Ensinando Economia, Nível de atividade

G_C: Medindo a Economia

Em uma economia em que todas as pessoas produzem apenas maçãs, seria muito fácil medir a produção, certo? Seria só contar o número de maçãs produzidas. Mas sabemos que a realidade não é tão simples. Nela produz-se bens e serviços como maçãs, carros, passagens aéreas, aulas de economia, e vários outros. Mas como somamos bens tão distintos? Usamos um fator comum entre todos: os preços. Todos os produtos negociados numa economia são medidos em termos monetários. Assim, para medir a produção, multiplicamos a quantidade de cada produto final pelo seu preço relativo.

Olhando pelo lado da produção, o PIB – Produto Interno Bruto – é a forma de medir em um período, no sistema contábil do país, o produto agregado, isto é, o valor de bens e serviços finais produzidos numa economia. Dessa forma, os bens intermediários – utilizados e consumidos durante a produção – não devem ser contabilizados. Consideremos duas empresas. A empresa A produz maçãs. Já a empresa B as compra e fabrica deliciosas tortas de maçã. A partir do conceito acima, quais valores deveriam ser medidos sob essa ótica do PIB? A resposta certa seria apenas o valor relativo as tortas de maçã, visto que a fruta in natura é utilizada no processo e subtraindo o bem intermediário da produção final obtemos o valor adicionado, cuja soma incorre no PIB.

Outro jeito de olhar o PIB é sob a ótica da renda. Seguindo o exemplo anterior, não se pode esquecer da mão de obra e capital empregados na produção de maçãs e de tortas. Esses fatores de produção devem ser remunerados. A essa remuneração damos o nome de renda do trabalho (salário pago à mão de obra) e renda do capital (juros, lucros e aluguéis). A soma desses valores, acrescidos dos impostos indiretos – parte da renda disponibilizada ao governo – compõe o PIB.

Uma terceira forma de composição é através da demanda agregada, dada pelo consumo das famílias, investimento das firmas, gastos do governo e, em uma economia aberta, pelas exportações líquidas do mercado externo.

Existem duas formas de se expressar a quantidade de bens e serviços produzidos em um país em um dado período e iremos descobrir qual pode representar melhor a capacidade da economia em suprir as necessidades da população.

A priori, falaremos sobre o PIB nominal – calculado no Brasil pelo IBGE – que é a soma das multiplicações dos preços dos bens finais e a quantidade produzida no ano em questão; as duas variáveis podem fazer o produto aumentar, pois tanto os preços – sujeitos a inflação, que pode ser exorbitante, dependendo do contexto – quanto a produção, tendem a aumentar. Observe o exemplo:

Comparando os resultados, pode-se perceber que esse tipo de cálculo não é tão eficiente para evidenciar o real crescimento da economia, pois pode ser distorcido pelas variações de preços. Agora, veremos que o PIB real é a somatória das multiplicações dos preços constantes (escolhe-se um ano base para fixar o preço em todos os anos) e a quantidade produzida de cada bem. Calculando o PIB real usando os mesmos dados do exemplo citado anteriormente, tomando 2010* como ano base:

*Em 2010, note que o PIB nominal é igual ao real.

Ademais, podemos perceber a diferença entre as duas formas no caso brasileiro: no terceiro trimestre de 1998, o PIB nominal cresceu em 7.726 milhões, mas a taxa de crescimento do PIB real foi negativa, em -1,43%. Tal taxa é vista no gráfico do PIB real:

Acima temos a comparação em termos de PIB real e PIB nominal do Brasil desde 1997. No primeiro gráfico, usamos os valores trimestrais. Podemos ver certos solavancos nesse gráfico. Isso se dá devido a sazonalidade da atividade econômica (sempre há maior atividade no último trimestre). Já no segundo gráfico, esses solavancos não ocorrem, pois mede o PIB no acumulado dos últimos quatro trimestres. Em ambos, o trimestre base foi o último de 2018. A variação do PIB real de um período para outro é considerada o crescimento econômico daquele intervalo de tempo. No gráfico a seguir representamos o caso brasileiro desde 1997:

Referências:

MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. São Paulo: Cengage Learning, 2016.

GALA, Paulo. A história dos 100 anos de PIB no Brasil. [S. l.], 30 jan. 2019. Disponível em: http://www.paulogala.com.br/100-anos-de-pib-no-brasil/. Acesso em: 11 mar. 2019.

