Cultura Econômica, Econometria, Mercados Financeiros

Experimentando Coursera

 

Finalmente resolvi conferir a indicação de alguns colegas e me inscrevi em alguns cursos oferecidos pela plataforma Coursera – uma plataforma educacional  que oferece cursos online gratuitos em parceria com universidades de renome internacional. Dois motivos principais me levaram a encarar esse desafio: 1) aprender metodologias e técnicas de ensino a distância eficientes (espero); 2) conhecer um pouco mais sobre assuntos de meu interesse e sobre softwares que ainda não domino.

Para atender ao primeiro objetivo, matriculei-me no curso Introduction to Computational Finance and Financial Econometrics oferecido por Eric Zivot, pesquisador e professor da Universidade de Washington. É sempre bom saber como outro professor ensina um conteúdo que nós mesmos ensinamos. Além disso, nesse curso, já será necessário algum aprendizado sobre o software R, outra atividade a que quero me dicar nesse semestre. Já estamos na terceira semana, de um total de 10, e tenho gostado bastante tanto das aulas quanto das atividades que os alunos precisam realizar.

É exatamente voltado para o aprendizado de R, o segundo curso em que me matriculei: Linguagem R, que se iniciará em 2 meses. Como se não bastasse, meu interesse em aplicações de neurociência à economia também encontrou uma oferta no Coursera: Introdução à Neuroeconomia: Como o cérebro toma decisões; esse mais já perto das férias, começando em 3 meses.

A estrutura dos cursos é baseada em vídeo-aulas, fóruns de discussão e atividades de avaliação semanais, que parecem funcionar bem. As vídeo-aulas, quando assistidas pelo site, permitem recursos como legendas em algumas línguas (raramente em português) e a opção entre acompanhar os slides ou a imagem do professor na tela principal, com a segunda opção numa tela menor ao canto direito.

Umas das coisas que me chamou a atenção logo de cara foi o  código de conduta de estudantes, e que a cada atividade de avaliação que fazemos nos é recordado:

  1. Me comprometo em criar apenas uma conta.
  2. As respostas para meus trabalhos, testes ou provas serão elaboradas por mim mesmo (com exceção daqueles que expressamente permitam trabalho em grupo).
  3. Eu me comprometo a não disponibilizar a ninguém as respostas para meus trabalhos, testes ou provas. Isso inclui minhas respostas ou as respostas fornecidas pelos organizadores do curso.
  4. Afirmo que não participarei de quaisquer outras atividades que irão, de forma desonesta, melhorar meus resultados ou melhorar / prejudicar os resultados dos outros.

Ou seja: “Não Colarás”; tudo que eu gostaria que meus próprios alunos fizessem!!

.

Economia, Ensinando Economia, Inflação, Nível de atividade, Política Monetária

Ensinar macro nos dias atuais

 

Grande desafio.

Se você é professor de macroeconomia ou economia monetária sei que me entende bem. Não vou entrar na discussão da macro de fronteira e sua metodologia dominante, suas possíveis falhas em prever a última crise (??), seus avanços recentes sobre os efeitos de fricções financeiras e regulação, etc (recomendo esse post).

Estou falando do básico mesmo, em ensinar macroeconomia de forma que, ao final de uma sequência de cursos de graduação na área, o estudante possa olhar para o mundo lá fora sem um sinal de interrogação MUITO grande e, principalmente, compreenda que aulas de macroeconomia não são palestras em que “professores” despejam sobre estudantes sua visão de mundo, sem lhes oferecer a chance de compreender a lógica econômica que está por trás de sua análise normativa. Inicialmente é divertido, professor ri, brinca com os gestores de política econômica, aluno ri, anota tudo que o professor fala, acha que está entendendo tudo… depois, na hora de estudar, se dá conta de que há há teorias, há modelos, e ele não consegue encaixar neles nem 1/3 do que ouviu e anotou em aula. Nada contra uma aula descontraída, pelo contrário, mas tudo contra achar que o aluno sozinho vá fazer conexões e aprender apenas a partir daí – alguns poucos são capazes disso; e é papel do professor facilitar as conexões! Então, meu caro estudante, se você tem passado por situações como essa, um alerta: o sistema está te enganando!!

