu que a Curva de Phillips, tal qual havia sido proposta, valia apenas para o curto prazo, ou seja, o trade-off inflação-desemprego existia somente temporariamente. No longo prazo, esses economistas argumentaram que  o gráfico da Curva de Phillips, ou NAIRU (Non-accelerating Inflation Rate of Unemployment),  seria uma reta vertical, sugerindo que a inflação não mais teria efeito sobre o desemprego e este caminharia para sua taxa natural. Abaixo, segue o gráfico da NAIRU:

5-B Grafico 3

Modernamente, a corrente principal das ciências econômicas reconhece a importância histórica da Curva de Phillips, e como sua principal contribuição para a macroeconomia. Contribuiu com o debate acerca da ilusão monetária, expectativas adaptativas e expectativas racionais, estagflação, e influenciou as políticas macroeconômicas nas décadas seguintes, tendo ainda hoje influência, ainda que menor, de maneira adaptada. Influenciou economistas como Paul Samuelson e Robert Solow, como no artigo que publicaram em 1960, Analytical Aspects of Anti-Inflation Policy (pág. 188), no qual repetem o experimento de Phillips utilizando a base de dados dos Estados Unidos.  No livro Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw, o trade-off explicitado pela Curva de Phillips é considerado como um dos 10 Princípios da Economia.”

 

Autores: GRUPO E – Macro I

 

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Inflação, Política Monetária

Grupo I – Inflação e Taxa de juros nos RICS

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O RICS é um grupo de países formado por Rússia, Índia, China e África do Sul. Cujos órgãos responsáveis por realizar políticas monetárias são, respectivamente, Central Bank of Russia (CBR), Reserve Bank of India (RBI), People’s Bank of China (PBC) e South African Reserve Bank (SARB). Realizam políticas monetárias alterando a oferta de moeda, visando alterar a taxa de juros, e, assim, manter a inflação sob controle e evitar grandes flutuações do produto da economia. Geralmente, realizam políticas monetárias através de instrumentos como práticas de open market, mudanças nas taxas de redesconto de liquidez, alterações no coeficiente de reservas compulsórias e outros métodos.

Avaliando cada país:

Rússia: Durante a década de 1990, foi dissolvida a URSS, portanto, a Rússia passava por uma transição de uma economia planificada para uma economia de mercado. Essa transição gerou uma instabilidade política no país, que causou a crise financeira russa de 1998. Assim, os altos índices de inflação observados em 2000 e 2001 são, ainda, reflexos dessa crise. As taxas de juros também se mantiveram altas, numa tentativa de reduzir a inflação. A partir de 2002, o país obtém maior estabilidade política, permitindo que seus níveis de inflação caíssem. Hoje, a Rússia enfrenta novamente uma instabilidade política provocada pela crise ucraniana, o país tem sofrido sanções econômicas por parte dos países ocidentais e tem ocorrido grandes desvalorizações do Rublo, o que gera o risco de um aumento da inflação. http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/a_desvalorizacao_do_rublo

Índia: Analisando os gráficos, notam-se taxas de juros predominantemente altas, visando controlar a crescente inflação observada, causada pelo elevado crescimento do produto no período. Um dos desafios do RBI hoje é manter a inflação sob controle sem prejudicar o crescimento do país. Em março desse ano o RBI chegou a realizar políticas para diminuir os juros em 0,25%, já que a inflação cresceu menos que o esperado. http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2015/03/indias-monetary-policy

China: Ao analisar a taxa de juros e inflação da China, é importante ressaltar que o país ainda vive um processo de transição de uma economia planificada para uma economia de mercado. Seu mercado financeiro ainda apresenta problemas e sofre uma grande regulamentação por parte do governo. Percebe-se claramente que quando há uma alta da inflação, há um decorrente aumento das taxas de juros para controlá-la. Dentre os países analisados, é o que possui menores taxas de inflação. Porém, o governo Chinês é muitas vezes acusado de manter os preços artificialmente baixos e de ser uma instituição pouco transparente. Devido a isso, seus dados macroeconômicos são considerados pouco confiáveis. http://mundorama.net/2014/09/04/o-setor-financeiro-na-china-por-paulo-duarte/