IPEA. Produto interno bruto (PIB) nominal. [S. l.], 1 mar. 2019. Disponível em: http://www.ipeadata.gov.br/exibeserie.aspx?serid=38415. Acesso em: 11 mar. 2019.

IPEA.Produto interno bruto (PIB) real. [S. l.], 1 mar. 2019. Disponível em: http://www.ipeadata.gov.br/exibeserie.aspx?serid=38414. Acesso em: 11 mar. 2019.

ADVFN. Cálculo do PIB.[S. l.]. Disponível em: https://br.advfn.com/indicadores/pib/calculo. Acesso em: 11 mar. 2019.

ADVFN. PIB real.[S. l.], 13 mar. 2019. Disponível em: https://br.advfn.com/indicadores/pib/pib-real. Acesso em: 11 mar. 2019.

BLANCHARD, Oliver. Macroeconomia. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.

GRUPO C – Macro 2019

Nível de atividade, Política Monetária

A-ECO: O que esperar do comportamento da taxa de juros nos ciclos econômicos?

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A-ECOgrafico1

A teoria monetária nos diz que a taxa de juros de uma economia é formada assim como qualquer outro “preço”: em um mercado, o mercado de títulos. Onde as escolhas dos agentes são definidas segundo a Teoria do Portfolio, para ativos de curto prazo e em condições de concorrência. A demanda por títulos, de acordo com estas hipóteses é dada pela riqueza dos agentes, retorno dos títulos em relação aos ativos reais, risco relativo e liquidez dos títulos, sendo negativamente inclinada. Já a oferta de títulos é positivamente inclinada e dada em função da necessidade de financiamento do Setor Público (que é o maior tomador de recursos das economias, portanto o maior ofertante de títulos), da lucratividade esperada do investimento produtivo (ou Eficiência Marginal do Capital) e da inflação esperada. A taxa de juros é dada pelo inverso do preço de equilíbrio neste mercado, ou seja, quando o preço de equilíbrio dos títulos diminui, a taxa de juros deverá aumentar.

Durante períodos de expansão econômica, a riqueza dos agentes aumenta permitindo-os demandar mais títulos, mas é plausível imaginar também um aumento da lucratividade do investimento real, fazendo com que mais títulos sejam ofertados e tornando este efeito ambíguo. Seu reflexo no preço de equilíbrio (portanto na taxa de juros) depende da sensibilidade das duas curvas, que pode ser estimada para cada país ou economia. No caso empírico dos Estados Unidos, e também do Canadá, o crescimento ou queda do produto está positivamente correlacionado à taxa de juros.

No caso brasileiro, esta relação não se confirma. A taxa de juros brasileira, assim como a de outros mercados emergentes, é muito volátil, contra cíclica (durante uma expansão do PIB a taxa deve diminuir), positivamente correlacionada às exportações líquidas e lidera o ciclo, conforme os dados em Neumeyer & Perri (2005). Em Kanczuk (2004), os resultados encontrados concluem que a taxa de juros brasileira é principalmente afetada por fatores domésticos como as mudanças na política fiscal do governo.

No artigo The Role of Interest Rates in the Brazilian Business Cycles (2011), o economista Nelson F. Souza-Sobrinho, testa dados trimestrais do período do quarto trimestre de 1994 ao primeiro trimestre de 2010, encontrando regularidades empíricas similares a estas para o Brasil. Neste trabalho, a taxa real de juros brasileira é caracterizada como o a taxa internacional de juros livre de risco multiplicada pelo prêmio de risco brasileiro (quanto maior o risco do país maior o seu prêmio de risco). Nesta primeira figura, temos o movimento da taxa de juros brasileira e do produto em relação aos desvios de sua tendência, onde os períodos de crise correspondem às áreas sombreadas.

A-ECOgraphBR_1

Nesta segunda, podemos observar a relação entre as exportações líquidas e a taxa de juros, também em desvios da tendência.

A-ECOgraphBR_2

Já a terceira figura ilustra uma correlação cruzada, entre produto e taxa real de juros com os dados empíricos entre Brasil e Canadá (uma economia que sabemos ter uma taxa de juros que se comporta de maneira pró-cíclica). O formato em U da curva para o Brasil sugere que é taxa de juros que desencadeia o ciclo. Estas diferentes estruturas de correlação estão associadas a fatores diversos, talvez a autoridade monetária canadense dê mais importância à estabilização do produto enquanto o BC brasileiro se preocupa mais com a estabilização de desvios da inflação esperada da tendência.