Tendo a concordar com o exposto por Krugman neste post, sobre o fato de que tudo que precisamos saber esteja nos velhos livros, principalmente em se tratando de ensino em graduação. Então, voltando ao nosso ponto, minha perspectiva é a de que falta ao ensino de macro um pouco da organização e do rigor lógico que o ensino de micro apresenta naturalmente. O que não significa que necessitemos microfuntamentar o ensino da macro na graduação, não. As relações agregadas dão bem conta da compreensão necessária sobre o assunto para um economista que atue fora da academia, em geral.

Na verdade, a discussão sobre o ensino de economia é um tema quente nos países desenvolvidos: veja esse post.

Minha estratégia para minimizar os problemas que observo no ensino de macroeconomia, bem mais mundanos que os apontados no post sugerido acima, é simples e requer aquilo que se espera de um professor: estratégia didática, coerência e inovação.

Neste material preparado para finalizar o curso de Economia Monetária (aqui), por exemplo, apresento dois modelos bastante simples que substituem o equilíbrio no mercado monetário (curva LM) por uma regra de Taylor (modelo de Taylor) ou estratégia endógena de política monetária (modelo de Walsh) que são muito mais relevantes para entender o processo de realização de política monetária atual que os tradicionais demanda e oferta agregadas. E há livros de macro que incorporam esses desenvolvimentos das duas últimas décadas, como este Macroeconomics, que estou avaliando adotar em meu próximo curso de Macro Internacional, no semestre que vem.

Cultura Econômica, Livros... Livros..., Mercados Financeiros

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 5

 

“Quinta Parte

 

Na quinta seção deste livro, o autor inicia a discussão abordando utilidade experimentada e utilidade de decisão, definição que o autor dá a palavra “wantability”, termo mais aplicado aos teóricos. Discorre sobre a percepção do eu experiencial e recordativo e como eles afetam nossas decisões.

Tanto o capitulo trinta e cinco como o trinta e seis tratam de como as experiências de dor e prazer podem ser medidas e de que modo elas influenciam nossas decisões futuras. Sendo o trinta e seis mais dedicado a exemplificar as tomadas de decisões baseadas nos diferentes Eus.

Para que essas experiências fossem mais bem estudadas Kahneman desenvolveu algumas experiências com pacientes que passaram por exames médicos, medindo a intensidade da dor no exato momento em que eles eram submetidos aos exames e medindo a intensidade da lembrança da experiência da dor após o procedimento ter terminado, deste modo ele poderia aferir dados a respeito da experiência real e da memória.

Com estes experimentos ficou claro que as medidas de dor mais elevadas no final do procedimento eram muito mais marcantes do que procedimentos mais longos, com dor mais elevada, mas com relatos de menos intensidade de dor no final. Estas investigações revelaram dois padrões bem claros, a Regra do Pico-Fim, que diz que a classificação retrospectiva global foi bem prevista pela média do nível de dor do relatado no pior momento da experiência e em seu fim. E o padrão de Negligência com a duração que diz que a duração do procedimento não exerceu o menor efeito na avaliação de dor total.  Sendo assim Kahneman sustenta a existência do conflito entre dois Eus na tomada de decisão, o conflito entre o eu recordativo e o experiencial.

Conduzindo experimentos para identificar quais dos Eus levamos em conta quando vamos tomar uma decisão evidenciou-se que o eu recordativo se sobrepõe ao experiencial e a regra do Pico-Fim explica grande parte dessas decisões. As decisões dos indivíduos levam em conta principalmente a intensidade do estímulo ao final da experiência e não a sua duração média de estimulo, quanto maior a intensidade do estimulo ao final da experiência, maior serão as chances dela ser usada como exemplo para futuras decisões. Diante disso explicita-se que nem sempre essa será a melhor decisão e que devemos pensar mais racionalmente ou matematicamente sobre a melhor decisão a ser tomada.

