Ensinando Economia

Atividades didáticas e avaliativas

O que os prezados pupilos estão a fim de fazer neste semestre?? Já aviso que “NADA” não é uma resposta possível! 😉

Como discutimos no primeiro dia de aula, temos algumas alternativas e vou elencá-las aqui para facilitar nossa decisão.

  1. Provas dissertativas que pode ter peso na média final de 60% a 75%, a depender de que atividades didáticas faremos adicionalmente. Podemos combinar 2 ou 3 provas individuais, sem consulta.
  2. Quizzes em classe e em casa, nota média com peso a definir, por meio do aplicativo Socrative (veja aqui as instruções para usá-lo e faça o quiz teste!! Entre na SALA MONET2018, é provisória, logo vc estará cadastrado numa sala da sua turma! )
  3. Atividade didática on-line: geralmente realizada em grupos, cada grupo é responsável pela produção de um post para o blog a cada semana, com nota para qualidade do post do grupo e participação individual de cala aluno da turma comentando os posts – neste ano pretendo adotar formato “reuniões do Copom” para essa atividade.
  4.  Análise de Conjuntura, com apresentação pelos alunos e síntese geral em classe, composta de pelo menos 2 etapas intermediárias com feedback da professora e do monitor, média simples entre nota do trabalho escrito e da apresentação comporá percentual da média final a definir – neste ano pretendo adotar formato “reuniões do Copom” para essa atividade.
  5. Leitura e discussão de um livro, também atividade realizada em grupos, com produção de sínteses críticas de capítulos livro a ser escolhido por grupos, com participação em comentários dos demais estudantes. O livro deve tratar de conteúdo complementar aos temas estudados em sala.
  6. Curso On-line de Introdução à análise macroeconômica, no Coursera. Aqui, as possibilidades estão em aberto, podemos fazer uma atividade ao longo do semestre em que os alunos realizam o curso e fazem uma breve resenha do tema estudado on-line ou fazemos um fórum de discussão no Coursera. Minha ideia inicial era deixar o estudo livre, com a comprovação de que o aluno cumpriu o curso dada pelo certificado, porém, ainda não recebi resposta para meu questionamento sobre como alunos USP fazem o curso com certificado sem ter de pagar inscrição (conforme informado inicialmente). Veja mais informações sobre o curso aqui.

Mais alguma ideia?? Deixe um comentário aqui!! Ou nos conte em sala de aula!

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Nível de atividade

Emprego e Desemprego – como medimos?

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“Para podermos definir como calcular a taxa de emprego e desemprego de um país, precisamos antes de algumas definições importantes.

Primeiramente, vamos definir o que é Trabalho:

Trabalho é definido como Ocupação Econômica Remunerada em dinheiro, produtos ou outras formas não monetárias. Ocupação Econômica Não-Remunerada também entra nessa definição, como por exemplo, ajuda a membros de unidades domiciliares, instituições religiosas beneficentes ou cooperativismo.

Precisamos também definir o conceito de População em Idade Ativa (PIA).

População em Idade Ativa são todos aqueles que, em uma determinada faixa etária, estão aptos a exercer uma atividade econômica. Esse grupo é formado pela População Economicamente Ativa (PEA) e População Não-economicamente Ativa (PNEA).

PIA = PEA + PNEA

A PEA é formada pela População Ocupada (PO), que são aqueles que, num determinado período de frequência, trabalham. E pela População Desocupada (PD) que são aqueles que, não trabalham, mas estão dispostos a trabalhar, e para isso, procuram emprego de forma efetiva.

PEA = PO + PD

Em contrapartida, PNEA são todas as pessoas que não estão classificadas nem como População Ocupada nem como População Desocupada, como por exemplo pessoas que não trabalham, mas também não estão à procura de emprego.

Estando esses conceitos bem claros, podemos calcular a TAXA DE DESEMPREGO de uma forma bem simples, através da função:

Taxa de Desemprego = (PD/PEA)*100

Onde:

PD = População Desocupada

PEA = População Economicamente Ativa

No Brasil quem é responsável pela coleta de dados sobre a taxa de desemprego é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que, desde 1980 (com revisão em 2001 a fim de se adequar as recomendações da Organização Internacional do Trabalho), realiza a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) nas regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, a fim de produzir indicadores mensais sobre a força de trabalho, podendo assim avaliar as flutuações e tendências, a médio e longo prazo, do mercado de trabalho, além de atender as necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do país. As informações tiradas dessa pesquisa abrangem também condições importantes referentes as condições de atividade, além do rendimento médio e real, posição na ocupação e posse de carteira de trabalho assinada.