A-ECOgraphBR_3

A-ECOgraphBR_4

Porém, o trabalho afirma que os números brasileiros das correlações mais recentes entre produto e exportações líquidas, e produto e taxa de juros são menores do que os de outras economias emergentes, nos colocando em alguns aspectos próximos a outras economias relativamente maduras, em decorrência dos profundos avanços estruturais nos últimos vinte anos. O comportamento das nossas variáveis econômicas nos ciclos de negócios indica um meio termo entre o de economias emergentes e economias desenvolvidas.” 

Fontes:

Obs: Todos os gráficos não autorais presentes em Souza-Sobrinho (2011).

Dados do PIB Brasileiro – IBGE
http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?vcodigo=ST12

Dados da Taxa Selic – Banco Central do Brasil (em Ipeadata)
http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=38402

Frederic S.Mishkin, Apostolos Serletis (2011). The economics of money, banking and financial markets (4th Canadian Edition), The Behaviour of Interest Rates (p. 82-113). Toronto, Ontario: Pearson Canada.

Neumeyer, P. & Perri, F. (2005). Business cycles in emerging economies: The role of interest rates. Journal

of Monetary Economics, 52(2):345–380.

Kanczuk, F. (2004). Real interest rates and Brazilian business cycles. Review of Economics Dynamics,

7(2):436–455.

Nelson F. Souza-Sobrinho (2011). The Role of Interest Rates in the Brazilian Business Cycles. Revista Brasileira de Economia 65(3):315–336. http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbe/article/view/3064/2262

 

 

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Cultura Econômica, Nível de atividade

PIB, desemprego – Brasil, emergentes e desenvolvidos: desempenhos comparados

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“Para Keynes, os empresários buscam as melhores previsões possíveis sobre as suas receitas futuras, tanto referente a expectativa dos preços, que o fabricante almeja obter com o produto finalizado, como a expectativa de rendimentos futuros, quando agrega um valor a um produto que irá revender. Essas expectativas podem ser de curto e longo prazo, e são essas expectativas que irão determinar o montante de emprego que a firma irá oferecer. Portanto, a produção, com o seu volume, somente irá determinar e atuar com influência sobre a quantidade de emprego se as expectativas dos empresários mudarem no decorrer do tempo. Logo, o efeito sobre a taxa de desemprego só irá ocorrer “depois de um lapso de tempo considerável”(KEYNES,1985).

Desempenhos comparados: Países desenvolvidos (G7)

Figura 1. Criação do grupo4-C- figura 1

Figura 2. Criação do grupo
4-C- figura 2

De acordo com os gráficos, o PIB teve uma queda significativa entre os anos de 2008-09, decorrente da conjuntura internacional. Percebe-se que todos os países do G7 e os seus complementares que estão na UE, apresentaram um PIB de 3 até quase 6 pontos negativos na queda percentual do PIB.

Em 2009, a Alemanha, uma das maiores economias da UE, teve a sua maior retração, desde o fim da Segunda Guerra. Encolhendo-se em torno de 5% em 2009, muito pela queda de investimentos e exportações(EGELER,BUHRS, 2010). Comparando com o desemprego, segundo Krämer: “Se as empresas na Alemanha produzem 5% a menos, então também alegam precisar de 5% a menos de funcionários, o que implicaria o corte de 2 milhões de empregos. Isso prova o quão problemático é quando a economia retrai 5%”. O número de emprego em 2009 se manteve estável ao ano anterior, o que se reduziu em 2009 foi a jornada de trabalho, reduzindo-se em média de 2,8% as horas trabalhadas(BUHRS, 2010).

No quesito desemprego, o Brasil teve em 2009 praticamente a mesma taxa da média dos países desenvolvidos, percebe-se uma diferença brusca nos anos seguintes, com uma estimativa de maior desemprego para 2016-17, beirando as taxas da Itália e da França.

Desempenhos comparados: Países emergentes e Brasil (BRICS)

Figura 3. Criação do grupo

4-C- figura 3
Figura 4. Criação do grupo
4-C-figura 4

 Os BRICS foram identificados como economias grandes e de crescimento rápido que teriam papéis globais cada vez mais influentes no futuro. Mas a desaceleração econômica que o Brasil está passando se repete em todo o grupo. No Brasil, uma conjugação de fatores internos e externos que determinaram o baixo dinamismo da economia no período recente.