Intrigado com o fato de que tomamos decisões a partir do eu recordativo o autor resolve explorar uma melhor mensuração de quão boa é a vida do individuo, um método de calcular o bem-estar experimentado. Desse modo ele realiza uma pesquisa utilizando um método chamado Método da Reconstrução do Dia, que consiste, resumidamente, em avaliar como a pessoa passou durante seu dia, mensurando os sentimentos tanto negativos quanto positivos. Com os resultados dessa pesquisa foi criado um índice U, que é a porcentagem do tempo em que os sentimentos negativos sobrepõem-se aos positivos, por exemplo, uma pessoa que passa acordada 16 horas ao dia e nesse período tem 4 horas em que está mais infeliz do que feliz, seu índice U é 25%.

 Com a elaboração do índice U, Kahneman afirma que o objetivo das autoridades deveria ser a redução do índice U da população, pois isso traria uma melhora geral de bem-estar. Além disso, é destacado nesse capitulo, a diferença entre como a satisfação de vida e o bem-estar experimentado, não necessariamente andam juntos como pensava o autor, e exemplifica: uma pessoa com grau superior de educação normalmente tem uma alta satisfação de vida, porém, devido aos estudos, seu bem-estar experimentado costuma ser menor do que o de pessoas com pouca educação.

Outro ponto importante é como a riqueza ou a pobreza afeta o bem-estar experimentado, um sujeito pobre está propenso a grandes variações no índice U, uma dor de cabeça, por exemplo, levaria a um alto índice U, enquanto para a população geral teria uma índice U normal. Um outro efeito é notado na população rica, apesar de ter uma satisfação de vida alta, seu bem-estar experimentado costuma ser baixo, porque para obter tal renda ele dedica muito tempo ao trabalho e pouco aos prazeres da vida. Em suma, satisfação de vida e bem-estar experimentado são medidas diferentes de qualidade de vida.

No último capitulo do livro, Kahneman começa mostrando como eventos marcantes na vida, como casamento ou passar por um divórcio, alteram as avaliações de felicidade momentâneas, porém, no longo prazo esses eventos não tem grande significância. Diferentemente de metas estabelecidas pelas pessoas, o autor nos mostra que as metas tem grande influência na satisfação de vida da população, um grupo que apontou como meta aos 18 anos ganhar muito dinheiro, anos mais tarde a renda tinha um papel significante na avaliação de felicidade, enquanto o grupo que não apontou ganhar dinheiro como meta, a renda não era tão significativa na avaliação. Desse modo chegamos à conclusão que para avaliar o bem-estar temos que levar em conta a opinião dos dois Eus, ou seja, temos que considerar tanto como as pessoas se sentem enquanto vivem quanto como as pessoas pensam a respeito da sua vida.

Finalizando, o autor nos apresenta um último conceito que é chamado de ilusão de foco. A ilusão de foco é quando damos muito valor a algo diferente ou empolgante e pouco valor aos demais fatores. Como o exemplo citado pelo livro de que os californianos são mais felizes que os outros norte-americanos devido ao clima. Quem não é californiano dá um valor muito grande ao clima, porém o sujeito que nasceu e foi criado na Califórnia, já não dá mais tanto valor ao clima, pois está acostumado a ele, ou seja, o clima na verdade não interfere no seu nível de felicidade.

O tempo foi o foco dessa parte do livro. Vimos que o Eu experimental é como uma soma de todos os momentos vividos na vida, porém sabemos que o Eu recordativo lembra apenas momentos marcantes no tempo como início, pico e fim, como em um filme em que se registram certas partes de uma longa história e tantos outros aspectos são deixadas de lado. Ainda vimos que há uma grande atenção para os momentos em que mudamos de estado e esquecemo-nos dos períodos de adaptação a essa mudança. A ilusão de foco é também algo que está relacionado ao tempo, pois priorizamos certo momento e negligenciamos vários outros. Resumindo, como escreveu o autor, “A mente é boa com histórias, mas não parece bem projetada para o processamento do tempo”. “

Grupo 5

 

Cultura Econômica, Livros... Livros..., Mercados Financeiros

Rápido e Devagar – Atividade de Finanças Parte 2

 

“Resumo da parte 2 do livro Rápido e Devagar, de Daniel Kahneman.