África do Sul: O SARB, diferentemente dos outros países analisados, adota um regime de metas de inflação. Sendo as políticas monetárias realizadas para mantê-la dentro da meta. Contudo, essas metas de inflação possuem certa flexibilidade, o próprio SARB afirma adotar um regime de metas de inflação flexível. Assim é aceito que ela fique acima da meta num primeiro momento, devido a mudanças na conjuntura macroeconômica, entretanto, o SARB deve estabelecer em quanto tempo a inflação deve voltar para meta e é responsável por atingir esse resultado no tempo determinado.  A partir de 2009, a meta de inflação foi estabelecida entre 3% e 6%. Pode se observar que em alguns anos a meta não foi cumprida. 

I - Inflação RICS

I - Juros Nominal RICS

Destacam-se nos gráficos os impactos da crise de 2008 sobre as taxas de juros dos países componentes do RICS. Eles sofreram menos com a crise quando comparados com os países desenvolvidos. Isso ocorreu, em parte, devido a uma menor sofisticação e maior regulamentação de seus mercados financeiros. Apesar disso, não deixaram de realizar políticas para combater a crise, como exemplo, aumentar a liquidez na economia, causando a queda da taxa de juros observada no gráfico no ano de 2009.

Fontes: http://www.worldbank.org/

              https://www.resbank.co.za/Pages/default.aspx

              http://www.cbr.ru/eng/statistics/?Prtid=idkp_br

              http://www.pbc.gov.cn/publish/english/957/index.html

              https://www.rbi.org.in/

              http://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/a-rea%C3%A7%C3%A3o-dos-bric-%C3%A0-crise-econ%C3%B4mica

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Inflação, Política Monetária

Grupo H – Inflação e taxa de juros na América Latina

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Nas décadas de 80 e 90, os países latino-americanos viveram constantemente com altas taxas de inflação e, por conseguinte, taxas de juros muito elevadas. Por isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) frequentemente emprestava dinheiro a esses países elevando o grau de dependência deles à instituições internacionais e países desenvolvidos. Os aspectos econômicos dos diversos países da América Latina são parecidos, pois tiveram bases históricas de colonização e exploração semelhantes que refletem até hoje na economia. Atualmente, os países mais ricos são: Brasil, México e Argentina. A maioria dos países é dependente de commodities agrícolas e minerais, e também com grandes desigualdades sociais e alta concentração de renda. Segundo a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), as principais causas da inflação da América Latina são: inelasticidade da oferta agrícola, inadequação da infraestrutura, inadequação do fator humano disponível a curto prazo (baixa capacidade inovadora) e inadequação das estruturas fiscais. Em relação à inflação, nota-se que, a partir de 2000 a taxa de inflação da América Latina decresce e se mantém relativamente estável quando comparada com décadas anteriores, com algumas exceções, como Argentina que vive uma crise econômica atualmente, no entanto não há dados confiáveis disponíveis, pois o instituto que mede a taxa de inflação é subordinado ao governo. A inflação pode ser observada nos dois gráficos abaixo (salientamos que o gráfico 2 mede a inflação média da América Latina, o que inclui a do Brasil):

H - Inflação - países selecionados2
H - Gráfico 2
Uma pesquisa feita por professores do Insper e da UFABC (com dados de 1999 a 2008) mostrou que os países latino-americanos que mais combatem a inflação com o uso de políticas monetárias, isto é, principalmente o uso da taxa de juros é o Brasil e o México e os que menos utilizam a taxa de juros como mecanismo de combate à inflação é a Argentina, Venezuela e Colômbia. Neste gráfico utilizamos a taxa de juros real, isto é, descontada a taxa de inflação. Optamos pela taxa real para não nos enganarmos e termos uma visão distorcida e inflacionada da taxa de juros.