Já a Rússia é criticada por ter um ambiente de negócios difícil, devido à burocracia e incertezas sobre o sistema legal. Jim O’Neill (responsável pelo termo “BRICS”) afirma que o país precisa de normas confiáveis de direito empresarial. Mesmo assim a Rússia apresenta taxas de desemprego abaixo do Brasil.

China é possivelmente a mais preocupante para o resto do mundo. O país tem registrado taxas extraordinárias de crescimento econômico há muito tempo e taxas de desemprego muito baixas, podendo representar que sua economia está muito aquecida.

A Índia aparentemente é o que está causando menos ansiedade nos mercados. O crescimento ganhou força nos últimos anos. Pode ser considerado como resultado de reformas e política macroeconômica voltada ao crescimento (aliada à geração de empregos). Junto com a China, a Índia apresentou crescimento do PIB com desemprego em torno de 4% nos últimos anos.

O desempenho da África do Sul em termos de crescimento e de redução do desemprego tem estado muito abaixo da China e da Índia. As razões para o elevado desemprego estão associadas a baixa demanda internacional por commodities e à fragilidade do setor manufatureiro voltado para as exportações, que tem vivenciado uma redução de lucratividade, fator que compromete a geração de empregos e o estímulo ao crescimento.

FIGURA 5 4-C- figura 5

O gráfico acima relaciona o desempenho do PIB e o desemprego no Brasil. Para o período de 2014 em diante a relação se tornou inversamente proporcional, com a queda do PIB e o aumento do desemprego. Percebe-se que a queda do PIB de 2013-14, influenciou levemente o mercado de trabalho, gerando até uma diminuição do desemprego. 

Fontes:

KEYNES,John Maynard; A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; Ed.Nova Cultural;1985; São Paulo

http://www.dw.com/pt/brasil-pressiona-resultado-global-negativo-diz-fmi/a-19182298 http://www.dw.com/pt/alemanha-passou-pela-pior-recessão-desde-o-pós-guerra/a-5124646 http://www.dw.com/pt/ue-lutará-com-alto-endividamento-nos-próximos-anos/a-4296360

http://www.dw.com/pt/comissão-europeia-anuncia-más-perspectivas-conjunturais-na-zona-do-euro/a-4227300

Http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2016/01/weodata/index.aspx

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141130_brics_atualiza_lab

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182009000300004 http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2012/artigos/e2012_t00177_pcn50520.pdf http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/04/epoca-negocios-brasil-e-pais-lider-em-desemprego-aponta-estudo.html http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/04/desemprego-no-brasil-chega-maior-taxa-da-serie-historica-do-ibge.html http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/desemprego-fica-em-102-no-trimestre-encerrado-em-fevereiro.html

http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3144 http://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/destaques/2016_04_20_nota_informativa_pnadc.shtm http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/joao-borges/2016/04/20/VELOCIDADE-DA-PIORA-DO-DESEMPREGO-SOBE-COMO-FOGUETE.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2016/04/20/DESEMPREGO-SOBE-PARA-102-NO-TRIMESTRE-ENCERRADO-EM-FEVEREIRO.htm

AUTORES: GRUPO C – Macro I

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Nível de atividade

Grupo C – Produto e Desemprego nos RICS

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“RICS é um grupo de países compostos por Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS, sem o Brasil, que já foi tema de posts específicos). Não se trata de um bloco econômico, mas sim um conjunto de países com aspectos em comum, a saber: economia estabilizada recentemente; situação política estável; mão-de-obra em grande quantidade e em processo de qualificação; níveis de produção e exportação em crescimento; boas reservas de recursos minerais; investimentos em setores de infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; índices sociais em processo de melhorias; diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia.

 AFRICA DO SUL: No caso da África do Sul podemos observar, pelos gráficos, que ocorrem, durante todo o período, elevadas taxas de desemprego. Fato esse, estimulado pela incapacidade da economia de absorver toda a força de trabalho disponível. Esse aumento na força de trabalho possui três explicações básicas para ter ocorrido: imigração, crescimento do número de pessoas com idade para trabalhar e aumento da participação da força de trabalho. Já relacionado ao PIB, concluímos que os altos índices de criminalidade e casos de AIDS influenciaram diretamente o investimento no país.