Nesta parte do livro, já é esperado que o leitor tenha entendido as diferenças entre os Sistemas 1 e 2 e Kahneman passa a explicar as “armadilhas” e situações em que, fatalmente somos levados a tirar conclusões errôneas por preferirmos usar o instinto a utilizar o conhecimento técnico e a racionalidade.

O autor da inicio, falando sobre a “Lei dos pequenos números”, em uma analogia à Lei dos Grandes números, velha conhecida de quem já cursou Probabilidade e Estatística.

Neste estudo, procura-se explicar o fato de muitas conclusões rotineiras ou mesmo do mundo acadêmico serem baseadas em pesquisas cujas amostras não são suficientemente grandes, fornecendo dados extremos com bem mais frequência do que grandes amostras. Grandes amostras eliminam os desvios com relação a média e trazem conclusões mais próximas da realidade.

Em uma explicação sobre a tendência a confiar em vez de duvidar, ele expõe noticia com conclusões a respeito de uma pesquisa realizada, mas procura nos convencer que nosso Sistema 1 não é propenso a duvidar. Por isto, a menos que a mensagem seja imediatamente desaprovada, por exemplo, pelo fato de a fonte ou algum parâmetro não servir de base ou não ser confiável, esse Sistema reprime estes fatos e a mensagem se espalha como se fosse verdadeira. Isto se dá pelo fato de que sustentar uma dúvida é um trabalho mais árduo do que passar suavemente a uma certeza.

Agora o autor passa a relatar seus estudos sobre situações em que a predileção pelo pensamento causal nos levar a estimar resultados causais para eventos que na verdade são puramente aleatórios. Buscamos padrões nas situações em que vivenciamos e se algo sai da normalidade, a tendência é buscar uma causa externa, porém, nos esquecemos de que a maioria destes fatos são eventos independentes, como lançamentos de dados ou moedas, e que resultados diferentes do normal não precisam ter uma causa.

Outra questão muito intrigante é o efeito ancoragem, que acontece quando se considera um valor particular para uma quantidade desconhecida antes de se estimar essa quantidade, ou seja, quando é fornecido um valor inicial para que os indivíduos tomem de base para darem suas resposta sobre determinado fato e que, mesmo não sendo muito diferente da resposta que se daria inicialmente acaba influenciando e gerando uma nova resposta, mais próxima desta base. Isto ocorre porque damos preferência à percepção do Sistema 1, o efeito priming, ao invés de ajustar a resposta com base no Sistema 2, mais lento e preguiçoso e isto ocorre cada vez mais próximo da âncora quanto mias nossos recursos mentais estiverem esgotados. Esta “ferramenta” é muito utilizada em leilões, no comércio e em negociações, pois, estatisticamente, leva a maior parte das decisões tomadas a se aproximarem da âncora.

Nesta parte, Nobel explica a heurística de disponibilidade, em que, ao tentarmos medir a frequência de certo evento ocorrer, tomamos por base a frequência com que este evento vem à mente. Assim independentemente de, através do Sistema 2 sabermos que um evento é mais frequente que outro com base em conhecimentos estatísticos, se o menos frequente vier primeiro a mente devido a fatos irregulares ocorridos atualmente, teremos a impressão de que estes serão os mais frequentes.

Um dos estudos mais importantes do livro, que, inclusive foi testado com sucesso em sala de aula nesta disciplina, são as conclusões a respeito da “sensibilidade” a taxa-base e a “especialização” a qual somos induzidos a ter, ao atribuir mais frequência a um evento especifico que a um evento maior que engloba este evento menor. Nossa tendência é ignorar as taxas-bases porque crermos que são irrelevantes na presença de uma informação individual. Assim quando é atribuída muita ênfase a uma característica de um evento menor, ignoramos totalmente o Diagrama de Venn, e atribuímos maior probabilidade deste evento ocorrer que um outro que com certeza teria de ocorrer para que este existisse.

Agora, o autor procura diferenciar dois tipos de taxas-base, a taxa-base estatística e a taxa-base causal. As taxas-base estatísticas geralmente são ignoradas quando alguma informação especifica sobre um certo caso em questão é mencionada. Já as taxas-base causais, são tratadas como informações sobre o caso individual, são facilmente combinadas com outra informação especifica do caso (estereótipo) e, geralmente, influenciam muito mais na tomada de decisão ao tentar-se prever a probabilidade de um evento ocorrer. Os estereótipos mencionados, são afirmações aceitas sobre um grupo, que são atribuídas também sobre qualquer um que faça parte deste grupo isoladamente.