Junto com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) o IBGE está implementando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), onde, diferente da primeira, a segunda é realizada em mais de 3.500 domicílios. Outra diferença são os conceitos utilizados, já que o PME considera que acima de 10 anos a pessoa pertence a faixa de População em Idade Ativa, enquanto a Pnad considera apenas acima dos 14 anos. A implementação da Pnad teve por objetivo, pôr fim a uma das maiores deficiências da PME, que era considerar como inativo aquele trabalhador que havia desistido de procurar emprego, mas continuava interessado em voltar ao mercado de trabalho.

 

Dados e informações:

http://www.ibge.gov.br”

Autores: Grupo K – Macro I

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Cultura Econômica, Nível de atividade

Grandes Números das Contas Nacionais Recentes

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“O Sistema de Contas Nacionais surgiu com a tentativa de se investigar o funcionamento dos componentes da economia de forma agregada, suas relações e a lógica do sistema econômico como um todo. Após a situação enfrentada pela economia mundial na década de 1930, depois do colapso de 1929 e o desemprego e recessão dele resultante, o debate econômico passou a dar mais atenção à importância de se medir as transações econômicas de maneira agregada.

2-M-fig0A origem do Sistema de Contas Nacionais remete ao ano de 1947 quando um comitê de especialistas da Liga das Nações liderado pelo economista Richard Stone propôs a sistematização das contas nacionais, em 1953 a ONU publica outro informe com recomendações para a compilação de sistemas de contas nacionais afim de unificar os sistemas de contas utilizados nos países.

O Caso Brasileiro

Nossa estrutura de contas nacionais congrega cinco contas importantes: Conta de Produção, Conta de Apropriação, Conta de Capital (chamada também de Acumulação), Conta do Setor Externo (também chamada de Transações Correntes com o Resto do Mundo) e Conta do Governo. Entre elas, a conta de produção é a mais importante e é por causa dela que as demais existem, na conta de produção é contabilizado o PIB a preços de mercado.

Conta de Produção

2-M-fig1.Conta de Produção A conta de produção apresenta do lado do débito (esquerdo) a remuneração do fator trabalho realizado pelas empresas na forma de salários, juros e aluguéis. Já o lado do crédito (direito) apresenta o que as empresas receberam daqueles que consumiram seus bens e serviços produzidos, representando a despesa bruta que em números é equivalente ao PIB.  Como se percebe do lado do crédito a rubrica “Importações bens/serviços não fatores” está negativa, sendo

C = Consumo Final da Famílias,

G = Consumo Final das APUs

I = FBCF + Variação de Estoques

X = Exportação

-M = Importações

Assim temos, Y = C + I + G + (X-M).

Nos gráficos abaixo podemos analisar a evolução do consumo das famílias, governo e a evolução do PIB

2-M-graf1

 

2-M-graf2

 Conta de Apropriação

2-M-fig2.Conta de ApropriaçãoOs principais agentes desta conta são as famílias (ou indivíduos), são eles que se apropriam e alocam a renda gerada na economia da forma que lhes convém. No quadro 02 podemos ver como se dá a aplicação das remunerações, neste caso elas tomam dois caminhos diferentes como podemos consumo e poupança.

Conta do Setor Externo

É nesta conta que são registradas as transações financeiras de um país com o resto do mundo. Do lado esquerdo (débito) se contabiliza o gasto de não residentes com bens, serviços e ativos adquiridos no nosso país (exportações) e também as rendas recebidas do setor externo. Já do lado do crédito (lado direito) ficam contabilizados os bens, serviços e ativos adquiridos no exterior (importações) como também as rendas de residentes enviadas ao exterior.2-M-fig3.Conta de Transações Correntes

Segue uma breve análise sobre as transações correntes do Brasil com o exterior. Podemos observar pelo gráfico que a partir do ano de 2007 o país vem apresentado um saldo negativo em suas transações correntes. Em 2014 o saldo negativo chega ao maior nível de todos, com déficit de $ 104,2 bilhões.


2-M-graf3

 

Conta de Capital

2-M-fig4.Conta de Acumulação Do lado do débito tem-se a formação bruta de capital fixo (ou investimento bruto) e a variação dos estoques. Na Formação Bruta de Capital Fixo é contabilizado aqueles bens que são utilizados para produzir outros, são em geral máquinas, equipamentos e instalações industrais. Sua análise nos permite avaliar se a capacidade de produção de um país está crescendo ou diminuindo.