 RÚSSIA: No caso russo, é possível observarmos que sua produção esta diretamente relacionada aos preços do Petróleo, Gás Natural, Metais e Madeira (tornando o país extremamente vulnerável aos preços destes no Mercado Mundial), já que, segundo pesquisas, vimos que a Rússia tem dificuldade de diversificar a sua produção. Já o desemprego teve comportamento estável, exceto no momento de Crise Mundial.

 CHINA: A análise do caso chinês é bem interessante: é fácil vermos crescimento alarmante do seu produto (devido à negação de modelos e gradualismo na experimentação das reformas, regulação dos investimentos estrangeiros, fortalecimento das capacidades estatais, ampliação do mercado doméstico, políticas de internalização de tecnologias, e, principalmente, a colocação da política macroeconômica a favor do desenvolvimento). Como um dos países mais globalizados do mundo e principal parceiro dos Estados Unidos, a China sentiu os efeitos da crise econômica de 2008, mas ainda cresceu à taxas elevadas. Apesar de tudo, desde 2000, a China não apresenta queda nem crescimento da taxa de desemprego.

 ÍNDIA: O principal setor econômico da Índia é o de serviços, apesar de o setor agrícola ser grande responsável por empregar os indianos. A economia indiana vem apresentando, nas últimas décadas, notável desempenho macroeconômico, caracterizado por elevadas taxas de crescimento do PIB e crescimento expressivo das exportações de bens e serviços, especialmente de serviços relacionados à tecnologia da informação. Analisando os gráficos, podemos observar que a crise mundial de 2008 fez com que a Índia sofresse uma leve recessão, principalmente devido à importância do setor agrícola em sua economia. Logo, nesse período, houve aumento na taxa de desemprego.

 Mesmo com a crise econômica de 2008, os países do RICS não mostraram grandes quedas no produto como os países desenvolvidos e nem grandes crescimentos na taxa de desemprego.

C - PIB.RICS

 

C - UR RICS

 Fontes:

http://www.sarpn.org/documents/d0002390/Unemployment_SA_GPRG_Jan2005.pdf

http://www.indexmundi.com/

http://www.tradingeconomics.com/

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Nível de atividade

Grupo J – Produto e desemprego na AL

 

Desemprego

O desemprego é o termo usado para indicar a parcela da força de trabalho que está sem emprego. A condição de desemprego inclui: pessoas que não estão trabalhando, pessoas que estão disponíveis para trabalhar ou pessoas que tomam alguma providência para conseguir trabalho.

Produto

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados, cidades) durante um período determinado (mês, trimestre, ano). O PIB é um dos indicadores mais utilizados no mundo com o objetivo de quantificar a atividade econômica de um país. Na contagem do PIB, consideram-se apenas os bens e serviços finais, excluindo da conta os bens de consumo de intermediário, evitando-se assim dupla contagem.

 

Desemprego na América Latina

Segundo dados da OIT², nota-se que o desemprego na América Latina apresentou queda a partir de 2002 (neste ano a taxa estava em 11,4%). A partir daí, houveram quedas ininterruptas desta taxa, inclusive em 2007 e 2008 (auge da crise internacional), chegando a 8,3% e 7,5%,respectivamente.  Em 2013, houve uma nova mínima, quando esta taxa chegou a 6,2%.

Percebe-se que mesmo após a crise – e mesmo nos anos mais duros desta – as taxas de desemprego ainda mostravam uma tendência de queda. O fator mais relevante para tal foi o boom das commodities, que tornou os mercados internos dos países da AL¹ pujantes, com maior renda disponível e disposição dos novos empregados a consumir. Ainda, podemos citar as políticas expansionistas praticadas por muitos governantes da região, usadas como políticas anticíclicas.

Em 2014, segundo estimativas, a taxa alcançou uma nova mínima, chegando a 6,1% de desemprego (parte deste resultado deve-se que a proporção da população em idade de trabalhar diminuiu).

Todavia, há estimativas da OIT que o desemprego começará a ter sua tendência revertida devido à desaceleração de algumas economias da região, voltando a crescer a partir de 2015. Este resultado, será influenciado pelo aumento das taxas deste indicador em importantes países da região, como Argentina e Brasil.