Ao relatar um experiência realizada por seus colegas Nisbett eBorgida, da Universidade de Michigan, Daniel chega a conclusão de que, quando certas crenças em comportamentos sociais, são atribuídas ao calculo da probabilidade de comportamentos individuais ocorrerem, os resultados são bem diferentes do esperado. Mas o que é surpreendente, é que, mesmo após os indivíduos serem apresentados a estes resultados, na prática continuam a cometer estes mesmos erros de previsão, ao atribuirmos um peso muito maior a casos individuais que a estatísticas.

Por fim, um dos assuntos mais importantes desta parte é a regressão a média. Este é um fator que mostra que quando um evento sai da média esperada, seja para mais ou para menos, para uma certa amostra, a tendência é que retorne a média posteriormente. O que frequente mente fazemos é atribuir interpretações causais aos desvios em um processo puramente aleatório, respondendo erroneamente a uma regressão à média. Além disto, quanto mias extremo for o desvio da média, mais rápida será sua regressão.

Todas estas conclusões baseadas em experimentos, nos mostram o quanto utilizar o Sistema 2 nos exige um treinamento especial, principalmente para diferenciar experiências mundanas e estereótipos de evidencias empíricas e aplicar racionalmente o que aprendemos.”

Grupo 2

.

 

Cultura Econômica, Ensinando Economia, Inflação, Mercados Financeiros, Nível de atividade, Política Fiscal, Política Monetária

III Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia

Mais uma vez, meu amigos Cristiano Costa e Cláudio Shikida organizam o evento com empenho e competência, e teremos mais um Enbeco!! Tenho certeza de que será muito  bem-sucedido, tanto quanto as versões anteriores! A programção está ótima e ocorrerá em Vitória dessa vez. Todos estão convidados e as inscrições devem ser realizadas aqui.

III-ENBECO

Bom evento a todos!

Cultura Econômica, Economia, Economia Matemática, Mercados Financeiros, Nível de atividade, Política Monetária

Programação do XII Workshop de Economia

Cartaz de divulgação -  XII Workshop de Economia

.

Cultura Econômica, Economia

XII Workshop de Economia PPGE/USP-RP

O Workshop de Economia do Programa de Pós-Graduação em Economia da FEA-RP/USP (PPGE/USP-RP) tem se consolidado como um importante evento da área, reunindo pesquisadores altamente qualificados para a discussão e troca de experiências sobre temas de interesse nacional e internacional, com aplicações de teorias e técnicas empíricas de fronteira na ciência econômica.

A atual edição, a 12ª, terá a participação de pesquisadores de importantes centros de pesquisa e de atuação prática nacionais, além do corpo docente e discente da casa, que se reunirão na FEA-RP/USP:

Participantes:

Angelo Marsiglia Fasolo (Bacen)

Cristiano Costa (FUCAPE)

João Manoel de Mello (PUC-RJ)

José Angelo Costa do Amor Divino (UCB)

Lízia de Figueiredo (UFMG)

Luciano Nakabashi (FEA-RP)

Luis Braido (EPGE)

Rafael Coutinho (FEA-SP)

Sergio Lazzarini (Insper)

Tatiana Farina (Insper)

 

Local: Auditório Ivo Torres, FEA-RP/USP

Avenida Bandeirantes, 3900 – Ribeirão Preto

Datas e horários:

18 de outubro de 2012, de 14h30 às 18h15,

19 de outubro de 2012, de 9h00 às 18h00, com 1,5 hora livre para almoço.

A realização de tal evento requer, além do empenho dos organizadores e apoio dos colegas, da chefia de Departamento e da Coordenação de Pós-Graduação em Economia, o apoio institucional da FEA-RP da USP, bem como o apoio financeiro dos parceiros Conselho Regional de Economia, Corecon-SP, e Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e EconomiaFundace, aos quais agradecemos antecipadamente.

