Cultura Econômica, Ensinando Economia

Primeiras aulas de macro…

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Você se lembra das suas? Eu me lembro das minhas… como estudante, eu digo! Começar a estudar macroeconomia é sempre estimulante, a gente acha que vai entender tudo de tudo aquilo que passa na TV sobre inflação, desemprego, taxas de juros e câmbio, exportações, fluxo de capitais, crises financeiras, etc, etc, etc… E, de certa forma, é verdade! 

Por que de certa forma? Porque o início desse processo de aprendizado todo está aí, de fato, nas primeiras aulas de macro, que se torna realmente interessante, no sentido de nos propiciar compreensão das economias contemporâneas, alguns semestres mais tarde, quando o funcionamento de economias abertas é estudado e as relações internacionais em termos de bens e de capitais são explicitamente trazidas para o instrumental de análise, além de aspectos mais modernos do desenvolvimento teórico como o regime de metas de inflação e o papel da credibilidade e das instituições na macroeconomia. 

Assim, tenhamos paciência… e saibamos que dificilmente se alcança o conhecimento mais complexo sem dar os passos básicos. Uma base bem consolidada é a fonte para uma caminhada mais tranquila rumo aos avanços futuros! Além disso,  como também alertei os alunos, é também muito importante reconhecer os limites daquilo que se estuda, saber para o que não serve determinada teoria ou modelo. Porém, ainda assim, esse raciocínio básico de macro já ajuda a dar os primeiros passos no mundo real, como Paul Krugman nos mostra neste post ou neste (vale a pena ler…)

Tenho pensado em como realizar com os estudantes de Macro I atividades interativas, com o uso mais efetivo do blog como instrumento didático, mas ainda não consegui pensar em nada que me pareça factível (tal como a atividade que realizaremos em Finanças). Um dos alunos me sugeriu que tal atividade utilizasse notícias sobre macroeconomia nacional ou internacional, achei ótima a ideia, mas acredito que, por ser um curso bastante básico, poderíamos ter mais confusões do que aprendizado efetivo. E, como também já alertei meu alunos desse semestre, é muito fácil um estudante novato no ramo achar que macroeconomia é “embromation”, ou apenas seu juízo de valor sobre os fatos, e inventar o que eu costumo chamar de “macroeconomia da minha cabeça”… Acontece muito em provas: o estudante preenche páginas de texto usando conectivos conclusivos (portanto, assim, logo… ) e traça um emaranhando sem nexo de raciocínios falaciosos (para ser simpática… rs).

Se você, estudante ou não dessa disciplina, tem uma sugestão de atividade, deixe seu comentário! Agradeço!