 

Produto da América Latina

Pegando dados a partir do ano 2004, nota-se que o crescimento do produto da região mantém taxas crescentes. No período situado entre 2004 a 2008 a média de crescimento dos países latinos americanos foi de 5,1%, influenciados sobretudo, pelo boom das commodities (conforme citado anteriormente). Este movimento foi verificado até meados de 2007. Depois deste ano, o fator relevante para o crescimento, foi o baixo desemprego nos países latinos. Nota-se que mesmo durante os anos de 2008 e 2009(durante a crise) esta região registrou taxas de crescimento maiores que a média mundial.

Este movimento de altas maiores que a mundial, foi mantido até 2011. Em 2012 (ano em que o mundo cresceu 3,2% enquanto a AL apresentou crescimento de 3,0%) houve um arrefecimento de crescimento. Entretanto, a economia da AL analisada como região, ainda apresenta taxas de crescimento robustas, tendo apenas alguns países na contramão, como Venezuela, Argentina e Brasil (previsões para 2015).

Em 2015 a CEPAL³ estima que a AL terá um crescimento superior a 2,5%. Esta comissão, orienta aos países latinos para que realizem reformas em seus sistemas tributários, além de realizar investimento em educação e  infraestrutura para que o produto real (e também o PIB potencial*) voltem a crescer.

J - macro_imagem

 

*PIB potencial: define o quanto a economia pode crescer, sem bater na sua capacidade máxima, pressionando a inflação.

¹AL: América Latina

²Organização Internacional do Trabalho

³Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

 

Fontes:

http://www.oitbrasil.org.br/content/oit-apresenta-panorama-laboral-em-2008-o-desemprego-na-am%C3%A9rica-latina-e-no-caribe-diminuiu-p

http://www.en.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/conjuntura/cc19_economiamundial.pdf

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Desemprego-na-America-Latina-cai-em-2011-a-menor-taxa-historica/7/18341

 

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Nível de atividade

Grupo G – Produto e Desemprego no Brasil a partir de 2003

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“1)Governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010): O primeiro governo, de 2003 a 2006, foi caracterizado pela manutenção do tripé macroeconômico, com o regime de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. O ajuste das contas públicas necessário para a obtenção de um crescimento sustentável foi alcançado com a geração de superávits primários suficientes para reduzir a relação dívida-PIB. Esta estabilidade foi essencial para que o crescimento médio entre 2003-2006 ficasse em torno de 3,4%. Há um destaque para a taxa expressiva de 2004, 5,7%, ocasionada principalmente pela forte queda da taxa de juros em 2003, favorecendo o investimento produtivo e o consumo das famílias. As políticas sociais de distribuição de renda, tendo como principal âncora o Bolsa Família, foram responsáveis pela redução da pobreza e pela ascendência de aproximadamente 40 milhões de pessoas para a classe média. Houve então um grande estímulo ao consumo, aquecendo o mercado interno e alavancando o crescimento do PIB. No segundo governo Lula, entre 2007 e 2010, além da continuidade e aprofundamento das políticas sociais, a expansão do crédito pelos bancos públicos e as reduções das alíquotas do imposto de renda e do imposto sobre produtos industrializados foram outras medidas que tiveram como objetivo a ampliação do consumo interno. Foram, juntamente com a política de valorização real do salário mínimo, essenciais para que o Brasil sofresse pouco com os impactos da crise de 2008, obtendo um crescimento negativo de 0,2% em 2009, baixo se comparado com a média global no mesmo ano (-0,8%). A alta do preço das commodities em 2010 beneficiou as exportações brasileiras, resultando em um saldo da balança comercial que, em conjunto com os fatores de expansão econômica interna, resultaram em uma elevação de 7,6% do PIB naquele ano. Somado ao o aumento da produção, houve a elevação do número de empregos formais, necessário para as empresas terem mão de obra suficiente e atenderem a demanda interna. A criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) promoveu a retomada da execução de obras de infraestrutura pública, o que resultou em um aumento da oferta de empregos e geração de renda. Resultado: a taxa de desemprego caiu de 12,4% em 2003 para 6,7% em 2010. Neste período, houve uma queda quase continua do desemprego, salvos o ano crítico de 2009, em que se pode notar uma leve elevação de 7,9% para 8,1%, e uma estabilidade entre 2005 e 2006.