O evento será gratuito e não requer inscrição prévia. Convidamos colegas e alunos a participarem!

Organizadores: Profa. Dra. Roseli Silva e Prof. Dr. Bruno Aurichio Ledo

.

Cultura Econômica, Economia, Ensinando Economia

II Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia

 

Muito feliz em participar do II Enbeco ao vivo e em cores dessa vez, já que ano passado só pude participar por vídeo (veja aqui).

Parabéns aos colegas Cristiano Costa e Cláudio Shikida pela organização do evento!

Participem e divulguem!

Programa-ENBECO-II

Nível de atividade, Política, Política Fiscal, Política Monetária

Desemprego nos Estados Unidos

 

Há alguns dias, Paul Krugman (o verdadeiro, claro, e não aquele meu ex-aluno reprovado por falta!!), em sua coluna no New York Times reforçou mais uma vez o coro (pequeno, é certo) das vozes que tentam trazer o combate ao desemprego para o centro do debate político nos Estados Unidos, novamente. Chamou de o “erro de 2010” o estímulo pequeno e por um período curto realizado em 2009 pelo governo americano, insuficiente para sustentar a rota de retomada pós-crise financeira. Ainda no início de 2010, continua ele, era possível notar que os efeitos do estímulo já estavam desaparecendo e, ainda assim, o debate político encabeçado pela direita e apoiado por muitos experts se voltava para a necessidade de controlar o déficit fiscal, considerado, então, o inimigo público n° 1.

A taxa de desemprego americana voltou a patamares do início da década de oitenta, anos de forte recessão como efeito da política monetária contracionista da década anterior que objetivou debelar o processo inflacionário (a estagflação da década de setenta). Porém, a recuperação foi relativamente rápida. O gráfico abaixo ilustra o comportamento da taxa de desemprego americana até o momento:

Em 2009, o desemprego alcançou 9,3% da força de trabalho e 9,6% em 2010. As estimativas do Fundo Monetário para os anos seguintes (8,5% e 7,7% para 2011 e 2012, respectivamente) não são nada animadoras e prenunciam um custo social muito mais elevado para a sociedade que muitos parecem não querer enxergar. 

Para abafar as possíveis vozes em favor de políticas eficientes contra o desemprego, talentos são execrados do centro de comando da economia americana. Peter Diamond desabafa, também no New York Times, que, para os Republicanos, “um prêmio Nobel não é suficiente“. Afinal, segundo um senador republicano ““Does Dr. Diamond have any experience in conducting monetary policy? No,” he said in March. “His academic work has been on pensions and labor market theory.” “.

Ignorância ou má-fé? Ou ambas? 

Concordo com P. Diamond:

“In reality, we need more spending on some programs and less spending on others, and we need more good regulations and fewer bad ones.

Analytical expertise is needed to accomplish this, to make government more effective and efficient. Skilled analytical thinking should not be drowned out by mistaken, ideologically driven views that more is always better or less is always better.

O debate político americano parece equivocado e em defesa dos rentiers (mais uma pitada de Krugman aqui). E mesmo numa cidade dinâmica como New York os efeitos são visíveis: em geral homens, aparentemente na faixa etária dos 45-55 anos, desempregados e com seus “cartazes-história” pedem ajuda nas ruas, nos metros, e, envergonhados, desculpam-se por precisar fazer isso. Triste e preocupante.

Livros... Livros..., Mercados Financeiros, Política Fiscal

Reinhart: alertando sobre o endividamento dos países desenvolvidos

Nesta última segunda-feira, Carmen Reinhart foi entrevistada pelo jornal Folha de São Paulo (veja aqui), e repetiu a conferência que fez aqui em Columbia duas semanas antes. Os principais argumentos e resultados mais recentes estão em seu artigo, também com Kenneth Rogoff, intitulado “A Decade of Debt”, que pode ser encontrado em sua homepage (aqui), em que também disponibiliza TODOS os dados do livro, sobre o qual já falamos aqui.

Recomendo a leitura do artigo. Para instigar…

"Public debts in the advanced economies have surged in recent years to levels not recorded since the end of World War II, surpassing previous peaks reached during
the First World War and the Great Depression"