H - Taxa de juros - países selecionados
A América Latina teve um quadro muito favorável nos últimos anos, a inflação diminuiu consideravelmente, os governos deram mais autonomia aos seus respectivos bancos centrais o que tornou a estrutura das taxas de juros mais compatível com a inflação observada, aumentando a confiança dos investidores internacionais nas economias latinas. Assim, o crescimento econômico foi acompanhado, além de uma melhora nas contas externas (dependência das instituições financeiras e países desenvolvidos), pela uma redução constante das taxas de inflação, vivendo uma relativa estabilidade macroeconômica, em comparação com décadas anteriores.   Referências: http://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2013/12/2008_wpe134.pdf http://www.worldbank.org/ http://www.imf.org/ http://www.cepal.org/pt-br/ BOBIK, M.; CACCIAMALI, M. C; JÚNIOR, U. C.: Em busca de uma nova inserção da América Latina na economia global. Estudos Avançados, 26 (75), 2012. Institut des Amériques: Os desafios do desenvolvimento na América Latina CEPAL: Estudo Econômico da América Latina e do Caribe: Desafios para a sustentabilidade do crescimento em um novo contexto externo.”   .

Inflação, Mercados Financeiros, Política Monetária

Grupo E – Inflação e Taxa de Juros no Brasil a partir de 2003

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“O período de 2003 até hoje engloba os dois mandatos do ex-presidente Lula, e da atual presidente Dilma Rousseff. Nesse período é mantido o regime de metas de inflação, controlado pelo Banco Central. Sabemos que, apesar das metas estipuladas, na maior parte dos anos obtivemos inflação acima do centro da meta. Esse fato não se restringe ao Brasil, o que difere é termos metas mais altas do que em outros países, e intervalos de tolerância um pouco maiores (desde 2005 o limite inferior é de 2,5% e superior de 6,5%).

Há vários índices de preços utilizados para analisar a inflação, porém, sendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o índice oficial de inflação no Brasil desde 1999, o gráfico será baseado nele.

E - gráfico de inflação

Como podemos observar acima, dado que analisamos a inflação a partir de 2003, esse foi o único ano dentre os considerados em que a inflação esteve acima do limite superior da meta, apesar de um aumento no centro da meta no mesmo ano. Isso se deve, principalmente, a inércia, vinda da alta inflação do período anterior, das expectativas negativas no segundo semestre de 2002 e da depreciação cambial. Para reverter o quadro ruim, houve um aumento da taxa de juros, que levou a um maior fluxo de capital externo. Essas medidas levaram a uma inflação mais baixa em 2004, dentro da meta estipulada.

Em 2006, verificamos a menor taxa de inflação desde a implantação do regime de metas, o que pode ser explicado pelo câmbio favorável e aumentos mais baixos em relação à energia elétrica e combustíveis. Hoje temos um cenário de inflação ascendente motivado principalmente pelo aumento de preços relacionado a transporte e alimentação.

É preciso reconhecer o sucesso do regime de metas, que manteve a estabilidade de preços num período de crescimento econômico. Ainda assim, critica-se o comportamento da Taxa Selic, que apesar de todos os avanços continuava sendo a mais alta taxa de juros real do mundo.

E - gráfico taxa de juros

A taxa de juros no Brasil é chamada Taxa Selic e é com base nela que os governos, os bancos e as empresas atuam. Ela serve de parâmetro para o custo do dinheiro e, por isso, dita também o custo dos empréstimos. Durante o período considerado podemos observar com frequência aumentos na taxa de juros, promovidos com o intuito de controlar a inflação. Com o aumento na taxa de juros, verifica-se que os custos dos empréstimos são maiores, e, diante disso, a população tende a consumir menos, o que ajuda a conter a inflação.

Sabemos que só elevar a taxa de juros não é suficiente para controlar a inflação, assim, como o Brasil se deparava com um cenário de juros altos e inflação também alta, foi colocado em prática um conjunto de medidas, capazes de levar a queda da taxa de juros simultânea ao controle da inflação. Entre essas medidas destaca-se a política tributária (como redução de impostos sobre gasolina, diesel e produtos da cesta básica). Desse modo notamos nesse período uma trajetória de queda da taxa Selic, mesmo apresentando movimentos de subidas e descidas.

Na última reunião do COPOM, 29/04/2015, ficou definida a taxa Selic como 13,25% a.a.