2)Governo Dilma Rousseff (2011-hoje): Teve como características a manutenção dos programas sociais, com políticas de inclusão social que permaneceram incentivando o consumo interno, juntamente com a continuação das valorizações do salário mínimo. As desonerações de impostos e das folhas de pagamentos das empresas contribuíram para o aumento do nível de investimento público e competitividade das indústrias nacionais. Isto é refletido nos crescimento de 3,9% do PIB em 2011, acima da média global. Porém, o persistente aumento da taxa de juros realizada pelo Bacen, iniciado em 2013, em conjunto com a alta da inflação (responsável pela corrosão da renda) , resultou em uma queda dos gastos com consumo pelas famílias. O aumento da inadimplência contribuiu para este fenômeno. A queda da confiança do empresariado, em parte devido ao aumento da Selic, foi responsável pela diminuição dos investimentos. Somando-se as quedas no consumo e no investimento privados com a piora do cenário econômico internacional, o resultado foi uma baixa taxa de crescimento do PIB em 2014,de 0,1%. O desemprego continuou em queda, influenciada pela criação do PAC 2, bem como pelos aumentos contínuos do salário mínimo. A taxa anual se estabilizou em 4,8%, o menor índice histórico. A explicação para os níveis atuais baixos da produção e do desemprego pode estar no fato de que a geração de emprego nos últimos anos estar associado e trabalhos que exigem baixos níveis de escolaridade e qualificação, o que leva a uma baixa produtividade.

G - Grafico 1

G - Grafico 2

G - Grafico 3

 

Fonte:

http://www.bcb.gov.br/pt-br/paginas/default.aspx

http://www.ibge.gov.br/home/

FILGUEIRAS, L.; GONÇALVES, R. A economia política do Governo Lula. São Paulo: Contraponto, 2007.”

 

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Ensinando Economia, Nível de atividade

Grupo D – Produto e Desemprego (Plano Real até 2002)

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“Contextualização: Até o Plano Real, adotado em 1994, a economia brasileira foi vítima das elevadas taxas de inflação. Em 1950, quando Juscelino Kubitschek foi eleito e propôs o Plano de Metas, com o famoso slogan dos “50 anos em 5” para impulsionar a industrialização brasileira, até então praticamente inexistente, e a construção de Brasília, empresas americanas e europeias começaram a entrar no Brasil e a estas foram concedidos vários benefícios, o que junto com a construção de Brasília acabou por endividar o Estado. Situação esta que fora controlada pela emissão monetária. Com a renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart a instabilidade política propiciou ainda mais o desequilíbrio macroeconômico que já estava em andamento com a inflação elevada e o problema das contas externas. Em 1964, quando os militares tomaram o poder a inflação fora de 90%, foi adotado PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo) e a inflação começou a cair. Entre 1968 e 1973, período conhecido como “milagre econômico” quando o PIB do Brasil cresceu absurdamente junto a altas taxas de inflação. E em 1979, o choque do petróleo e o aumento das taxas de juros complicaram ainda mais a situação do país.

Em 1986, foi colocado em prática o Plano Cruzado, para tentar estabilizar os preços (congelamento de preços), após uma ano o governo pôs fim a esse congelamento, fazendo com que o câmbio se desvalorizasse e a inflação subisse novamente.

 Conjuntura: No fim de 1993, sob comando do até então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, começa a tomar medidas para colocar em prática o Plano Real. O Plano Real consistiu na adoção de duas moedas por um determinado período de tempo. A moeda corrente doméstica (Cruzeiro Real), que continuaria sendo usada como meio de troca e uma moeda virtual (moeda indexada-Unidade Real de Valor=URV) usada como unidade de conta. Então os preços na moeda corrente continuariam a subir conforme a inflação, mas permaneceriam estáveis em relação a moeda indexada.

Em 1994, a URV mudaria seu nome para Real e o Cruzeiro Real deixaria de existir. Em quatro meses todos os preços que eram cotados em Cruzeiro Real encontraram seu valor de equilíbrio em URV, estando a economia liberta da inflação. Em 1999, com uma crise mundial houve uma forte desvalorização do Real e então o Brasil adota o regime de metas de inflação.