 

No gráfico abaixo temos uma evolução recente da FBCF em volume e variação percentual

2-M-graf4

Conta do Governo

 2-M-fig5.Conta Corrente Adm PublicaA conta do governo é muito semelhante à conta de apropriação. Da mesma forma que esta busca mostrar o destino que as famílias dão às rendas que recebem por serem proprietárias dos fatores de produção, a conta do governo procura evidenciar:  qual foi o valor da receita total do governo num determinado período de tempo; e como o governo a alocou.”

 

 

 

Autores: GRUPO M – Macro I

 

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Cultura Econômica, Ensinando Economia

Temas da Atividade Online – nossas aulas e o mundo!

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A partir da próxima semana, iniciam-se os trabalhos dos grupos com os temas definidos abaixo. Esta atividade didática propõe que os alunos se aproximem do mundo real, conhecendo grandes números da economia brasileira e contextualizando-os em relação a países semelhantes em grau de desenvolvimento e a países desenvlvidos.

Como vai funcionar? Assim:

  1. Em sala (próxima aula) faremos a distribuição dos temas entre os treze grupos, por sorteio.
  2. A ordem e as datas de entrega da atividade já estão predefinidas na tabela abaixo:
    • tabela de temas e datas
  3. A cada data, sempre uma segunda-feira até meio dia, o grupo tem de enviar para o meu e-mail o texto do trabalho no seguinte formato:
    • Há duas datas, 02/maio e 06/junho, em que dois grupos estarão entregando trabalhos, para que possamos finalizar ainda na primeira quinzena de junho;
    • Deve apresentar conteúdo conceitual/teórico e não-opinativo, sobre o assunto, apresentadando dados e citando fontes, se houver menção à alguma notícia, site de referência ou artigos, os links devem aparecer ao final do texto – cuidado com plágio!!!
    • O texto deve buscar uma linguagem informal e que possa elucidar conceitos econômicos para um público amplo;
    • Deve conter no máximo 4.000 caracteres com espaço no formato doc;
    • figuras, gráficos e tabelas devem ter sua posição indicada no texto e ser encaminhados em separado do arquivo de texto e devem estar em formato jpeg;
  4. Cada estudante participará comentando e debatendo o texto/tema, indicando outras notícias relacionadas, e/ou ajudando a melhorar a explicação econômica do fenômeno. É importante que seja possível identificá-los nos comentários. 
  5. A janela temporal para comentários estará aberta da postagem do trabalho (segunda pela tarde) até o domingo seguinte, meia noite.
  6. Avaliação: 50% para a qualidade do texto, avaliada pela professora, e 50% pela participação individual ao longo do semestre, acompanhada e contabilizada pela Monitor Diego.

É isso!! Vambora??!!

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Cultura Econômica, Ensinando Economia

Socrative: vamos aprender a usar?

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Socrative é uma ferramenta desenhada para auxiliar os processos de aprendizado ativo, ajudando o professor a engajar seus estudantes e fornecendo feedback imediato das atividades realizadas por meio dele. Há vários usos possiveis, como: perguntas rápidas de saída, para acessar a compreensão do conteúdo da aula; atividades longas com várias etapas em que os grupos/estudantes vão recebendo feedback a cada etapa; e os quizzes, perguntas de múltipla escolha, para avaliar o acompanhamento dos alunos de conceitos básicos e informações ao longo das aulas.

Este será nosso uso em Macro I, faremos nossos quizzes utilizando esse aplicativo!! As vantagens são inúmeras: feedback rápido; sistematização dos resultados com percentual de acerto e de erros; aleatorização tanto das questões quanto das respostas (vai ser muito ineficiente tentar “comparar” sua resposta com a do seu colega, durante a realização do quiz!!); além de um banco disponibilizar bancos de questões servindo como uma rede social para nós, professores, trocarmos nossas atividades (neste caso, todo o material está em lingua inglesa, mas nossos quizzes serão em português).

Saiba mais em: http://socrative.com/

Dicas:

  1. Baixe o aplicativo STUDENT em seu celular (compatível com iOS Apps, Android Apps, Chrome Apps, Kindle Apps, Windows Apps)
  2. Você não precisa de uma conta, basta saber o nome da sala (fornecido pelo professor) e, como combinamos em sala, em lugar do seu NOME, vc colocará como identificação seu NÚMERO USP, ok?
  3. Nossa SALA chama-se MACRO2016
  4. A partir de hoje até quinta, em nossa aula, deixo um Quiz para teste, assim todos poderão saber se tudo está funcionando bem com seu aplicativo e aprender como acessar. Basta entrar na sala e vc já verá as perguntas do Quiz. Terminando, confirme e saia da sala, ok?
  5. Anotem as dúvidas/problemas para resolvermos em sala, ok?

O Quiz Teste Macro I está aberto no aplicativo! Não vale nota, ok?! Fique tranquilo… 😉

 

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