 

Fontes: http://www.bcb.gov.br/

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/desde-1999-inflacao-anual-superou-centro-da-meta-do-governo-dez-vezes.html

http://www.economiaetecnologia.ufpr.br/revista/Especial%20Capa/Marcelo%20Curado.pdf

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Inflação, Nível de atividade, Política Monetária

Grupo A – Inflação e Taxa de Juros no Brasil (Plano real até 2002)

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“CONTEXTUALIZAÇÃO: O objetivo principal do Plano Real foi restabelecer a estabilidade monetária, ou seja, o controle do processo inflacionário (no governo FHC, assume-se basicamente que não existe política de crescimento sustentável com instabilidade monetária), o que é diferente do propósito de buscar a estabilidade econômica, embora a estabilidade monetária seja um componente necessário para se atingir a última. Para entendermos a inflação que o Plano Real combateu devemos pensar na persistência e a intensidade dos aumentos dos preços. O financiamento dos sucessivos déficits com emissão de moeda levou ao aculturamento inflacionário, ou seja, os agentes econômicos começaram a associar inflação passada com inflação futura e os preços começaram a se descolar dos custos de produção, sendo definidos e baseados em expectativas inflacionárias. Quando esse processo se consolida a inflação inercial a qual possui uma autoalimentação. Seguindo esse raciocínio, ela se autoalimenta e tende a inviabilizar a moeda na sua função de reserva de valor, perdendo credibilidade e fazendo com que os agentes econômicos procurem se desfazer da moeda rapidamente, pois sabem que de um dia para outro seu poder de compra se reduz significativamente. Também por isso o Plano Real veio acompanhado da implantação de uma nova moeda. Focando o objetivo de estabilidade monetária, o Plano Real se sustentou em três pilares:  a âncora cambial, abertura econômica e base monetária rígida (juros altos).

 INFLAÇÃO: De uma inflação anual elevada em 1994, todos os indicadores considerados apresentam uma tendência de baixa estável até 1998, ano em que se atingiram os menores índices de todo o período do Plano Real. Em 1999, com a necessidade de adoção de um regime cambial flutuante, a desvalorização cambial explica grande parte da aceleração da inflação, processo que volta à sua trajetória descendente e se estabiliza nos anos seguintes, mas ressurge em 2002, como reflexo da crise da Argentina, instabilidade internacional (atentado de 11 de setembro de 2001), incapacidade de cumprir com os compromissos internacionais e, especialmente por ser um ano eleitoral.  A constatação de que o plano real atingiu seu objetivo prioritário fica mais evidente se considerarmos as taxas médias de inflação do período de 1995 a 2002 e contrapô-las com o período anterior de 1990 a 1994. As taxas percentuais médias do primeiro período foram respectivamente de 12,48 do IGP-DI; 12,46 do IGP-M; 10,19 do IPC; 9,47 do INPC e 9,24 do IPCA, contra, respectivamente, 1.383,36; 1.429,32; 1.474,87; 1.325,67 e 1.321,27 no período anterior. São taxas baixas para os padrões brasileiros, especialmente se comparadas com aquelas alcançadas antes do período do Plano Real.  Para ajudar a visualização, colocamos ambos os gráficos abaixo: primeiro do período de 1994 a 2002 e depois de 1986 a 2013 referentes ao assunto:

A - Gráfico 1 Inflação

A - Gráfico 2 Inflação

TAXA DE JUROS: Embora se reconheça que há um componente inercial na inflação brasileira, e o inclua formalmente no seu modelo de meta de inflação, o Banco Central continua a usar a taxa de juros básica para controlá-la. A evolução da taxa de juros referencial da economia brasileira, a SELIC, no período de dezembro de 1994 a agosto de 2002, mostra que embora tenha havido uma grande oscilação no início da série, a taxa de juros decresce sucessivamente até agosto de 1997, ficando em 1,5859% ao mês. É seguido por uma fase de grandes oscilações, com a taxa alcançando um máximo de 3,3345% ao mês em março de 1999, vindo a retroceder e mudar seu ritmo em torno de outubro de 1999 com uma taxa de 1,3839% ao mês, quando a amplitude de variação da taxa de juros se reduz. Novo impulso ao aumento nas taxas de juros ocorre em agosto de 2001, com taxas de 1,6% ao mês, em elevação continuada em 2002, causada pelas eleições presidenciais em função de temor de possível calote da dívida pública.  Vide gráfico abaixo:

A - Gráfico Taxa de Juros

 

Referências:

http://20anosdoreal.epocanegocios.globo.com/

http://www.iea.sp.gov.br/out/LerTexto.php?codTexto=8984

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Inflação, Nível de atividade

Grupo L – Produto e Inflação na Zona do Euro

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Produto Interno Bruto (PIB)  

      O PIB é a totalidade da riqueza gerada por um país ou região em um intervalo de tempo. A sua mensuração poder ser feitas sob três óticas: a ótica da despesa, a ótica da oferta e a ótica do rendimento. Na ótica da despesa, o valor do PIB é calculado a partir das despesas efetuadas pelos diversos agentes econômicos em bens e serviços para utilização final, e corresponderá à despesa interna, que inclui a despesa das famílias e do Estado em bens de consumo e a despesa das empresas em investimentos. Na ótica da oferta, o valor do PIB é calculado a partir do valor gerado em cada uma das empresas que operam na economia. Já na ótica do rendimento, o valor do PIB é calculado a partir dos rendimentos de fatores produtivos distribuídos pelas empresas, ou seja, a soma dos rendimentos do fator trabalho com os rendimentos de outros fatores produtivos.

A evolução do PIB
    A economia do Euro apresentou um crescimento significativo entre os anos de 2005 a 2007, devido ao aumento de consumo privado, aumento de formação bruta de capital e o aumento de exportações. Contudo, devido ao temor de contágio da crise dos sub-primes dos EUA, esse aumento que se mantinha, foi retido em razão do decaimento das expectativas sobre o crescimento da economia do euro.

L 1 PIB real zona do euroNo ano de 2008, percebe-se um crescimento debilitado de aproximadamente 0,8%. Nota-se uma queda generalizada no setor de exportação, acompanhada dos setores de consumo e investimento.
Devido à queda dos componentes do PIB, no ano de 2009, a taxa de crescimento tornou-se negativa, apresentando uma retração de 4% do PIB. O principal motivo foi à crise financeira que afetou as expectativas no mercado de trabalho atingindo diretamente a demanda agregada, sob redução de consumo e aumento de poupança.

http://www.valor.com.br/arquivo/603269/bce-preve-contracao-economica-na-eurozona-em-2009

  Em 2010, nota-se aumento do PIB na ordem de 1,9% ocasionado pela elevação da demanda externa aliado a uma política fiscal expansionista. Unido a isso, houve uma recatada recuperação de consumo e investimento.
  A atividade econômica na Zona do Euro apresentou uma estabilidade entre 2012 e 2013, sendo pela melhora das expectativas dos empresários e dos consumidores.

L 2 Taxa de Crescimento Euro
O investimento foi beneficiado pela diminuição da incerteza, mas permaneceu baixo devido à pequena taxa de utilização produtiva e a demanda futura. O gasto público foi reduzido para uma consolidação fiscal. A perspectiva para os próximos anos é um crescimento relativamente baixo.

Inflação
A inflação pode ser conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços. Ou seja, os movimentos inflacionários representam elevações em     todos os bens produzidos pela economia e não meramente o aumento de um determinado preço.

Evolução da inflação:
    Sobre a inflação, pode-se perceber que ela permanece praticamente estável no patamar de 2% a 3%, durante os anos de 2000 a 2007, o que condiz com uma inflação decorrente do crescimento do produto durante o mesmo produto. A partir no 4º semestre de 2007, nota-se uma elevação no preço de alimentos e de produtos energéticos, dois itens que tem grande incumbência no cálculo da inflação, fato o qual continuou em 2008 fazendo a inflação ter o maior nível histórico, atingindo 4%.
    A partir de 2009 o preço do petróleo e de outras matérias primas reverteu-se fortemente em comparação ao ano anterior, aliviando a pressão inflacionária.

L 3 Inflação euro
 Durante os anos de 2011 e 2012, a inflação volta a níveis médios devido ao aumento do preço do petróleo, semelhante ao ano de 2008. Porém, no ano de 2013 a inflação abaixou devido à diminuição dos preços da produção industrial e queda dos preços de matérias-primas petrolíferas e não petrolíferas. E permanece com tendências baixas.