 D - Produto Interno Bruto (PIB)

D - PIB per capitaD - DesempregoD - Desemprego 2

Fontes:

http://databank.worldbank.org/data/views/reports/chart.aspx

 PAULANI, Leda Maria & BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social – uma introdução à Macroeconomia. São Paulo: Editora Saraiva, 4ª edição, 2012

 http://20anosdoreal.epocanegocios.globo.com/#anchor-u343″

 

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Inflação, Nível de atividade

Grupo L – Produto e Inflação na Zona do Euro

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Produto Interno Bruto (PIB)  

      O PIB é a totalidade da riqueza gerada por um país ou região em um intervalo de tempo. A sua mensuração poder ser feitas sob três óticas: a ótica da despesa, a ótica da oferta e a ótica do rendimento. Na ótica da despesa, o valor do PIB é calculado a partir das despesas efetuadas pelos diversos agentes econômicos em bens e serviços para utilização final, e corresponderá à despesa interna, que inclui a despesa das famílias e do Estado em bens de consumo e a despesa das empresas em investimentos. Na ótica da oferta, o valor do PIB é calculado a partir do valor gerado em cada uma das empresas que operam na economia. Já na ótica do rendimento, o valor do PIB é calculado a partir dos rendimentos de fatores produtivos distribuídos pelas empresas, ou seja, a soma dos rendimentos do fator trabalho com os rendimentos de outros fatores produtivos.

A evolução do PIB
    A economia do Euro apresentou um crescimento significativo entre os anos de 2005 a 2007, devido ao aumento de consumo privado, aumento de formação bruta de capital e o aumento de exportações. Contudo, devido ao temor de contágio da crise dos sub-primes dos EUA, esse aumento que se mantinha, foi retido em razão do decaimento das expectativas sobre o crescimento da economia do euro.

L 1 PIB real zona do euroNo ano de 2008, percebe-se um crescimento debilitado de aproximadamente 0,8%. Nota-se uma queda generalizada no setor de exportação, acompanhada dos setores de consumo e investimento.
Devido à queda dos componentes do PIB, no ano de 2009, a taxa de crescimento tornou-se negativa, apresentando uma retração de 4% do PIB. O principal motivo foi à crise financeira que afetou as expectativas no mercado de trabalho atingindo diretamente a demanda agregada, sob redução de consumo e aumento de poupança.

http://www.valor.com.br/arquivo/603269/bce-preve-contracao-economica-na-eurozona-em-2009

  Em 2010, nota-se aumento do PIB na ordem de 1,9% ocasionado pela elevação da demanda externa aliado a uma política fiscal expansionista. Unido a isso, houve uma recatada recuperação de consumo e investimento.
  A atividade econômica na Zona do Euro apresentou uma estabilidade entre 2012 e 2013, sendo pela melhora das expectativas dos empresários e dos consumidores.

L 2 Taxa de Crescimento Euro
O investimento foi beneficiado pela diminuição da incerteza, mas permaneceu baixo devido à pequena taxa de utilização produtiva e a demanda futura. O gasto público foi reduzido para uma consolidação fiscal. A perspectiva para os próximos anos é um crescimento relativamente baixo.

Inflação
A inflação pode ser conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços. Ou seja, os movimentos inflacionários representam elevações em     todos os bens produzidos pela economia e não meramente o aumento de um determinado preço.

Evolução da inflação:
    Sobre a inflação, pode-se perceber que ela permanece praticamente estável no patamar de 2% a 3%, durante os anos de 2000 a 2007, o que condiz com uma inflação decorrente do crescimento do produto durante o mesmo produto. A partir no 4º semestre de 2007, nota-se uma elevação no preço de alimentos e de produtos energéticos, dois itens que tem grande incumbência no cálculo da inflação, fato o qual continuou em 2008 fazendo a inflação ter o maior nível histórico, atingindo 4%.
    A partir de 2009 o preço do petróleo e de outras matérias primas reverteu-se fortemente em comparação ao ano anterior, aliviando a pressão inflacionária.

L 3 Inflação euro
 Durante os anos de 2011 e 2012, a inflação volta a níveis médios devido ao aumento do preço do petróleo, semelhante ao ano de 2008. Porém, no ano de 2013 a inflação abaixou devido à diminuição dos preços da produção industrial e queda dos preços de matérias-primas petrolíferas e não petrolíferas. E permanece com tendências baixas.

Bibliografia: http://www.ecb.europa.eu/pub/annual/html/index.en.html “.

 

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