Bibliografia: http://www.ecb.europa.eu/pub/annual/html/index.en.html “.

 

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Ensinando Economia, Inflação, Política Monetária

Grupo K: Inflação e Taxas de Juros nos EUA

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Inflação e taxa de juros são duas variáveis de grande importância no escopo de atuação dos economistas.

A taxa de inflação

A inflação é uma elevação sustentada do nível geral de preços da economia conhecido como nível de preços. Ela é medida com base em índices que ponderam os bens e serviços mais importantes para a população e medem o crescimento desses preços. Se todos os preços (bens, serviços, salários, lucros etc.) aumentassem uniformemente, não haveria problemas. O problema é que a inflação mexe nos preços relativos, e assim quando a inflação é superior ao aumento de salários, por exemplo, há perda do poder de compra da população assalariada. A inflação pode ter uma causa monetária (impressão de dinheiro pelo governo), pode ter causas psicológicas (agentes ajustam o preço porque acham que aumentaram no futuro) e pode ter uma causa real (um desajuste entre a oferta e a demanda por bens e serviços).

Deflator do PIB e Índice de Preços ao Consumidor

Duas medidas são geralmente utilizadas como índices de preços: o deflator do PIB e o índice de preços ao consumidor. Apesar de não ser tão utilizado como os demais índices, o deflator é provavelmente o mais abrangente, pois seu cálculo utiliza informações indisponíveis aos demais indicadores, como os preços implícitos da administração pública. O cálculo do deflator é dado pela razão entre PIB nominal e PIB real. Já o IPC é calculado com base em uma cesta de bens e serviços consumidos por um grupo específico de habitantes, a inflação é medida pela variação nos preços do conjunto fixo de bens dessa cesta a cada período.

No contexto americano, podemos notar um nível de inflação razoavelmente estável ao longo das duas últimas décadas com algumas quedas em períodos de recessão como em 2001 e 2008-09. O IPC apresenta uma maior volatilidade em decorrência de sua metodologia de cálculo, evidenciando a sensibilidade das famílias em relação ao consumo nos períodos de crise.

K - IMAGEM 1

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Como inflação e taxas de juros se relacionam?

A taxa de juros é um instrumento utilizado para regular o nível de atividade econômica. Por exemplo, se há interesse em expandir o nível de atividade econômica a taxa de juros é reduzida. Ao contrário, se há um superaquecimento da atividade os juros são aumentados, para que o custo dos investimentos tornem-se mais elevados desencorajando projetos de investimento. Aumento dos juros tende a reduzir o ritmo de elevação dos preços, reduzindo a taxa de inflação.

A Taxa de Juros Americana

A taxa de juros americana (Federal Funds Rate) é determinada pelo mercado e influenciada pelo banco central americano (Fed) através de operações de open market, repondo ou retirando fundos ao volume disponível no mercado. Este procura alinhar a Federal Funds Rate efetiva com a taxa de juros pretendida. Esta taxa serve de referência para a economia americana sendo usada nos empréstimos feitos entre bancos e também nas aplicações feitas por estas instituições em títulos públicos federais. E sua alteração tem efeito sobre o valor das taxas para diversos produtos como hipotecas, empréstimos, juros de poupança entre outros.

Desde o final de 2008 o Federal Open Market Committee (FOMC), que equivale ao COPOM, tem estabelecido como alvo uma taxa de juros próxima a zero visando estimular a atividade econômica e a geração de empregos.

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Análise da Conjuntura

Após a crise mundial o Fed manteve a taxa de juros próxima a zero afim de estimular o crescimento da atividade econômica. Em 2014 o país cresceu 2,4%, o que mostra uma tendência de recuperação aliado a queda na taxa de desemprego. A economia americana mostra tendência de crescimento mais moderado. A inflação também mantém-se baixa, o que estimula o consumo, e com aumento da criação de empregos pode haver um superaquecimento da economia, levando o Fed a aumentar a taxa de juros para trazer a economia ao equilíbrio, aumentando o nível de atratividade dos investimentos financeiros nos Estados Unidos.

O link a seguir ilustra os fatos apresentados: http://goo.gl/NDvPE2 

 

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